Fórum Nacional: valorização, formação, piso, carreira e condições de trabalho do professor é tema de painel

Último painel sensibilizou a plateia a pensar que valorização profissional perpassa por condições de trabalho, saúde mental e emocional, qualidade na estrutura, para além da valorização salarial Enquanto ocorriam as salas temáticas durante a programação desta terça-feira, 29, no Fórum Nacional da Undime, em Salvador/BA, o último painel do dia trouxe o tema “Valorização dos profissionais do magistério com seleção, formação, piso, carreira e condições de trabalho”, sob a coordenação do Dirigente Municipal de Educação de Canarana/MT, Eduardo Ferreira da Silva. A coordenadora-geral de Valorização dos Profissionais da Educação da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) do Ministério da Educação (MEC), Maria Stela Reis, iniciou o painel ao apresentar o “Diagnóstico dos Profissionais do Magistério Público da Educação Básica”, que mostra os principais desafios no campo da valorização profissional do docente brasileiro. Um dos desafios apresentados consiste na tendência de crescimento nos contratos temporários, que, segundo a coordenadora Maria Stela, precariza as condições de trabalho, contribui para a desprofissionalização do magistério e coloca em risco a qualidade de oferta da educação básica. Outros desafios apresentados por ela foram: a remuneração média do professor no Brasil, a baixa atratividade da carreira docente, o nível de esforço docente superior ao dos países mais desenvolvidos, um percentual expressivo de docentes sem a formação adequada para a área em que leciona. Continuando com as explanações sobre valorização profissional, a coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, definiu a situação da valorização profissional do Magistério como “delicada”, porém foi citado por ela uma série de programas, que tem sido construída no sentido de também valorizar, a exemplo do Fundeb, considerado como o principal fator de financiamento da educação básica no Brasil. “Estamos num momento de regulamentação do Sistema Nacional de Educação, que é um Projeto de Lei que regulamenta o Custo Aluno Qualidade, cujo principal fator de ponderação também é o salário dos profissionais da educação. É claro que só salário não é valorização suficiente, mas vai trabalhar também a questão das condições de trabalho, do ambiente e das próprias políticas públicas ao redor”, relatou. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, trouxe a palestra “Financiamento e oportunidades para as Políticas docentes no Brasil” indicando três fatores na valorização profissional: planejamento, controle social e financiamento. “Todo o processo de valorização dos profissionais da educação, do Magistério, precisa ainda de muito financiamento, por parte do Governo Federal, dos Estados para apoiar os municípios nesse processo. Tem o desafio do salário, da carreira desses profissionais, condições adequadas de trabalho, tudo isso exige investimentos”, destacou. Ao final do painel, o coordenador professor Eduardo Ferreira da Silva, ampliou o diálogo afirmando que valorização profissional perpassa por uma gama de fatores. “Nós temos que entregar qualidade e condições para que esse professor consiga desenvolver habilidades e competências, conforme preconiza a Base Nacional Comum Curricular e, além disso, garantir a sua saúde mental, a sua saúde emocional, no sentido de que ele consiga desempenhar o seu papel com o máximo de dignidade possível”, disse. Salas temáticas Paralelo aos painéis, as salas temáticas se configuraram como ambientes de aproximação entre os inscritos e os especialistas, cujos palestrantes tiveram a oportunidade de tirar dúvidas sobre temas como a equidade escolar, inteligência artificial, bem-estar dos professores e alunos, enfrentamento das desigualdades por meio do VAAR e prestação de contas, educação infantil com qualidade, mudanças climáticas e Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, entre outros temas. As 20 salas temáticas foram divididas nos dois turnos – manhã e tarde – e subdivididas em dois períodos. No segundo período da tarde, cinco delas atraíram um grande número de inscritos: “Escola + Natureza: COP 30 e o compromisso de gestões municipais para adaptação climática; Educação Infantil de Qualidade; Indicadores e metas