Debate sobre estratégias de enfrentamento das desigualdades educacionais finaliza programação do segundo dia do Fórum Nacional

Durante o evento, intérpretes de Libras promovem acessibilidade, que facilita a compreensão do conteúdo para comunidade surda ou usuário da língua O 20º Fórum Nacional da Undime finalizou o segundo dia com o painel “Estratégias de enfrentamento das desigualdades educacionais”. Coordenado pelo Dirigente Municipal de Educação de Aratuípe/BA e presidente da Undime Bahia, Anderson Passos dos Santos, participaram a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (MEC), Zara Figueiredo; a chefe de Educação do UNICEF Brasil, Mônica Pinto, junto ao co-fundador e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Mahin Consultoria Antirracista, Giovani Rocha. O presidente Anderson Passos mostrou que a desigualdade educacional está intrinsecamente ligada a um abismo histórico, que remete à identidade, ao acesso, à classe social ou ao regionalismo. “É uma pauta muito cara, justamente por questões que passam por contextos históricos, financeiros e, principalmente, a questão da não existência ainda da equidade, tão sonhada na educação brasileira”, explicou. O pesquisador Giovani Rocha referenciou a fala por meio da pesquisa “Percepções sobre o Racismo no Brasil” do IPEC, que em 2023 mostrou que 81% dos brasileiros afirmaram o Brasil como um um país racista; 10% dos brasileiros afirmaram que trabalham em uma instituição ou empresa racista e 11% dos brasileiros, que têm atitudes e práticas racistas. Para Giovani, o agravante está no indicativo que 38% dos brasileiros sofreram racismo em escolas, faculdades e universidades. “Sem promoção da equidade étnico-racial, nossa educação segue gerando histórias de exclusão, mas poderemos trocar por ‘promovendo equidade étnico-racial vai gerar histórias de oportunidades abundantes para todos e todas’”, afirmou. Na sequência, a chefe de Educação do UNICEF, Mônica Pinto, também trouxe dados. Desta vez, relacionados com a exclusão e o abandono escolar no país. Mostrou que esse perfil tem “identidade e endereço”, em sua maioria negros e pardos, do sexo masculino, morador de áreas periféricas e rurais, provenientes de famílias de alta vulnerabilidade socioeconômica. Ela convidou os presentes a se questionarem se a escola é interessante para os jovens e como é que se pode enfrentar a exclusão e o abandono escolar se eles são considerados fenômenos multifatoriais. “É um dever de toda a sociedade”, respondeu, ao acrescentar as diretrizes da Busca Ativa Escolar. O painel finalizou com a apresentação da secretária da Secadi, Zara Figueiredo, que utilizou o tema “Plano Decenal de Educação, política de estado para garantir Direito à Educação” no sentido de evidenciar o enfrentamento à desigualdade social como projeto político das redes de ensino. “Os planos municipais de educação exigem que a gente enfrente as desigualdades no plural, porque nós temos um conjunto de desigualdades. Portanto, se o tema da discussão é direito à educação, se a gente for pensar em enfrentamento da desigualdade educacional ou se a gente for pensar em produzir equidade na educação, um dos primeiros elementos que a gente tem que pensar é o projeto político das redes. O enfrentamento da desigualdade não pode ser construído ou ele não pode se dar do ponto de vista de ações isoladas ou fora da rede”, afirmou. Inclusão Ao longo dos quatro dias de evento, onze intérpretes de Libras facilitaram a comunicação para a comunidade surda e usuária de Libras, promovendo inclusão, acessibilidade e chamando atenção para a causa. Durante toda a tarde desta segunda-feira, os intérpretes Mariana Dantas e Elber Vinicius se revezaram no espaço destinado à projeção de transmissão. “É um tema de interesse público e um direito, ter acesso a informação. Sinto feliz em garantir e fazer a ponte para esse direito”, destacou o pedagogo e intérprete, Elber Vinicius. Fonte: Undime Durante o evento, intérpretes de Libras promovem acessibilidade, que facilita a compreensão do conteúdo para comunidade surda ou usuário da língua O 20º Fórum Nacional da Undime finalizou o segundo dia com o painel “Estratégias de enfrentamento das desigualdades educacionais”. Coordenado pelo Dirigente Municipal de Educação de Aratuípe/BA e presidente da Undime Bahia, Anderson Passos dos Santos, participaram a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (MEC), Zara Figueiredo; a chefe de Educação do UNICEF Brasil, Mônica Pinto, junto ao co-fundador e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Mahin Consultoria Antirracista, Giovani Rocha. O presidente Anderson Passos mostrou que a desigualdade educacional está intrinsecamente ligada a um abismo histórico, que remete à identidade, ao acesso, à classe social ou ao regionalismo. “É uma pauta muito cara, justamente por questões que passam por contextos históricos, financeiros e, principalmente, a questão da não existência ainda da equidade, tão sonhada na educação brasileira”, explicou. O pesquisador Giovani Rocha referenciou a fala por meio da pesquisa “Percepções sobre o Racismo no Brasil” do IPEC, que em 2023 mostrou que 81% dos brasileiros afirmaram o Brasil como um um país racista; 10% dos brasileiros afirmaram que trabalham em uma instituição ou empresa racista e 11% dos brasileiros, que têm atitudes e práticas racistas. Para Giovani, o agravante está no indicativo que 38% dos brasileiros sofreram racismo em escolas, faculdades e universidades. “Sem promoção da equidade étnico-racial, nossa educação segue gerando histórias de exclusão, mas poderemos trocar por ‘promovendo equidade étnico-racial vai gerar histórias de oportunidades abundantes para todos e todas’”, afirmou. Na sequência, a chefe de Educação do UNICEF, Mônica Pinto, também trouxe dados. Desta vez, relacionados com a exclusão e o abandono escolar no país. Mostrou que esse perfil tem “identidade e endereço”, em sua maioria negros e pardos, do sexo masculino, morador de áreas periféricas e rurais, provenientes de famílias de alta vulnerabilidade socioeconômica. Ela convidou os presentes a se questionarem se a escola é interessante para os jovens e como é que se pode enfrentar a exclusão e o abandono escolar se eles são considerados fenômenos multifatoriais. “É um dever de toda a sociedade”, respondeu, ao acrescentar as diretrizes da Busca Ativa Escolar. O painel finalizou com a apresentação da secretária da Secadi, Zara Figueiredo, que utilizou o tema “Plano Decenal de Educação, política de estado para garantir Direito à Educação” no sentido de evidenciar

Desafios e caminhos para a qualidade e equidade na educação infantil são debatidos no 20º Fórum Nacional da Undime

