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13/07/2026 Undime

UNICEF, Undime e Instituto Alana promovem live sobre educação socioambiental e mudanças climáticas

Transmissão no canal Conviva Educação discute impactos climáticos na aprendizagem e estratégias de resiliência para redes de ensino

 

O UNICEF, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Instituto Alana realizarão, no dia 16 de julho, às 15h (horário de Brasília), uma live sobre educação socioambiental e mudanças climáticas. A transmissão será feita pelo canal Conviva Educação no YouTube e é voltada a gestores públicos, educadores e demais profissionais das redes de ensino interessados no tema.

O encontro abordará os impactos das mudanças climáticas sobre o acesso e a continuidade da aprendizagem, os caminhos para a construção de sistemas educacionais mais resilientes e o papel da educação socioambiental na formação de crianças e adolescentes capazes de compreender e responder às transformações do meio ambiente.

Mudanças climáticas e impactos na educação

Quase todas as crianças do mundo estão expostas a pelo menos um dos seguintes riscos climáticos: inundações costeiras, secas, calor extremo, incêndios, ondas de calor, cheias fluviais, tempestades de areia e poeira e tempestades tropicais, mostra o Relatório de Riscos Climáticos para Crianças de 2026. No Brasil, 16 milhões já vivem expostas a 3 riscos ou mais. A versão anterior do relatório mostrou que, em 2024, ao menos 1,17 milhão de meninas e meninos tiveram os estudos interrompidos no Brasil em razão de enchentes e secas.

Resiliência antes, durante e depois das crises climáticas

A live também apresentará um modelo de atuação estruturado em três momentos, com foco na garantia da proteção integral e na continuidade da aprendizagem com equidade e qualidade:

Antes — planejamento, governança articulada, planos de contingência e infraestrutura resiliente;

Durante — proteção da comunidade escolar, suspensão responsável das aulas e garantia de alternativas de continuidade educacional;

Depois — avaliação de danos, fortalecimento da busca ativa escolar, acolhimento e recuperação das aprendizagens.

Educação socioambiental como fator de resiliência

O debate situa a educação socioambiental como componente central da resiliência educacional. A Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), de 1999, foi atualizada em 2024 pela Lei nº 14.926, que passou a exigir a inclusão, nos projetos institucionais e pedagógicos da educação básica, de temas relacionados às mudanças do clima, à proteção da biodiversidade e aos riscos e vulnerabilidades a desastres socioambientais — um desafio colocado a todas as redes e escolas do país.

Para que possam atuar como defensores do meio ambiente, crianças, adolescentes e jovens precisam se encantar e re-encantar pela natureza. Mas, hoje, 80% das crianças brasileiras vivem em centros urbanos e têm cada vez menos acesso a áreas verdes. 4 entre 10 escolas localizadas em capitais não têm áreas verdes em seus lotes. É o que mostra o estudo “O Acesso ao Verde e a Resiliência Climática nas Escolas das Capitais Brasileiras”, do Instituto Alana e Fiquem Sabendo, com dados produzidos pelo MapBiomas.

As mudanças do clima precisam ser objeto de aprendizado: mais do que entender como o mundo funciona, é preciso compreender sobre como ele está mudando. Também é preciso transformar a ansiedade climática em conhecimento para a transformação. O Brasil aderiu em 2025 à Declaração sobre Crianças, Jovens e Ação climática, que prevê o investimento em educação ambiental e sobre mudança do clima, dotando crianças e jovens com conhecimentos e competências necessários para se protegerem e contribuírem para um futuro seguro e sustentável.

Live sobre educação socioambiental e mudanças climáticas, com UNICEF, Undime e Instituto Alana

Data: 16 de julho de 2026
Horário: 15h (horário de Brasília)
Onde: Canal Conviva Educação
Realização: UNICEF, Undime e Instituto Alana


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