do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada: catalizadores da garantia de direito à alfabetização; Acompanhamento pedagógico no âmbito das secretarias municipais de educação; e Inteligência Artificial no contexto educacional. A gerente da Fundação Telefônica Vivo, Lia Roitburd, explicou que a instituição participou do Fórum em dois momentos, um deles, sobre a Inteligência Artificial classificado por ela como de suma importância. “Falar sobre ética, o uso crítico, participativo, para que os estudantes possam atuar também e trabalhar, com tecnologia e discutir sobre tecnologia. E isso vai contribuir com seus processos de aprendizagem e aos professores com processo de desenvolvimento profissional, de temas que podem estar relacionados com outras áreas do conhecimento também, além da educação digital e midiática, que é tão importante hoje pra todo mundo”, afirmou. A gerente classificou as salas temáticas como um espaço de escuta onde os municípios puderam dizer o que já estão fazendo e trocar experiências, no sentido de inspirar outros municípios. Também trazer conceitos e questões ligadas às temáticas das salas. Último painel sensibilizou a plateia a pensar que valorização profissional perpassa por condições de trabalho, saúde mental e emocional, qualidade na estrutura, para além da valorização salarial Enquanto ocorriam as salas temáticas durante a programação desta terça-feira, 29, no Fórum Nacional da Undime, em Salvador/BA, o último painel do dia trouxe o tema “Valorização dos profissionais do magistério com seleção, formação, piso, carreira e condições de trabalho”, sob a coordenação do Dirigente Municipal de Educação de Canarana/MT, Eduardo Ferreira da Silva. A coordenadora-geral de Valorização dos Profissionais da Educação da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) do Ministério da Educação (MEC), Maria Stela Reis, iniciou o painel ao apresentar o “Diagnóstico dos Profissionais do Magistério Público da Educação Básica”, que mostra os principais desafios no campo da valorização profissional do docente brasileiro. Um dos desafios apresentados consiste na tendência de crescimento nos contratos temporários, que, segundo a coordenadora Maria Stela, precariza as condições de trabalho, contribui para a desprofissionalização do magistério e coloca em risco a qualidade de oferta da educação básica. Outros desafios apresentados por ela foram: a remuneração média do professor no Brasil, a baixa atratividade da carreira docente, o nível de esforço docente superior ao dos países mais desenvolvidos, um percentual expressivo
Educação integral em debate: desafios e avanços marcam primeiro painel do último dia do 20º Fórum Nacional da Undime

Bate-papo reuniu especialistas para tratar da implementação da educação integral em tempo integral e os impactos da Emenda Constitucional 135/2024 No último dia de programação do 20º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, realizado de 27 a 30 de julho, no Centro de Convenções Salvador, na capital baiana, especialistas discutiram os desafios da implementação da educação integral em tempo integral e os impactos da Emenda Constitucional 135/2024. O evento, promovido pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), reúne mais de 3 mil profissionais da educação de todo o país para dialogar sobre temas estruturantes e decisivos para o futuro da educação nos municípios, com foco no tema: “Plano Decenal de Educação: política de Estado para garantir o direito à educação”. Com mediação da presidente da Undime/PE, Andreika Asseker Amarante, Dirigente Municipal de Educação (DME) de Igarassu/PE, o primeiro painel da manhã desta quarta-feira, 30 de julho, contou com a presença de representantes do Ministério da Educação (MEC), da Fundação Santillana e do Itaú Social. A coordenadora-geral substituta de Educação Integral e Tempo Integral do MEC, Aline Zero Soares, destacou os avanços recentes da política pública de educação integral, mas também reconheceu os obstáculos enfrentados pelos municípios. “Essa é uma política muito desafiadora. Ela escancara questões de infraestrutura, alimentação escolar, formação de professores e intersetorialidade. Mas também conta com muitos avanços. No primeiro ciclo do Programa Escola em Tempo Integral, 84% dos municípios pactuaram com o MEC, já no segundo, esse número subiu para 88%. Isso mostra uma grande