Especialistas destacam a importância de ampliar o acesso, qualificar a formação docente e implementar diretrizes nacionais em diálogo com mais de 3 mil profissionais da educação em Salvador/BA Na tarde desta segunda-feira, 28 de julho, durante a programação do 20º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, um debate central para a agenda educacional reuniu especialistas num diálogo sobre os principais desafios e estratégias para garantir o direito à educação infantil de qualidade e com equidade em todo o país. Realizado no Centro de Convenções Salvador, o painel “Educação infantil: levantamento de demanda, definição de critérios de prioridade, ampliação do acesso, implementação dos parâmetros e diretrizes de qualidade e equidade” atraiu a atenção dos mais de 3 mil participantes presentes no evento. A mediação foi feita pela Dirigente Municipal de Educação (DME) de Bonito/PE, Maria Elza Silva, também coordenadora do Grupo de Trabalho de Educação Infantil da Undime, que conduziu as discussões entre os três convidados. Um panorama foi apresentado pelo diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do Ministério da Educação (MEC), Alexsandro do Nascimento Santos, destacando o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil, instituído por portaria ministerial no último dia 7 de julho. Segundo ele, a iniciativa tem dois eixos principais: o apoio aos municípios na gestão das filas de creche e ampliação de matrículas, e a implementação dos parâmetros nacionais de qualidade, com foco na infraestrutura, formação docente e materiais pedagógicos. “É uma força para que os municípios consigam não apenas ampliar o acesso, mas também melhorar a qualidade do atendimento”, ressalta. Na sequência, a gerente de Políticas Públicas da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Beatriz Abuchaim, trouxe o cenário nacional do acesso à educação infantil, evidenciando as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), sobretudo na etapa de creche, onde a procura segue crescente. “É fundamental acompanhar a demanda manifesta, estabelecer critérios de priorização e promover busca ativa, especialmente na pré-escola”, afirma. A gerente também enfatizou a necessidade urgente de implementar, de forma efetiva, tanto a Base Nacional Comum Curricular quanto as diretrizes operacionais de qualidade e equidade para a educação infantil já homologadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Encerrando as contribuições, a integrante do Comitê Diretivo do Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (Mieib), Sumika Soares de Freitas Hernandez, apresentou dados do último Plano Nacional de Educação (PNE) – 2014-2024, e a evolução de matrículas com foco nos desafios do atendimento a crianças de 0 a 3 anos, além de frisar a importância da articulação entre os entes federados na garantia do direito à educação. A painelista trouxe à tona a relevância da formação docente, citando o curso de especialização Pro-LEEI como um exemplo positivo. “Defendemos a contratação de professores formados, o fortalecimento da relação professor-criança e práticas pedagógicas inclusivas, sempre alinhadas aos parâmetros nacionais de qualidade”, pontua. O painel evidenciou um consenso entre os participantes de que é preciso somar esforços entre União, estados e municípios para enfrentar os desafios históricos da educação infantil, com políticas públicas integradas que priorizem o acesso com qualidade e a valorização dos profissionais da área. Lançamento – Coleção Educação em Movimento Ainda nesta tarde, durante 20º Fórum Nacional da Undime, foi lançado o Volume 4 da coletânea “Educação em Movimento”, que traz o tema “Financiamento da Educação pública brasileira: dilemas e perspectivas”, em uma iniciativa da Undime em parceria com a Fundação Santillana. Ainda nesta tarde, durante 20º Fórum Nacional da Undime foi lançado o Volume 4 da coletânea “Educação em Movimento”, iniciativa da Undime em parceria com a Fundação Santillana. A publicação dá continuidade à proposta da série em oferecer reflexões críticas e propositivas sobre os desafios da educação pública no Brasil, com foco especial nas redes municipais. O lançamento contou com a participação do diretor-executivo da Fundação Santillana, Luciano Monteiro; do diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica do MEC, Valdoir Pedro Wathier; do vice-presidente da Fineduca, José Marcelino Rezende Pinto; do ministro substituto da Educação, Leonardo Barchinni; do presidente nacional da Undime, Alessio Costa Lima (DME de Ibaretama/CE) e do vice-presidente, Sílvio Fidélis (DME de Nobres/MT). Baixe agora, gratuitamente, a versão pdf do livro Educação em Movimento – Volume 4. Fonte: Undime. Especialistas destacam a importância de ampliar o acesso, qualificar a formação docente e implementar diretrizes nacionais em diálogo com mais de 3 mil profissionais da educação em Salvador/BA Na tarde desta segunda-feira, 28 de julho, durante a programação do 20º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, um debate central para a agenda educacional reuniu especialistas num diálogo sobre os principais desafios e estratégias para garantir o direito à educação infantil de qualidade e com equidade em todo o país. Realizado no Centro de Convenções Salvador, o painel “Educação infantil: levantamento de demanda, definição de critérios de prioridade, ampliação do acesso, implementação dos parâmetros e diretrizes de qualidade e equidade” atraiu a atenção dos mais de 3 mil participantes presentes no evento. A mediação foi feita pela Dirigente Municipal de Educação (DME) de Bonito/PE, Maria Elza Silva, também coordenadora do Grupo de Trabalho de Educação Infantil da Undime, que conduziu as discussões entre os três convidados. Um panorama foi apresentado pelo diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do Ministério da Educação (MEC), Alexsandro do Nascimento Santos, destacando o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil, instituído por portaria ministerial no último dia 7 de julho. Segundo ele, a iniciativa tem dois eixos principais: o apoio aos municípios na gestão das filas de creche e ampliação de matrículas, e a implementação dos parâmetros nacionais de qualidade, com foco na infraestrutura, formação docente e materiais pedagógicos. “É uma força para que os municípios consigam não apenas ampliar o acesso, mas também melhorar a qualidade do atendimento”, ressalta. Na sequência, a gerente de Políticas Públicas da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Beatriz Abuchaim, trouxe o cenário nacional do acesso à educação infantil, evidenciando as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), sobretudo na etapa de creche, onde a procura segue crescente.

