17/12/2003 Undime
Cerca de 65 milhões de meninas de todo o mundo não vão à escola, aumentando as chances de que morram ao dar à luz ou de que vivam na pobreza, disse nesta quinta-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Em seu relatório anual chamado 'Situação das crianças no mundo', o Unicef afirmou que 121 milhões de crianças de todo o mundo estão fora da escola e que, nesse grupo, há nove milhões a mais de meninas do que meninos.
"Defendemos a posição de que não haverá chances de reduzir substancialmente a pobreza, a mortalidade infantil e os casos de Aids e de outras doenças se não garantirmos que todos os garotos e garotas exerçam seu direito a uma educação básica", afirmou Carol Bellamy, diretora-executiva do Unicef.
Ao se tornarem mães, as mulheres que freqüentaram a escola têm mais chances de ter crianças saudáveis e de garantir que seus filhos (sejam meninos ou meninas) estudem. Mas a falta de uma educação formal representa, para as mulheres, risco de não saberem como evitar filhos ou como protegê-los e a si mesmas contra doenças.
"Quando uma menina não possui o conhecimento que uma escola pode fornecer, produzem-se efeitos imediatos e efeitos de longo prazo. Ela passa a se expor a um número maior de riscos do que suas companheiras que estudam e as conseqüências atingem a próxima geração", afirmou o Unicef, em seu
relatório.
Segundo o estudo, na maior parte dos países industrializados, bem como em grande parte da América Latina, verificou-se uma diferença entre os sexos: os garotos começaram a abandonar as aulas enquanto as meninas passaram a tirar notas melhores.
Mas o contrário acontece em grande parte da Ásia e particularmente na África subsaariana, onde 24 milhões de meninas não freqüentaram as escolas em 2002, um aumento de 4 milhões comparado com 1990.
A Somália registrou o pior desempenho: apenas 11% de suas meninas foram à escola entre 1996 e 2002. No mesmo período, o Tadjiquistão, a Holanda e a Suécia tiveram, por exemplo, 100% de suas meninas estudando. A Arábia Saudita registrou 58% cento. Os EUA e o Vietnã mandaram 95% de suas garotas para as escolas.
Cerca de 65 milhões de meninas de todo o mundo não vão à escola, aumentando as chances de que morram ao dar à luz ou de que vivam na pobreza, disse nesta quinta-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).Em seu relatório anual chamado 'Situação das crianças no mundo', o Unicef afirmou que 121 milhões de crianças de todo o mundo estão fora da escola e que, nesse grupo, há nove milhões a mais de meninas do que meninos."Defendemos a posição de que não haverá chances de reduzir substancialmente a pobreza, a mortalidade infantil e os casos de Aids e de outras doenças se não garantirmos que todos os garotos e garotas exerçam seu direito a uma educação básica", afirmou Carol Bellamy, diretora-executiva do Unicef.Ao se tornarem mães, as mulheres que freqüentaram a escola têm mais chances de ter crianças saudáveis e de garantir que seus filhos (sejam meninos ou meninas) estudem. Mas a falta de uma educação formal representa, para as mulheres, risco de não saberem como evitar filhos ou como protegê-los e a si mesmas contra doenças."Quando uma menina não possui o conhecimento que uma escola pode fornecer, produzem-se efeitos imediatos e efeitos de longo prazo. Ela passa a se expor a um número maior de riscos do que suas companheiras que estudam e as conseqüências atingem a próxima geração", afirmou o Unicef, em seurelatório.Segundo o estudo, na maior parte dos países industrializados, bem como em grande parte da América Latina, verificou-se uma diferença entre os sexos: os garotos começaram a abandonar as aulas enquanto as meninas passaram a tirar notas melhores.Mas o contrário acontece em grande parte da Ásia e particularmente na África subsaariana, onde 24 milhões de meninas não freqüentaram as escolas em 2002, um aumento de 4 milhões comparado com 1990.A Somália registrou o pior desempenho: apenas 11% de suas meninas foram à escola entre 1996 e 2002. No mesmo período, o Tadjiquistão, a Holanda e a Suécia tiveram, por exemplo, 100% de suas meninas estudando. A Arábia Saudita registrou 58% cento. Os EUA e o Vietnã mandaram 95% de suas garotas para as escolas.