mobilização”, afirmou. A representante do MEC, trouxe ainda um dado representativo do engajamento local. “Cerca de 90% dos municípios participantes do programa, o que passa de mil municípios, já institucionalizaram suas próprias políticas locais de educação integral, conectadas com seus territórios”, pontuou. Apontando a necessidade de integrar arte, cultura e um olhar mais equitativo na expansão da jornada escolar, a gerente de Implementação do Itaú Social, Cláudia Sintoni, frisou: “Sim, é importante o aumento do tempo, mas como planejamos essa expansão com equidade? Temos visto que as novas matrículas estão sendo concentradas em regiões centrais, com mais infraestrutura, enquanto as áreas mais vulneráveis seguem em desvantagem. É preciso priorizar esses territórios.” Ainda, em seu momento de fala, Cláudia reforçou que a educação integral precisa abranger todas as dimensões do desenvolvimento de crianças e adolescentes. “Desenvolvimento integral não é só cognitivo. É social, afetivo, físico. A articulação entre arte e cultura no currículo é essencial para garantir esse olhar mais amplo.” Já o diretor de Políticas Públicas da Fundação Santillana, André Lázaro, fez uma reflexão sobre o papel da educação integral frente às transformações contemporâneas. “Vivemos uma transição social, política, cultural e econômica extremamente rápida e, muitas vezes, pouco cuidadosa com a vida humana e os valores fundamentais das sociedades. A educação tem a capacidade de construir sensibilidades, uma consciência coletiva. Não podemos abrir mão disso”. Em suas contribuições, o diretor também destacou a necessidade de enfrentar os desafios atuais com um olhar voltado para a solidariedade e o cuidado coletivo. “A educação integral pode, e deve, dialogar com esse desafio civilizatório. Precisamos construir, juntos, uma política de cuidado com as pessoas, as instituições, a escola e o planeta”, finalizou. A conversa ocorreu em um momento em que o setor educacional debate os impactos da Emenda Constitucional 135/2024, que, embora trate de medidas de ajuste fiscal, afeta indiretamente a educação em tempo integral ao alterar o uso de recursos do Fundeb. A norma permite, a partir de 2025, que parte dos recursos da União destinados ao fundo seja direcionada à criação de matrículas em tempo integral. O Fórum Nacional da Undime reafirma seu papel como espaço de articulação, formação e construção coletiva das políticas públicas de educação nos municípios, promovendo reflexões fundamentais para garantir o direito à educação em sua plenitude. Fonte: Undime. Bate-papo reuniu especialistas para tratar da implementação da educação integral em tempo integral e os impactos da Emenda Constitucional 135/2024 No último dia de programação do 20º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, realizado de 27 a 30 de julho, no Centro de Convenções Salvador, na capital baiana, especialistas discutiram os desafios da implementação da educação integral em tempo integral e os impactos da Emenda Constitucional 135/2024. O evento, promovido pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), reúne mais de 3 mil profissionais da educação de todo o país para dialogar sobre temas estruturantes e decisivos para o futuro da educação nos municípios, com foco no tema: “Plano Decenal de Educação: política de Estado para garantir o direito à educação”. Com mediação da presidente da Undime/PE, Andreika Asseker Amarante, Dirigente Municipal de Educação (DME) de Igarassu/PE, o primeiro painel da manhã desta quarta-feira, 30 de julho, contou com a presença de representantes do Ministério da Educação (MEC), da Fundação Santillana e do Itaú Social. A coordenadora-geral substituta de Educação Integral e Tempo Integral do MEC, Aline Zero Soares, destacou os avanços recentes da política pública de educação integral, mas também reconheceu os obstáculos enfrentados pelos municípios. “Essa é uma política muito desafiadora. Ela escancara questões de infraestrutura, alimentação escolar, formação de professores e intersetorialidade. Mas também conta com muitos avanços. No primeiro ciclo do Programa Escola em Tempo Integral, 84% dos municípios pactuaram com o MEC, já no segundo, esse número subiu para 88%. Isso mostra uma grande mobilização”, afirmou. A representante do MEC, trouxe ainda um dado representativo do engajamento local. “Cerca