Desafios e caminhos para a qualidade e equidade na educação infantil são debatidos no 20º Fórum Nacional da Undime

Especialistas destacam a importância de ampliar o acesso, qualificar a formação docente e implementar diretrizes nacionais em diálogo com mais de 3 mil profissionais da educação em Salvador/BA Na tarde desta segunda-feira, 28 de julho, durante a programação do 20º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, um debate central para a agenda educacional reuniu especialistas num diálogo sobre os principais desafios e estratégias para garantir o direito à educação infantil de qualidade e com equidade em todo o país. Realizado no Centro de Convenções Salvador, o painel “Educação infantil: levantamento de demanda, definição de critérios de prioridade, ampliação do acesso, implementação dos parâmetros e diretrizes de qualidade e equidade” atraiu a atenção dos mais de 3 mil participantes presentes no evento. A mediação foi feita pela Dirigente Municipal de Educação (DME) de Bonito/PE, Maria Elza Silva, também coordenadora do Grupo de Trabalho de Educação Infantil da Undime, que conduziu as discussões entre os três convidados. Um panorama foi apresentado pelo diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do Ministério da Educação (MEC), Alexsandro do Nascimento Santos, destacando o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil, instituído por portaria ministerial no último dia 7 de julho. Segundo ele, a iniciativa tem dois eixos principais: o apoio aos municípios na gestão das filas de creche e ampliação de matrículas, e a implementação dos parâmetros nacionais de qualidade, com foco na infraestrutura, formação docente e materiais pedagógicos. “É uma força para que os municípios consigam não apenas ampliar o acesso, mas também melhorar a qualidade do atendimento”, ressalta. Na sequência, a gerente de Políticas Públicas da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Beatriz Abuchaim, trouxe o cenário nacional do acesso à educação infantil, evidenciando as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), sobretudo na etapa de creche, onde a procura segue crescente. “É fundamental acompanhar a demanda manifesta, estabelecer critérios de priorização e promover busca ativa, especialmente na pré-escola”, afirma. A gerente também enfatizou a necessidade urgente de implementar, de forma efetiva, tanto a Base Nacional Comum Curricular quanto as diretrizes operacionais de qualidade e equidade para a educação infantil já homologadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Encerrando as contribuições, a integrante do Comitê Diretivo do Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (Mieib), Sumika Soares de Freitas Hernandez, apresentou dados do último Plano Nacional de Educação (PNE) – 2014-2024, e a evolução de matrículas com foco nos desafios do atendimento a crianças de 0 a 3 anos, além de frisar a importância da articulação entre os entes federados na garantia do direito à educação. A painelista trouxe à tona a relevância da formação docente, citando o curso de especialização Pro-LEEI como um exemplo positivo. “Defendemos a contratação de professores formados, o fortalecimento da relação professor-criança e práticas pedagógicas inclusivas, sempre alinhadas aos parâmetros nacionais de qualidade”, pontua. O painel evidenciou um consenso entre os participantes de que é preciso somar esforços entre União, estados e municípios para enfrentar os desafios históricos da educação infantil, com políticas públicas integradas que priorizem o acesso com qualidade e a valorização dos profissionais da área. Lançamento – Coleção Educação em Movimento Ainda nesta tarde, durante 20º Fórum Nacional da Undime, foi lançado o Volume 4 da coletânea “Educação em Movimento”, que traz o tema “Financiamento da Educação pública brasileira: dilemas e perspectivas”, em uma iniciativa da Undime em parceria com a Fundação Santillana. Ainda nesta tarde, durante 20º Fórum Nacional da Undime foi lançado o Volume 4 da coletânea “Educação em Movimento”, iniciativa da Undime em parceria com a Fundação Santillana. A publicação dá continuidade à proposta da série em oferecer reflexões críticas e propositivas sobre os desafios da educação pública no Brasil, com foco especial nas redes municipais. O lançamento contou com a participação do diretor-executivo da Fundação Santillana, Luciano Monteiro; do diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica do MEC, Valdoir Pedro Wathier; do vice-presidente da Fineduca, José Marcelino Rezende Pinto; do ministro substituto da Educação, Leonardo Barchinni; do presidente nacional da Undime, Alessio Costa Lima (DME de Ibaretama/CE) e do vice-presidente, Sílvio Fidélis (DME de Nobres/MT). Baixe agora, gratuitamente, a versão pdf do livro Educação em Movimento – Volume 4. Fonte: Undime. Especialistas destacam a importância de ampliar o acesso, qualificar a formação docente e implementar diretrizes nacionais em diálogo com mais de 3 mil profissionais da educação em Salvador/BA Na tarde desta segunda-feira, 28 de julho, durante a programação do 20º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, um debate central para a agenda educacional reuniu especialistas num diálogo sobre os principais desafios e estratégias para garantir o direito à educação infantil de qualidade e com equidade em todo o país. Realizado no Centro de Convenções Salvador, o painel “Educação infantil: levantamento de demanda, definição de critérios de prioridade, ampliação do acesso, implementação dos parâmetros e diretrizes de qualidade e equidade” atraiu a atenção dos mais de 3 mil participantes presentes no evento. A mediação foi feita pela Dirigente Municipal de Educação (DME) de Bonito/PE, Maria Elza Silva, também coordenadora do Grupo de Trabalho de Educação Infantil da Undime, que conduziu as discussões entre os três convidados. Um panorama foi apresentado pelo diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do Ministério da Educação (MEC), Alexsandro do Nascimento Santos, destacando o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil, instituído por portaria ministerial no último dia 7 de julho. Segundo ele, a iniciativa tem dois eixos principais: o apoio aos municípios na gestão das filas de creche e ampliação de matrículas, e a implementação dos parâmetros nacionais de qualidade, com foco na infraestrutura, formação docente e materiais pedagógicos. “É uma força para que os municípios consigam não apenas ampliar o acesso, mas também melhorar a qualidade do atendimento”, ressalta. Na sequência, a gerente de Políticas Públicas da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Beatriz Abuchaim, trouxe o cenário nacional do acesso à educação infantil, evidenciando as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), sobretudo na etapa de creche, onde a procura segue crescente.

Debate sobre estratégias de enfrentamento das desigualdades educacionais finaliza programação do segundo dia do Fórum Nacional

