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01/02/2011 Undime

Escolas de Pernambuco e Alagoas ainda sofrem por causa da enchente do ano passado

A tragédia que abateu Pernambuco e Alagoas completou sete meses. Mas a maior enchente da história dos estados ainda está muito viva no cotidiano das dezenas de cidades atingidas. As escolas que ficaram de pé serviram de abrigo e, hoje, muitas delas estão simplesmente sem condições de uso. A saída para muitas secretarias municipais de educação foi alugar casas provisoriamente enquanto um novo prédio não é erguido.

Foi o que aconteceu em Gameleiras, município que foi varrido pela cheia do rio Sirinhaém e teve situação de calamidade pública decretada. A secretária de educação Rossana Valéria Lopes de Melo alugou três casas e deve alugar outras para atender os alunos. É que muitos dos desabrigados ficaram nas escolas rurais enquanto não tinham para onde ir. E fizeram dos prédios, a própria casa. "Às vezes eu chegava na escola e tinham feito um fogão improvisado no chão da sala de aula. Eu pedia para apagar e tinha de conseguir um fogão para que eles fizessem a comida", conta a secretária.

A fotografia abaixo foi tirada em junho de 2010, logo depois de a escola receber os primeiros desabrigados

Rossana de Melo também disse à reportagem da Undime que as escolas serviram de abrigo aos animais domésticos de quem foi obrigado a sair de casa. Porcos, cabritos, galinhas... O resultado disso é que muitas escolas ficaram sem nenhuma possibilidade de uso. A única saída foi o aluguel de casas. A reforma dos prédios está sendo feita pela prefeitura, com ajuda dos governos estadual e federal.

Em Gameleira há 27 escolas rurais. Dez delas vão começar a receber os alunos, neste mês de fevereiro, em estado precário, ainda com sinais da cheia de junho do ano passado. Na zona urbana, as nove escolas municipais também sofreram com a chuva. Três delas precisam de reforma urgente. Para não deixar os alunos em casa, a saída é alugar mais três casas para servir de escolas. Em Pernambuco e Alagoas, a chuva passou. Mas o trauma ainda está presente.

Abaixo, o retrato da força da enxurrada em um dos bairros da cidade (Junho de 2010).

 


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