de 90% dos municípios participantes do programa, o que passa de mil municípios, já institucionalizaram suas próprias políticas locais de educação integral, conectadas com seus territórios”, pontuou. Apontando a necessidade de integrar arte, cultura e um olhar mais equitativo na expansão da jornada escolar, a gerente de Implementação do Itaú Social, Cláudia Sintoni, frisou: “Sim, é importante o aumento do tempo, mas como planejamos essa expansão com equidade? Temos visto que as novas matrículas estão sendo concentradas em regiões centrais, com mais infraestrutura, enquanto as áreas mais vulneráveis seguem em desvantagem. É preciso priorizar esses territórios.” Ainda, em seu momento
Monitoramento e avaliação dos Planos Municipais de Educação pautam momentos de discussões no 20° Fórum Nacional da Undime

Regime de colaboração para a construção dos planos decenais também pautou os diálogos no painel O segundo painel desta quarta-feira, 30 de julho, último dia do Fórum Nacional da Undime, em Salvador/BA, trouxe como tema “O Monitoramento e avaliação dos Planos Municipais de Educação em vigência e sua prorrogação”. Para coordenar os trabalhos, a Dirigente Municipal de Educação de Campo Verde/MT e vice-presidente da Undime/MT, Simone Pereira Borges, convidou a diretora de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase/ MEC), Maria Selma Moraes Rocha; a gerente de Mobilização da Fundação Lemann, Bárbara Panseri; o presidente da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme), Manoel Humberto Gonzaga Lima; e o diretor de Articulação Intersetorial da Sase/MEC, Antônio Claret Filho, a dialogarem sobre o tema. Bárbara Panseri apresentou como os municípios podem realizar seus planejamentos baseados nas técnicas SMART (Específico, Mensurável, Atingível, Relevante, Temporal). Ainda realçou a ideia de que é preciso criar uma cultura que permita compreender que uma meta só faz sentido se ela tiver um indicador para poder acompanhá-la. Do contrário, segundo ela, não saberá a que caminho percorrer, em quanto tempo chegar e a razão de chegar. Para colaborar ainda mais com a construção dos planejamentos municipais e alcançar as metas, Barbará Panseri disse que é preciso planejar melhor a aplicação do recurso público. “Nesse sentido, o planejamento começa com a capacidade de estimar quanto recurso a rede de ensino terá. As secretarias de Educação precisam trabalhar junto com as secretarias de Finanças, da Fazenda, do Planejamento para estimar mais e melhor ao destinar esforços inerentes à construção de despesas orçamentárias”, completou. Planos Decenais A diretora de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase/MEC), Selma Moraes, mostrou como estão sendo construídos os Planos Decenais, na perspectiva da participação popular e coletiva. “A experiência do Estado brasileiro de planejar a educação do país em cooperação com os entes federados e com participação social para garantir o direito à educação, previsto na Constituição da República, se constitui em experiência singular em nível internacional”, comentou Selma Moraes. Ainda sobre os Planos Decenais de Educação, a representante do MEC os definiu como “o conjunto de escolhas e decisões da sociedade sobre a direção a ser tomada pelas políticas educacionais e ação governamental, documento diagnóstico da educação nacional”. Segundo Selma Morais, os planos decenais reúnem as metas a serem perseguidas e as estratégias que visam transformar o sistema educacional na direção desejada. Também são eles que reúnem instrumentos para coordenação dos agentes responsáveis pela política educacional e para a mobilização de recursos necessários ao alcance dos objetivos. O presidente da Uncme, Manoel Humberto Gonzaga Lima, trouxe um questionamento e foi enfático ao deixar claro que diferente do Plano Nacional de Educação, prorrogado até o final de 2025, os Planos Municipais de Educação não foram prorrogados. “A nossa expectativa é que esses planos agora, com a proximidade possível da aprovação do novo PL, que a gente possa prorrogar os Planos Municipais da Educação, no máximo até junho de 2026, o que dará a condição possível de adequação”, afirmou. Regime de colaboração Finalizando a troca de informações entre os palestrantes, o diretor de Articulação Intersetorial do MEC, Antônio Claret Filho, fez uma ponte entre os planos e os regimes