Durante o evento, intérpretes de Libras promovem acessibilidade, que facilita a compreensão do conteúdo para comunidade surda ou usuário da língua O 20º Fórum Nacional da Undime finalizou o segundo dia com o painel “Estratégias de enfrentamento das desigualdades educacionais”. Coordenado pelo Dirigente Municipal de Educação de Aratuípe/BA e presidente da Undime Bahia, Anderson Passos dos Santos, participaram a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (MEC), Zara Figueiredo; a chefe de Educação do UNICEF Brasil, Mônica Pinto, junto ao co-fundador e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Mahin Consultoria Antirracista, Giovani Rocha.  O presidente Anderson Passos mostrou que a desigualdade educacional está intrinsecamente ligada a um abismo histórico, que remete à identidade, ao acesso, à classe social ou ao regionalismo. “É uma pauta muito cara, justamente por questões que passam por contextos históricos, financeiros e, principalmente, a questão da não existência ainda da equidade, tão sonhada na educação brasileira”, explicou. O pesquisador Giovani Rocha referenciou a fala por meio da pesquisa “Percepções sobre o Racismo no Brasil” do IPEC, que em 2023 mostrou que 81% dos brasileiros afirmaram o Brasil como um um país racista; 10% dos brasileiros afirmaram que trabalham em uma instituição ou empresa racista e 11% dos brasileiros, que têm atitudes e práticas racistas. Para Giovani, o agravante está no indicativo que 38% dos brasileiros sofreram racismo em escolas, faculdades e universidades.  “Sem promoção da equidade étnico-racial, nossa educação segue gerando histórias de exclusão, mas poderemos trocar por ‘promovendo equidade étnico-racial vai gerar histórias de oportunidades abundantes para todos e todas’”, afirmou. Na sequência, a chefe de Educação do UNICEF, Mônica Pinto, também trouxe dados. Desta vez, relacionados com a exclusão e o abandono escolar no país.  Mostrou que esse perfil tem “identidade e endereço”, em sua maioria negros e pardos, do sexo masculino, morador de áreas periféricas e rurais, provenientes de famílias de alta vulnerabilidade socioeconômica. Ela convidou os presentes a se questionarem se a escola é interessante para os jovens e como é que se pode enfrentar a exclusão e o abandono escolar se eles são considerados fenômenos multifatoriais. “É um dever de toda a sociedade”, respondeu, ao acrescentar as diretrizes da Busca Ativa Escolar. O painel finalizou com a apresentação da secretária da Secadi, Zara Figueiredo, que utilizou o tema “Plano Decenal de Educação, política de estado para garantir Direito à Educação” no sentido de evidenciar o enfrentamento à desigualdade social como projeto político das redes de ensino. “Os planos municipais de educação exigem que a gente enfrente as desigualdades no plural, porque nós temos um conjunto de desigualdades. Portanto, se o tema da discussão é direito à educação, se a gente for pensar em enfrentamento da desigualdade educacional ou se a gente for pensar em produzir equidade na educação, um dos primeiros elementos que a gente tem que pensar é o projeto político das redes. O enfrentamento da desigualdade não pode ser construído ou ele não pode se dar do ponto de vista de ações isoladas ou fora da rede”, afirmou. Inclusão  Ao longo dos quatro dias de evento, onze intérpretes de Libras facilitaram a comunicação para a comunidade surda e usuária de Libras, promovendo inclusão, acessibilidade e chamando atenção para a causa.  Durante toda a tarde desta segunda-feira, os intérpretes Mariana Dantas e Elber Vinicius se revezaram no espaço destinado à projeção de transmissão. “É um tema de interesse público e um direito, ter acesso a informação. Sinto feliz em garantir e fazer a ponte para esse direito”, destacou o pedagogo e intérprete, Elber Vinicius. Fonte: Undime

Desafios e caminhos para a qualidade e equidade na educação infantil são debatidos no 20º Fórum Nacional da Undime

Especialistas destacam a importância de ampliar o acesso, qualificar a formação docente e implementar diretrizes nacionais em diálogo com mais de 3 mil profissionais da educação em Salvador/BA   Na tarde desta segunda-feira, 28 de julho, durante a programação do 20º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, um debate central para a agenda educacional reuniu especialistas num diálogo sobre os principais desafios e estratégias para garantir o direito à educação infantil de qualidade e com equidade em todo o país. Realizado no Centro de Convenções Salvador, o painel “Educação infantil: levantamento de demanda, definição de critérios de prioridade, ampliação do acesso, implementação dos parâmetros e diretrizes de qualidade e equidade” atraiu a atenção dos mais de 3 mil participantes presentes no evento. A mediação foi feita pela Dirigente Municipal de Educação (DME) de Bonito/PE, Maria Elza Silva, também coordenadora do Grupo de Trabalho de Educação Infantil da Undime, que conduziu as discussões entre os três convidados. Um panorama foi apresentado pelo diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do Ministério da Educação (MEC), Alexsandro do Nascimento Santos, destacando o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil, instituído por portaria ministerial no último dia 7 de julho. Segundo ele, a iniciativa tem dois eixos principais: o apoio aos municípios na gestão das filas de creche e ampliação de matrículas, e a implementação dos parâmetros nacionais de qualidade, com foco na infraestrutura, formação docente e materiais pedagógicos. “É uma força para que os municípios consigam não apenas ampliar o acesso, mas também melhorar a qualidade do atendimento”, ressalta. Na sequência, a gerente de Políticas Públicas da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Beatriz Abuchaim, trouxe o cenário nacional do acesso à educação infantil, evidenciando as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), sobretudo na etapa de creche, onde a procura segue crescente. “É fundamental acompanhar a demanda manifesta, estabelecer critérios de priorização e promover busca ativa, especialmente na pré-escola”, afirma. A gerente também enfatizou a necessidade urgente de implementar, de forma efetiva, tanto a Base Nacional Comum Curricular quanto as diretrizes operacionais de qualidade e equidade para a educação infantil já homologadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Encerrando as contribuições, a integrante do Comitê Diretivo do Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (Mieib), Sumika Soares de Freitas Hernandez, apresentou dados do último Plano Nacional de Educação (PNE) – 2014-2024, e a evolução de matrículas com foco nos desafios do atendimento a crianças de 0 a 3 anos, além de frisar a importância da articulação entre os entes federados na garantia do direito à educação. A painelista trouxe à tona a relevância da formação docente, citando o curso de especialização Pro-LEEI como um exemplo positivo. “Defendemos a contratação de professores formados, o fortalecimento da relação professor-criança e práticas pedagógicas inclusivas, sempre alinhadas aos parâmetros nacionais de qualidade”, pontua. O painel evidenciou um consenso entre os participantes de que é preciso somar esforços entre União, estados e municípios para enfrentar os desafios históricos da educação infantil, com políticas públicas integradas que priorizem o acesso com qualidade e a valorização dos profissionais da área.   Lançamento – Coleção Educação em Movimento Ainda nesta tarde, durante 20º Fórum Nacional da Undime, foi lançado o Volume 4 da coletânea “Educação em Movimento”, que traz o tema “Financiamento da Educação pública brasileira: dilemas e perspectivas”, em uma iniciativa da Undime em parceria com a Fundação Santillana.  Ainda nesta tarde, durante 20º Fórum Nacional da Undime foi lançado o Volume 4 da coletânea “Educação em Movimento”, iniciativa da Undime em parceria com a Fundação Santillana. A publicação dá continuidade à proposta da série em oferecer reflexões críticas e propositivas sobre os desafios da educação pública no Brasil, com foco especial nas redes municipais. O lançamento contou com a participação do diretor-executivo da Fundação Santillana, Luciano Monteiro; do diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica do MEC, Valdoir Pedro Wathier; do vice-presidente da Fineduca, José Marcelino Rezende Pinto; do ministro substituto da Educação, Leonardo Barchinni; do presidente nacional da Undime, Alessio Costa Lima (DME de Ibaretama/CE) e do vice-presidente, Sílvio Fidélis (DME de Nobres/MT). Baixe agora, gratuitamente, a versão pdf do livro Educação em Movimento – Volume 4.  Fonte: Undime.

