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25/02/2003 Undime

Pernambuco - Índice de analfabetismo é reduzido no Estado

Algumas coisas mudaram nas escolas das redes Estadual e Municipal de Ensino, mostrando um impacto otimista para a educação no Estado de Pernambuco. Pelo menos essa é a avaliação do representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para Pernambuco, Júlio Jacobo. A instituição cooperou com a Secretaria de Educação na elaboração do Sistema de Avaliação Educacional do Estado (Saepe), relatório bienal que foi apresentado ontem, na Secretaria de Educação.

De acordo com a avaliação, que abrangeu 6.089 escolas (sendo 949 do Estado), 2.466 diretores, 12.201 professores e 438.734 alunos das 184 cidades de Pernambuco, uma boa notícia é a redução do índice de analfabetismo. O Saepe de 2000 registrava 24,5% de analfabetos com idade a partir de 15 anos no Estado. Em 2002, esse número reduziu para 22%, o que representa uma população de 1,1 milhão de pessoas. Outro avanço apresentado por Jacobo foi o número de jovens atendidos pelas instituições - índice chamado de universalização da escola. Segundo ele, 97,8% das crianças de 7 a 14 anos estão matriculadas no ensino fundamental e 87,6% dos adolescentes de 15 a 17 anos estão assistindo às aulas do ensino médio. Isso representa, respectivamente, um acréscimo de 1,3% e 1,2% em relação à pesquisa anterior.

“É preciso olhar com cuidado esse número, porque ele pode dar uma visão muito otimista da realidade. Há um grande número de pessoas fora dessas faixas etárias e que deveriam estar cursando os ensinos fundamental e médio”, observou a secretária de Educação da Prefeitura do Recife, Edla Soares, que estava presente à explanação, juntamente com o secretário estadual de Educação, Mozart Neves.

Ainda no campo das melhoras, está a qualificação dos diretores e professores. Em 2000, apenas 55% desses educadores da rede municipal tinham nível superior. Em novembro do ano passado, quando foram aplicados os questionários, eles já chegaram a 76%. Outro item destacado por Jacobo é a modernização da gestão escolar. “Há dois anos, 85% dos diretores eram indicados por políticos ou técnicos. Hoje, são 10%”, informa.

Repetência e evasão preocupam

A evasão escolar e as repetências também foram os principais fatores que levaram à queda das taxas de aprovação no ensino pernambucano. “São comuns casos de alunos com cinco repetência. Há casos de jovens que passam por 12 reprovações”. Segundo ele, uma boa medida seria o Ministério Público punir os pais que não obriguem seus filhos a ir para a sala de aula. “Porto Alegre tomou essa medida e reduziu em 20% a evasão”, argumenta Jacobo.

Outra deficiência apresentada foi a pequena quantidade de professores que conseguiu dar o conteúdo programático durante o ano letivo. Apenas 4,2% (507) deles terminaram os assuntos. “Tem de se fazer como nas universidades públicas e particulares. O 13º salário só é pago se eles derem todo o programa”, disse Mozart, sugerindo também uma ampla parceria com as secretarias municipais de Educação para que possam atuar juntos na melhora das redes de ensino. Os efeitos dessa atuação, salientou, deve surtir efeito em dois anos. O Saepe será entregue a todas as escolas de Pernambuco.


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