de colaboração, além de trazer para o debate a implantação do Sistema Nacional de Educação. “São duas pautas altamente relacionadas e uma alimenta a outra. O PNE reafirma a necessidade de regime de colaboração e da instituição do Sistema Nacional de Educação”, destacou. Fonte: Undime Regime de colaboração para a construção dos planos decenais também pautou os diálogos no painel O segundo painel desta quarta-feira, 30 de julho, último dia do Fórum Nacional da Undime, em Salvador/BA, trouxe como tema “O Monitoramento e avaliação dos Planos Municipais de Educação em vigência e sua prorrogação”. Para coordenar os trabalhos, a Dirigente Municipal de Educação de Campo Verde/MT e vice-presidente da Undime/MT, Simone Pereira Borges, convidou a diretora de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase/ MEC), Maria Selma Moraes Rocha; a gerente de Mobilização da Fundação Lemann, Bárbara Panseri; o presidente da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme), Manoel Humberto Gonzaga Lima; e o diretor de Articulação Intersetorial da Sase/MEC, Antônio Claret Filho, a dialogarem sobre o tema. Bárbara Panseri apresentou como os municípios podem realizar seus planejamentos baseados nas técnicas SMART (Específico, Mensurável, Atingível, Relevante, Temporal). Ainda realçou a ideia de que é preciso criar uma cultura que permita compreender que uma meta só faz sentido se ela tiver um indicador para poder acompanhá-la. Do contrário, segundo ela, não saberá a que caminho percorrer, em quanto tempo chegar e a razão de chegar. Para colaborar ainda mais com a construção dos planejamentos municipais e alcançar as metas, Barbará Panseri disse que é preciso planejar melhor a aplicação do recurso público. “Nesse sentido, o planejamento começa com a capacidade de estimar quanto recurso a rede de ensino terá. As secretarias de Educação precisam trabalhar junto com as secretarias de Finanças, da Fazenda, do Planejamento para estimar mais e melhor ao destinar esforços inerentes à construção de despesas orçamentárias”, completou. Planos Decenais A diretora de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase/MEC), Selma Moraes, mostrou como estão sendo construídos os Planos Decenais, na perspectiva da participação popular e coletiva. “A experiência do Estado brasileiro de planejar a educação do país em cooperação com os entes federados e com participação social para garantir o direito à educação, previsto na Constituição da República, se constitui em experiência singular em nível internacional”, comentou Selma Moraes. Ainda sobre os Planos Decenais de Educação, a representante do MEC os definiu como “o conjunto de escolhas e decisões da sociedade sobre a direção a ser tomada pelas políticas educacionais e ação governamental, documento diagnóstico da educação nacional”. Segundo Selma Morais, os planos decenais reúnem as metas a serem perseguidas e as estratégias que visam transformar o sistema educacional na direção desejada. Também são eles que reúnem instrumentos para coordenação dos agentes responsáveis pela política educacional e para a mobilização de
Nova diretoria da Undime é empossada no 20º Fórum Nacional, em Salvador

Dirigentes estarão à frente da gestão biênio 2025-2027 Os Dirigentes Municipais de Educação eleitos para integrar a nova diretoria executiva nacional e o Conselho Fiscal da Undime tomaram posse, nesta quarta-feira, 30 de julho, último dia do 20º Fórum Nacional da Undime. O Dirigente Municipal de Educação de Sud Mennucci/SP, Luiz Miguel Martins Garcia, foi eleito por unanimidade, como presidente nacional da Undime para o biênio 2025-2027. Antônio Idilvan de Lima Alencar, Dirigente Municipal de Educação de Fortaleza/CE, assume a vice-presidência. A eleição foi realizada durante a programação do 20° Fórum Nacional da Undime, na terça-feira, 29 de julho, no Centro de Convenções de Salvador/BA. Luiz Miguel e Idilvan Alencar sucedem Alessio Costa Lima, Dirigente Municipal de Educação de Ibaretama/CE, e Silvio Fidelis, Dirigente Municipal de Educação de Nobres/MT, respectivamente, que estiveram à frente da Undime no biênio 2023-2025. “A Undime está se encaminhando para os seus quarenta anos. Então, nós estamos falando de um trabalho que começou lá em Pernambuco, veio com essa força da região Nordeste, e tomou o Brasil inteiro. Cada um vem, traz a sua contribuição, põe