Pavilhão de exposições do 20º Fórum Nacional da Undime traz serviços, novidades e criatividade

Circulam mais de 3mil participantes entre estandes de patrocinadores, de parceiros institucionais, empresas expositoras credenciadas e um espaço de atendimento do Governo Federal   No 20º Fórum Nacional da Undime, que se realiza em Salvador/BA, um espaço chama a atenção dos participantes: o pavilhão de exposições. A área destinada à exposição de produtos educacionais, tecnologia e atendimento foi aberta neste domingo, 27, e prossegue até a quinta-feira, 30, ampliando os serviços do evento, por meio de seis estandes de patrocinadores, três estandes de parceiros institucionais da Undime, 51 estandes de empresas expositoras credenciadas e um espaço para atendimento governamental. Durante todos os dias, circulam pelo espaço mais de três mil participantes, que têm a oportunidade de conhecer produtos e tecnologias de empresas credenciadas. E para atraí-los, o que não falta é criatividade, serviços, sorteios e até um cafezinho com pipoca. Nos estandes das instituições parceiras, o comprometimento com a educação pública na perspectiva social norteia os serviços. No estande do Itaú Social, o espaço foi transformado em uma ocupação social voltada à educação integral. “Quisemos trazer esse movimento para cá, olhando para os desafios dos dirigentes, principalmente pensando em educação integral, e como eles podem olhar para o território como uma forma de um território educativo. Nós trouxemos momentos da nossa ocupação do Itaú Cultural”, explicou a coordenadora de Soluções Educacionais do Itaú Social, Cláudia do Nascimento, ao acrescentar que a instituição realizará duas salas temáticas, uma sobre bem-estar e saúde mental e outra sobre acompanhamento pedagógico no âmbito das secretarias municipais de educação. A especialista de Educação do UNICEF, Julia Ribeiro, além de disponibilizar aos participantes material da estratégia Busca Ativa Escolar, convidou os gestores municipais a conhecerem mais os dados da exclusão escolar na faixa etária de 4 a 17 anos. “A nossa proposta é que todos naveguem no site e conheçam o perfil das crianças e adolescentes que estão fora da escola, com o objetivo que desenvolvam ações específicas, no sentido de garantir a universalização do acesso à educação”, disse. No estande do UNICEF também há outras estratégias, a exemplo da trajetória de sucesso escolar com dados, perfis e materiais voltados ao enfrentamento do atraso escolar, da distorção idade/série, além de material voltado à educação que protege. “É um espaço de proteção e mostramos como que os municípios podem estar articulados com outras políticas públicas”, destacou Julia Ribeiro. Paralelo às palestras e atividades dos estandes institucionais, os expositores credenciados mobilizaram atividades que convergiram olhares e curiosidade, com boas propostas.  O Dirigente Municipal de Educação do Rio Grande/RS, Sicero Miranda, entre um intervalo e outro das palestras, visitou o espaço de exposição das empresas credenciadas a procura de mobiliário escolar. “A gente cria possibilidade, manuseia os produtos, toca, verifica. É uma amplitude de materiais e podemos dialogar com as empresas”, destacou. Entre os participantes do Fórum, o Dirigente Municipal de Educação de Curvelo/MG, Alessandro Gomes, procurou a área dos estandes para trocar experiências, principalmente, sobre alfabetização. Para ele, é uma excelente oportunidade dos secretários municipais conhecerem mais sobre as novidades para a educação. “Foi excelente uma oportunidade de nós, secretários dos país e educadores, de uma forma geral, trocarmos experiência, crescer e levar a educação de qualidade às nossas crianças”, afirmou. Atendimento governamental Há também atendimento do Governo Federal realizado por técnicos do Ministério da Educação, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Trata-se de uma oportunidade para que dirigentes e equipes técnicas possam tirar dúvidas e resolver pendências de ações e programas. O Ministério da Educação, por exemplo, está à disposição com técnicos para atendimento referente às seguintes iniciativas: MEC Gestão Presente, Novo PAR, Estratégia Nacional Escolas Conectadas, Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, Programa Escola em Tempo Integral, Escola das Adolescências, VAAR/Fundeb e Financiamento e Formação Continuada. Já o FNDE, realiza atendimentos sobre obras, prestação de contas e Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Fonte: Undime.

Financiamento da educação básica pública é tema de painel no segundo dia do Fórum Nacional da Undime