seu grãozinho de areia na praia e essa praia vai ficando cada vez mais linda. Renovamos o compromisso que assumimos com os dezesseis pontos que nós colocamos em nosso plano de trabalho que está aberto para sugestões, pois isso é o trabalho conjunto. O Brasil tem 5.569 municípios, é impossível chegar a cada um deles se não for dividindo, abraçando um ao outro, pegando e buscando os desafios e as soluções para esses desafios”, afirmou o presidente eleito. Intitulada chapa “Undime Democrática, Ativa e Participativa” o grupo é composto pelos seguintes representantes: PresidenteLuiz Miguel Martins GarciaDirigente Municipal de Educação de Sud Mennucci/SP Vice-presidenteAntônio Idilvan de Lima AlencarDirigente Municipal de Educação de Fortaleza/CE Secretaria de Assuntos JurídicosAna Paula Ferreira Cruz BennemannDirigente Municipal de Educação de São Francisco de Paula/RS Suplência da Secretaria de Assuntos JurídicosMarcus Lúcio de SousaDirigente Municipal de Educação de Tefé/AM Secretaria de Coordenação TécnicaÉrica Graziela Benício de MeloDirigente Municipal de Educação de Domingos Mourão/PI Suplência da Secretaria de Coordenação TécnicaDjalma Barros Siqueira NetoDirigente Municipal de Educação de Feliz Deserto/AL Secretaria de ArticulaçãoMaria Virgínia Andrade Rocha FeitosaDirigente Municipal de Educação de Nova Iguaçu/RJ Suplência da Secretaria de ArticulaçãoFelipe Sartori SigolloDirigente Municipal de Educação de Diadema/SP Secretaria de ComunicaçãoAnderlúcia de Castro FerreiraDirigente Municipal de Educação de Anicuns/GO Suplência da Secretaria de ComunicaçãoShirliane Monteiro de Lima SampaioDirigente Municipal de Educação de Igarapé Grande/MA Secretaria de FinançasAnderson Passos dos SantosDirigente Municipal de Educação de Aratuípe/BA Suplência da Secretaria de FinançaJoão Luiz Andrade DóriaDirigente Municipal de Educação de Estância/SE Presidência Região Centro-OesteEduardo Ferreira da SilvaDirigente Municipal de Educação de Canarana/MT Vice-Presidência Região Centro-OesteSilvia Patrícia FreireDirigente Municipal de Educação de Itaquiraí/MS Presidência Região NordestePetrúcio de Lima FerreiraDirigente Municipal de Educação de Goianinha/RN Vice-Presidência Região NordesteAndreika Asseker AmaranteDirigente Municipal de Educação de Igarassu/PE Presidência Região NorteLuslarlene Umbelina de Souza FiamettDirigente Municipal de Educação de Santa Luzia D’Oeste/RO Vice-Presidência Região NorteSandra Helena Ataíde de LimaDirigente Municipal de Educação de Moju/PA Presidência Região SudesteJônatas Gonçalves RêgoDirigente Municipal de Educação de Mirabela/MG Vice-Presidência Região SudesteVanderson Valadares de CamposDirigente Municipal de Educação de Alegre/ES Presidência Região SulMarcia Aparecida BaldiniDirigente Municipal de Educação de Cascavel/PR Vice-Presidência Região SulJucilene Antônio FernandesDirigente Municipal de Educação de Balneário Rincão/SC Conselho Fiscal TitularAlsione Pereira de Alencar SulbaranDirigente Municipal de Educação de Pacaraima/RR Humberto de Campos de CastilhoDirigente Municipal de Educação de Sucupira/TO Ana Paula Nunes da SilvaDirigente Municipal de Educação de Princesa Isabel/PB Conselho Fiscal SuplenteJosé Marques Aurélio de SouzaDirigente Municipal de Educação de Jucás/CE Samuel dos Santos SilvaDirigente Municipal de Educação de Tatarugalzinho/AP Alysson Bestene LinsDirigente Municipal de Educação de Rio Branco/AC Fonte: Undime Dirigentes estarão à frente da gestão biênio 2025-2027 Os Dirigentes Municipais de Educação eleitos para integrar a nova diretoria executiva nacional e o Conselho Fiscal da Undime tomaram posse, nesta quarta-feira, 30 de julho, último dia do 20º Fórum Nacional da Undime. O Dirigente Municipal de Educação de Sud Mennucci/SP, Luiz Miguel Martins Garcia, foi eleito por unanimidade, como presidente nacional da Undime para o biênio 2025-2027. Antônio Idilvan de Lima Alencar, Dirigente Municipal de Educação de Fortaleza/CE, assume a vice-presidência. A eleição foi realizada durante a programação do 20° Fórum Nacional da Undime, na terça-feira, 29 de julho, no Centro de Convenções de Salvador/BA. Luiz Miguel e Idilvan Alencar sucedem Alessio Costa Lima, Dirigente Municipal de Educação de Ibaretama/CE, e Silvio Fidelis, Dirigente Municipal de Educação de Nobres/MT, respectivamente, que estiveram à frente da Undime no biênio 2023-2025. “A Undime está se encaminhando para os seus quarenta anos. Então, nós estamos falando de um trabalho que começou lá em Pernambuco, veio com essa força da região Nordeste, e tomou o Brasil inteiro. Cada um vem, traz a sua contribuição, põe seu grãozinho de areia na praia e essa praia vai ficando cada vez mais linda. Renovamos o compromisso que assumimos com os dezesseis pontos que nós colocamos em nosso plano de trabalho que está aberto para sugestões, pois isso é o trabalho conjunto. O Brasil tem 5.569 municípios, é impossível chegar a cada um deles se não for dividindo, abraçando um ao outro, pegando e buscando os desafios e as soluções para esses desafios”, afirmou o presidente eleito. Intitulada chapa “Undime Democrática, Ativa e Participativa” o grupo é composto pelos seguintes representantes: PresidenteLuiz Miguel Martins GarciaDirigente Municipal de Educação de Sud Mennucci/SP Vice-presidenteAntônio Idilvan de Lima AlencarDirigente Municipal de Educação de Fortaleza/CE Secretaria de Assuntos JurídicosAna Paula Ferreira Cruz BennemannDirigente Municipal de Educação de São Francisco de Paula/RS Suplência da Secretaria de Assuntos JurídicosMarcus Lúcio de SousaDirigente Municipal de Educação de Tefé/AM Secretaria de Coordenação TécnicaÉrica Graziela Benício de MeloDirigente Municipal de Educação de Domingos Mourão/PI Suplência da Secretaria de Coordenação TécnicaDjalma Barros Siqueira NetoDirigente Municipal de Educação de Feliz Deserto/AL Secretaria de ArticulaçãoMaria Virgínia Andrade Rocha FeitosaDirigente Municipal de Educação de Nova Iguaçu/RJ Suplência da Secretaria de ArticulaçãoFelipe Sartori SigolloDirigente Municipal de Educação de Diadema/SP Secretaria de ComunicaçãoAnderlúcia de Castro FerreiraDirigente Municipal de Educação de Anicuns/GO Suplência da Secretaria de ComunicaçãoShirliane Monteiro de Lima SampaioDirigente
Monitoramento e avaliação dos Planos Municipais de Educação pautam momentos de discussões no 20° Fórum Nacional da Undime

Regime de colaboração para a construção dos planos decenais também pautou os diálogos no painel O segundo painel desta quarta-feira, 30 de julho, último dia do Fórum Nacional da Undime, em Salvador/BA, trouxe como tema “O Monitoramento e avaliação dos Planos Municipais de Educação em vigência e sua prorrogação”. Para coordenar os trabalhos, a Dirigente Municipal de Educação de Campo Verde/MT e vice-presidente da Undime/MT, Simone Pereira Borges, convidou a diretora de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase/ MEC), Maria Selma Moraes Rocha; a gerente de Mobilização da Fundação Lemann, Bárbara Panseri; o presidente da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme), Manoel Humberto Gonzaga Lima; e o diretor de Articulação Intersetorial da Sase/MEC, Antônio Claret Filho, a dialogarem sobre o tema. Bárbara Panseri apresentou como os municípios podem realizar seus planejamentos baseados nas técnicas SMART (Específico, Mensurável, Atingível, Relevante, Temporal). Ainda realçou a ideia de que é preciso criar uma cultura que permita compreender que uma meta só faz sentido se ela tiver um indicador para poder acompanhá-la. Do contrário, segundo ela, não saberá a que caminho percorrer, em quanto tempo chegar e a razão de chegar. Para colaborar ainda mais com a construção dos planejamentos municipais e alcançar as metas, Barbará Panseri disse que é preciso planejar melhor a aplicação do recurso público. “Nesse sentido, o planejamento começa com a capacidade de estimar quanto recurso a rede de ensino terá. As secretarias de Educação precisam trabalhar junto com as secretarias de Finanças, da Fazenda, do Planejamento para estimar mais e melhor ao destinar esforços inerentes à construção de despesas orçamentárias”, completou. Planos Decenais A diretora de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase/MEC), Selma Moraes, mostrou como estão sendo construídos os Planos Decenais, na perspectiva da participação popular e coletiva. “A experiência do Estado brasileiro de planejar a educação do país em cooperação com os entes federados e com participação social para garantir o direito à educação, previsto na Constituição da República, se constitui em experiência singular em nível internacional”, comentou Selma Moraes. Ainda sobre os Planos Decenais de Educação, a representante do MEC os definiu como “o conjunto