Fontes, arrecadação, aplicação, subvinculações e condicionalidades foram alguns dos itens discutidos no terceiro painel No segundo dia do Fórum Nacional da Undime, em Salvador/BA, o financiamento da educação básica pública foi tema do terceiro painel. Auditório cheio e plateia atenta às informações sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e suas condicionalidades, o financiamento no âmbito do novo Plano Nacional de Educação, além de discussões sobre as fontes de arrecadação e aplicações de programas institucionais e sugestões de mudanças para enfrentar as desigualdades sociais. O painel foi aberto pelo Dirigente Municipal de Educação de Ibaretama/CE e presidente nacional da Undime, Alessio Costa Lima, que relatou a biografia dos participantes, a começar pelo diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica do Ministério da Educação, Valdoir Pedro Wathier; da presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobayba, e do vice-presidente Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca), José Marcelino Rezende Pinto. De forma didática, o diretor Valdoir Pedro voltou a fala aos novos dirigentes municipais de educação e destacou que a previsão do Fundeb para 2025 é R$ 339 bi, direcionados para cerca de 37,6 milhões de estudantes em 5,5 mil redes de ensino no país. O Fundeb foi minuciosamente explicado por Valdoir, inclusive no que se refere às complementações VAAT, VAAF e VAAR. O representante do MEC atentou os participantes para que se o município já recebe o VAAR, que continue investindo no que já deu certo para continuar recebendo em 2026. “É essencial que se gaste o VAAR com reeducação no enfrentamento às desigualdades. E se quiser continuar recebendo, que se invista no que já está dando certo”, disse. O painel continuou com a presidente do FNDE, Fernanda Pacobayba, que levou ao Fórum uma fala para se pensar como é o financiamento educacional hoje e quais as perspectivas que se quer para o Brasil continuar a avançar. A presidente realçou o comprometimento da autarquia em estar mais próxima dos gestores municipais, quer seja por meio dos programas educacionais, de atas de registros de preços abertas e até mesmo no atendimento aos dirigentes. Por último, o vice-presidente da Fineduca, José Marcelino, mostrou que o desafio do país ainda continua sendo um financiamento adequado para a Educação. Para ele, qualidade na educação exige mais recursos. “Se eu não tiver um financiamento adequado, eu não tenho como ampliar as matrículas na educação básica, eu não tenho como ampliar o tempo integral, eu não tenho como garantir um ensino superior que hoje no Brasil é um dos mais privatizados do mundo. Tudo isso implica em mais recursos e boa utilização desses recursos. Por isso, um eixo fundamental do PNE que também está na Constituição é a garantia do Custo Aluno Qualidade, ou seja, que se garanta a cada aluno, em cada escola do Brasil, aqueles recursos mínimos necessários para que essa escola tenha qualidade”, explicou. Para ele, o Fundeb é o elemento central de recursos e um enorme avanço, mas ainda é preciso cumprir as metas do Plano Nacional de Educação, a exemplo de incluir os que ainda estão fora da escola. “O Brasil precisa de um choque de educação. Nosso Plano Nacional de Educação estabeleceu que nós deveríamos já estar com 10% do PIB [de investimento público em educação pública] e não saímos do patamar dos 5% do PIB e infelizmente um PIB que não cresce. Porque se o PIB ainda estivesse crescendo, os 5% representariam ano a ano mais recursos”, afirmou. O coordenador e mediador, professor Alessio Costa Lima, fez um resumo das falas de cada um dos convidados e destacou o que poderá constar na Carta do Fórum da Undime, como a melhor redistribuição dos recursos aos entes federados, inclusive considerando as diversidades municipais, além de melhorias nos mecanismos de aperfeiçoamento do VAAT e do VAAR e melhorias na política de arrecadação de impostos. Fonte: Undime Fonte: Undime Fontes, arrecadação, aplicação, subvinculações e condicionalidades foram alguns dos itens discutidos no terceiro painel No segundo dia do Fórum Nacional da Undime, em Salvador/BA, o financiamento da educação básica pública foi tema do terceiro painel. Auditório cheio e plateia atenta às informações sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e suas condicionalidades, o financiamento no âmbito do novo Plano Nacional de Educação, além de discussões sobre as fontes de arrecadação e aplicações de programas institucionais e sugestões de mudanças para enfrentar as desigualdades sociais. O painel foi aberto pelo Dirigente Municipal de Educação de Ibaretama/CE e presidente nacional da Undime, Alessio Costa Lima, que relatou a biografia dos participantes, a começar pelo diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica do Ministério da Educação, Valdoir Pedro Wathier; da presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobayba, e do vice-presidente Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca), José Marcelino Rezende Pinto. De forma didática, o diretor Valdoir Pedro voltou a fala aos novos dirigentes municipais de educação e destacou que a previsão do Fundeb para 2025 é R$ 339 bi, direcionados para cerca de 37,6 milhões de estudantes em 5,5 mil redes de ensino no país. O Fundeb foi minuciosamente explicado por Valdoir, inclusive no que se refere às complementações VAAT, VAAF e VAAR. O representante do MEC atentou os participantes para que se o município já recebe o VAAR, que continue investindo no que já deu certo para continuar recebendo em 2026. “É essencial que se gaste o VAAR com reeducação no enfrentamento às desigualdades. E se quiser continuar recebendo, que se invista no que já está dando certo”, disse. O painel continuou com a presidente do FNDE, Fernanda Pacobayba, que levou ao Fórum uma fala para se pensar como é o financiamento educacional hoje e quais as perspectivas que se quer para o Brasil continuar a avançar. A presidente realçou o comprometimento da autarquia em estar mais próxima dos gestores municipais, quer seja por meio dos

Atendimento governamental é definido como “mecanismo facilitador” por participantes

Espaço exclusivo no Fórum Nacional oferece suporte técnico a Dirigentes Municipais de Educação com presença de órgãos federais e estadual Durante o 20º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, realizado no Centro de Convenções Salvador, na Bahia, os participantes contam com espaço de atendimento governamental, que tem se destacado como uma das iniciativas mais procuradas do evento. O espaço, que recebe demandas dos municípios, iniciou as atividades no último domingo (27) e segue até quarta-feira (30), último dia de programação, reunindo equipes especializadas de órgãos como Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), além do Governo do Estado da Bahia e da Secretaria de Estado da Educação da Bahia (SEC/BA). A proposta é oferecer orientação e encaminhamento sobre programas e projetos do governo federal, além de tirar dúvidas sobre ações educacionais em andamento. Numa parcial, somente no espaço do FNDE, foram contabilizados cerca de 100 atendimentos aos profissionais da área que passaram pelo plantão. O suporte técnico está sendo realizado por ordem de chegada. Se organize para visita e aproveite oportunidade. A Dirigente Municipal de Educação (DME) de Cuité/PB, Aline Nieble Souza, priorizou a assistência e confessa que é um “mecanismo facilitador” aos gestores. “Para os municípios, poder contar com esse apoio no mesmo ambiente está sendo extraordinário, pois nos possibilita acesso a especialistas capacitados para nos orientar da melhor forma e auxiliar no direcionamento de ações que, teoricamente, teriam que ser feitas via telefone. Isso nos poupa muito tempo e, sem dúvidas, é um mecanismo facilitador e muito eficaz” afirma. Segundo a DME, os serviços disponibilizados proporcionam mais viabilidade nos processos. “Isso traz um conforto e, também, um alívio. Muitas vezes a gente vem achando que o problema é gigante, e, quando chega aqui, nos orientam e fazem com que esse momento se torne mais tranquilo e resolutivo”, conclui. Até o momento, as principais demandas do FNDE têm sido PAR Genérico; Prestação de Contas; PDDE e Obras. O estande conta ainda com suporte do MEC, com a Secretaria de Educação Básica; Secretaria de Educação Continuada Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão; e Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino; além do Inep; Capes; entre outros. O plantão de atendimento ocorre até quarta (30), no estande do governo federal, situado na feira de exposições do 20º Fórum Nacional da Undime, em Salvador/BA. Fonte: Undime Espaço exclusivo no Fórum Nacional oferece suporte técnico a Dirigentes Municipais de Educação com presença de órgãos federais e estadual Durante o 20º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, realizado no Centro de Convenções Salvador, na Bahia, os participantes contam com espaço de atendimento governamental, que tem se destacado como uma das iniciativas mais procuradas do evento. O espaço, que recebe demandas dos municípios, iniciou as atividades no último domingo (27) e segue até quarta-feira (30), último dia de programação, reunindo equipes especializadas de órgãos como Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), além do Governo do Estado da Bahia e da Secretaria de Estado da Educação da Bahia (SEC/BA). A proposta é oferecer orientação e encaminhamento sobre programas e projetos do governo federal, além de tirar dúvidas sobre ações educacionais em andamento. Numa parcial, somente no espaço do FNDE, foram contabilizados cerca de 100 atendimentos aos profissionais da área que passaram pelo plantão. O suporte técnico está sendo realizado por ordem de chegada. Se organize para visita e aproveite oportunidade. A Dirigente Municipal de Educação (DME) de Cuité/PB, Aline Nieble Souza, priorizou a assistência e confessa que é um “mecanismo facilitador” aos gestores. “Para os municípios, poder contar com esse apoio no mesmo ambiente está sendo extraordinário, pois nos possibilita acesso a especialistas capacitados para nos orientar da melhor forma e auxiliar no direcionamento de ações que, teoricamente, teriam que ser feitas via telefone. Isso nos poupa muito tempo e, sem dúvidas, é um mecanismo facilitador e muito eficaz” afirma. Segundo a DME, os serviços disponibilizados proporcionam mais viabilidade nos processos. “Isso traz um conforto e, também, um alívio. Muitas vezes a gente vem achando que o problema é gigante, e, quando chega aqui, nos orientam e fazem com que esse momento se torne mais tranquilo e resolutivo”, conclui. Até o momento, as principais demandas do FNDE têm sido PAR Genérico; Prestação de Contas; PDDE e Obras. O estande conta ainda com suporte do MEC, com a Secretaria de Educação Básica; Secretaria de Educação Continuada Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão; e Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino; além do Inep; Capes; entre outros. O plantão de atendimento ocorre até quarta (30), no estande do governo federal, situado na feira de exposições do 20º Fórum Nacional da Undime, em Salvador/BA. Fonte: Undime

Desfile “MINHA GAL” e Painel sobre Alfabetização abrem do segundo dia do Fórum Nacional

Programação une arte, ancestralidade e compromisso com a alfabetização das crianças brasileiras O segundo dia do 20º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação começou com arte, memória e compromisso com a alfabetização. Realizado em Salvador (BA), o evento conta com mais de 3 mil participantes de todos os estados brasileiros, entre dirigentes municipais, equipes técnicas, vereadores, prefeitos e educadores, para discutir questões estruturantes na elaboração do Plano Nacional de Educação (PNE). Uma manhã abrilhantada pelo desfile de moda autoral “MINHA GAL”, desenvolvido pelo Atelier Criativo Jovens em Ação, do Colégio Estadual Clarice Santiago dos Santos, com direção artística do estilista Rey Vilas Boas. A apresentação foi acompanhada pela potência vocal do Coral Voices of Arenoso, sob regência da professora Débora Pires, e a energia percussiva do grupo Tamborizada (CECLAR). A coleção homenageia a trajetória de Clarice Santiago dos Santos e se inspira na ancestralidade afro-brasileira, exaltando símbolos do Candomblé e da força feminina. As peças, confeccionadas com resíduos têxteis, trazem elementos como seringas, folhas sagradas, tecidos africanos, turbantes, tranças têxteis e patuás. Painel discute alfabetização e metas para 2024 e 2030 Após o desfile, o auditório se voltou ao debate sobre alfabetização e letramento nos anos iniciais do ensino fundamental. O painel reuniu especialistas e gestoras públicas para tratar da política nacional, padrões de avaliação, metas e a instituição do Selo Criança Alfabetizada. Na ocasião, a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Kátia Schweickardt, destacou os avanços e desafios. “A gente esteve bem perto de bater a média nacional, que era alfabetizar 60% das crianças. Ficamos em 59,2%. Mas alguns municípios ainda enfrentam dificuldades, e precisamos correr. A próxima avaliação é agora em novembro”, coloca. A representante do MEC aproveitou ainda para ressaltar o papel das lideranças locais e o suporte da instituição aos municípios. “Estamos fazendo um trabalho muito forte, com apoio da Undime, para conscientizar da importância dessa política. A educação básica precisa ser tratada de forma sistêmica, com o envolvimento dos prefeitos e secretários”, afirma. Outra integrante que compôs o painel de debate foi a gerente de Alfabetização do Instituto Natura, Márcia Ferri, que chamou atenção para os resultados promissores em diversas localidades. “Tem muitos municípios que já alcançaram a meta de 2024 e até a de 2030. Então trago pontos que são importantes dos municípios trabalharem para que todas as crianças sejam alfabetizadas na idade certa. São dados e fatores que colaboraram para esse avanço”, afirma. Já a representante da Associação Brasileira de Alfabetização (ABAlf), Darlize Teixeira Mello, trouxe a perspectiva do profissional alfabetizador, além de questões entre avaliação e prática pedagógica. “O protagonismo docente é a palavra-chave da minha fala. A escola possui espaços e práticas que tem se constituído com um lindo bordado nesse fazer pedagógico, mas, ao mesmo tempo, existem alguns nós que a gente encontra no caminho como a questão da diversidade e das avaliações externas. Por isso, trago a reflexão do papel da professora enquanto sujeito autônomo do seu processo docente”, destaca. A mediação do painel ficou por conta da Dirigente Municipal de Educação de Cascavel/PR e vice-presidente da Undime Paraná, Marcia Baldini, que reforçou o papel da gestão municipal na garantia do direito à alfabetização na idade certa. Fonte: Undime. Programação une arte, ancestralidade e compromisso com a alfabetização das crianças brasileiras O segundo dia do 20º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação começou com arte, memória e compromisso com a alfabetização. Realizado em Salvador (BA), o evento conta com mais de 3 mil participantes de todos os estados brasileiros, entre dirigentes municipais, equipes técnicas, vereadores, prefeitos e educadores, para discutir questões estruturantes na elaboração do Plano Nacional de Educação (PNE). Uma manhã abrilhantada pelo desfile de moda autoral “MINHA GAL”, desenvolvido pelo Atelier Criativo Jovens em Ação, do Colégio Estadual Clarice Santiago dos Santos, com direção artística do estilista Rey Vilas Boas. A apresentação foi acompanhada pela potência vocal do Coral Voices of Arenoso, sob regência da professora Débora Pires, e a energia percussiva do grupo Tamborizada (CECLAR). A coleção homenageia a trajetória de Clarice Santiago dos Santos e se inspira na ancestralidade afro-brasileira, exaltando símbolos do Candomblé e da força feminina. As peças, confeccionadas com resíduos têxteis, trazem elementos como seringas, folhas sagradas, tecidos africanos, turbantes, tranças têxteis e patuás. Painel discute alfabetização e metas para 2024 e 2030 Após o desfile, o auditório se voltou ao debate sobre alfabetização e letramento nos anos iniciais do ensino fundamental. O painel reuniu especialistas e gestoras públicas para tratar da política nacional, padrões de avaliação, metas e a instituição do Selo Criança Alfabetizada. Na ocasião, a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Kátia Schweickardt, destacou os avanços e desafios. “A gente esteve bem perto de bater a média nacional, que era alfabetizar 60% das crianças. Ficamos em 59,2%. Mas alguns municípios ainda enfrentam dificuldades, e precisamos correr. A próxima avaliação é agora em novembro”, coloca. A representante do MEC aproveitou ainda para ressaltar o papel das lideranças locais e o suporte da instituição aos municípios. “Estamos fazendo um trabalho muito forte, com apoio da Undime, para conscientizar da importância dessa política. A educação básica precisa ser tratada de forma sistêmica, com o envolvimento dos prefeitos e secretários”, afirma. Outra integrante que compôs o painel de debate foi a gerente de Alfabetização do Instituto Natura, Márcia Ferri, que chamou atenção para os resultados promissores em diversas localidades. “Tem muitos municípios que já alcançaram a meta de 2024 e até a de 2030. Então trago pontos que são importantes dos municípios trabalharem para que todas as crianças sejam alfabetizadas na idade certa. São dados e fatores que colaboraram para esse avanço”, afirma. Já a representante da Associação Brasileira de Alfabetização (ABAlf), Darlize Teixeira Mello, trouxe a perspectiva do profissional alfabetizador, além de questões entre avaliação e prática pedagógica. “O protagonismo docente é a palavra-chave da minha fala. A escola possui espaços e práticas que tem se constituído com um lindo bordado nesse fazer pedagógico, mas, ao mesmo tempo, existem alguns nós que a

Com ajuda da Busca Ativa Escolar, 300 mil crianças e adolescentes voltaram à escola no Brasil

Nessa volta às aulas, UNICEF alerta que 993 mil crianças e adolescentes ainda não frequentam a escola no País, e precisam ser encontrados e (re)matriculados (Foto: UNICEF/BRZ/Marina Domar) No Brasil, entre 2017 e 2025, mais de 300 mil crianças e adolescentes que estavam fora da escola ou em risco de evasão foram identificados e retornaram às salas de aula graças à Busca Ativa Escolar (BAE), estratégia desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) para apoiar Estados e municípios a enfrentar a exclusão e o abandono escolar. Mesmo com esses esforços, e com os avanços que o Brasil vem alcançando nas últimas décadas, ainda há 993 mil crianças e adolescentes de 4 a 17 anos sem frequentar a escola no País – faixa etária em que a Educação é obrigatória, segundo a PNAD Contínua 2024, a mais recente disponível. E 60% das crianças de 0 a 3 anos estão fora da creche, etapa em que a Educação não é obrigatória, mas é um direito. O País está abaixo da meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que era chegar a 50% das crianças na creche até 2024. Os dados fazem parte de uma análise inédita, publicada nesta segunda-feira, 28 de julho, por UNICEF e Undime, no site da Busca Ativa Escolar (buscaativaescolar.org.br/municipios). Nele, é possível consultar os dados sobre exclusão escolar no Brasil, Estados e municípios, o perfil das crianças e adolescentes fora da escola; e as informações sobre a Busca Ativa Escolar em cada localidade, com as quantidades de meninas e de meninos (re)matriculados, assim como as causas que levaram à exclusão. Além da análise numérica, as organizações lançam, nesta segunda-feira, uma avaliação da Busca Ativa Escolar, a partir da escuta de gestores públicos e dados da estratégia. O documento comprova que a estratégia vem contribuindo com Estados e municípios no enfrentamento da exclusão e do abandono escolar (confira os resultados principais abaixo). “A exclusão escolar é um desafio multifatorial, e a resposta a ela também precisa ser. Com a Busca Ativa Escolar, gestores e equipes têm acesso a dados e conseguem promover uma atuação intersetorial, saber quem são essas crianças e adolescentes, por que estão fora da escola e, a partir disso, agir, envolvendo as áreas de saúde, educação, assistência social, entre outras. Com adesão de mais de 2 mil municípios e 21 estados, a estratégia vem se consolidando como uma ferramenta fundamental para garantir o direito à educação e enfrentar o abandono e a exclusão escolar em todo o País”, afirma Mônica Dias Pinto, Chefe de Educação do UNICEF no Brasil. Exclusão escolar Embora o Brasil tenha avançado nas últimas décadas em termos de acesso à educação, o desafio da exclusão escolar ainda persiste. Segundo a PNAD Contínua 2024, mais de 993 mil crianças e adolescentes de 4 a 17 anos – faixa etária em que a matrícula é obrigatória -, não frequentam a escola no Brasil. Esse número representa 2% de meninas e meninos que ainda não têm garantido o pleno direito de estar na escola e aprender. O perfil das crianças e adolescentes excluídos revela desigualdades persistentes. Meninos representam 55% do total, enquanto meninas são 45%. Em relação à raça/cor, 67% são pretas, pardas ou indígenas, o que reforça a necessidade de políticas públicas que enfrentem desigualdades de forma estruturada e intersetorial. O grupo de 15 a 17 anos concentra o maior índice de exclusão: são 440 mil adolescentes fora da escola, justamente no momento em que deveriam estar concluindo a educação básica. A exclusão também tem forte relação com a renda das famílias. Do total de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos fora da escola, quase 400 mil vivem nas famílias 20% mais pobres do País. Em relação ao território, 195 mil dos que estão fora da escola vivem na zona rural, enquanto 797 mil estão na zona urbana – mostrando que, mesmo em regiões com maior concentração de escolas, ainda há barreiras que dificultam o acesso e a permanência na educação. “Por trás dos números, está a naturalização da exclusão escolar, que acaba por excluir sempre os meninos e meninas em situação de maior vulnerabilidade, que já sofrem outras violações de direitos dentro e fora da escola. Meninos tendem a se afastar da escola, muitas vezes, por motivos como trabalho infantil, reprovações acumuladas ou falta de vínculo com a aprendizagem. Entre meninas, há situações específicas, como a gravidez na adolescência e trabalho doméstico. Além disso, para meninos e meninas, o racismo é um fator que contribui significativamente para a evasão escolar. Esses dados reforçam a importância de políticas públicas com abordagem sensível a gênero e território, capazes de responder às diferentes causas da exclusão”, finaliza Mônica Dias Pinto, Chefe de Educação do UNICEF no Brasil. Acesso à creche: um direito Embora a matrícula em creches não seja obrigatória, o acesso à Educação Infantil para os bebês e crianças bem pequenas de 0 a 3 anos é um direito garantido por lei e fundamental para o desenvolvimento integral. Atualmente, quase 7 milhões de crianças nessa faixa etária estão fora da creche (60% do total), representando o maior grupo dentro da análise nacional da PNAD Contínua. O Brasil está abaixo da meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa a inclusão de 50% dos bebês nas creches, até 2024. Para alcançar essa meta, o País precisa aumentar 1,2 milhão de matrículas em creche. O acesso à creche é menor entre as crianças vindas de famílias de baixa renda. Segundo o estudo, 36% dos bebês e crianças que não frequentam a creche (2,4 milhões) vivem nas famílias com renda 20% mais pobres do País. Esse dado evidencia a necessidade urgente de ampliar a oferta de Educação Infantil, especialmente em comunidades vulneráveis, e realizar ações de busca ativa, para que bebês e crianças bem pequenas tenham o direito à educação garantido desde os primeiros anos de vida. Avaliação da Busca Ativa Escolar Para avaliar a implementação da estratégia Busca Ativa Escolar