de escolhas e decisões da sociedade sobre a direção a ser tomada pelas políticas educacionais e ação governamental, documento diagnóstico da educação nacional”. Segundo Selma Morais, os planos decenais reúnem as metas a serem perseguidas e as estratégias que visam transformar o sistema educacional na direção desejada. Também são eles que reúnem instrumentos para coordenação dos agentes responsáveis pela política educacional e para a mobilização de recursos necessários ao alcance dos objetivos. O presidente da Uncme, Manoel Humberto Gonzaga Lima, trouxe um questionamento e foi enfático ao deixar claro que diferente do Plano Nacional de Educação, prorrogado até o final de 2025, os Planos Municipais de Educação não foram prorrogados. “A nossa expectativa é que esses planos agora, com a proximidade possível da aprovação do novo PL, que a gente possa prorrogar os Planos Municipais da Educação, no máximo até junho de 2026, o que dará a condição possível de adequação”, afirmou. Regime de colaboração Finalizando a troca de informações entre os palestrantes, o diretor de Articulação Intersetorial do MEC, Antônio Claret Filho, fez uma ponte entre os planos e os regimes de colaboração, além de trazer para o debate a implantação do Sistema Nacional de Educação. “São duas pautas altamente relacionadas e uma alimenta a outra. O PNE reafirma a necessidade de regime de colaboração e da instituição do Sistema Nacional de Educação”, destacou. Fonte: Undime
Educação integral em debate: desafios e avanços marcam primeiro painel do último dia do 20º Fórum Nacional da Undime

Bate-papo reuniu especialistas para tratar da implementação da educação integral em tempo integral e os impactos da Emenda Constitucional 135/2024 No último dia de programação do 20º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, realizado de 27 a 30 de julho, no Centro de Convenções Salvador, na capital baiana, especialistas discutiram os desafios da implementação da educação integral em tempo integral e os impactos da Emenda Constitucional 135/2024. O evento, promovido pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), reúne mais de 3 mil profissionais da educação de todo o país para dialogar sobre temas estruturantes e decisivos para o futuro da educação nos municípios, com foco no tema: “Plano Decenal de Educação: política de Estado para garantir o direito à educação”. Com mediação da presidente da Undime/PE, Andreika Asseker Amarante, Dirigente Municipal de Educação (DME) de Igarassu/PE, o primeiro painel da manhã desta quarta-feira, 30 de julho, contou com a presença de representantes do Ministério da Educação (MEC), da Fundação Santillana e do Itaú Social. A coordenadora-geral substituta de Educação Integral e Tempo Integral do MEC, Aline Zero Soares, destacou os avanços recentes da política pública de educação integral, mas também reconheceu os obstáculos enfrentados pelos municípios. “Essa é uma política muito desafiadora. Ela escancara questões de infraestrutura, alimentação escolar, formação de professores e intersetorialidade. Mas também conta com muitos avanços. No primeiro ciclo do Programa Escola em Tempo Integral, 84% dos municípios pactuaram com o MEC, já no segundo, esse número subiu para 88%. Isso mostra uma grande mobilização”, afirmou. A representante do MEC, trouxe ainda um dado representativo do engajamento local. “Cerca de 90% dos municípios participantes do programa, o que passa de mil municípios, já institucionalizaram suas próprias políticas locais de educação integral, conectadas com seus territórios”, pontuou. Apontando a necessidade de integrar arte, cultura e um olhar mais equitativo na expansão da jornada escolar, a gerente de Implementação do Itaú Social, Cláudia Sintoni, frisou: “Sim, é importante o aumento do tempo, mas como planejamos essa expansão com equidade? Temos visto que as novas matrículas estão sendo concentradas em regiões centrais, com mais infraestrutura, enquanto as áreas mais vulneráveis seguem em desvantagem. É preciso priorizar esses territórios.” Ainda, em seu momento de fala, Cláudia reforçou que a educação integral precisa abranger todas as dimensões do desenvolvimento de crianças e adolescentes. “Desenvolvimento integral não é só cognitivo. É social, afetivo, físico. A articulação entre arte e cultura no currículo é essencial para garantir esse olhar mais amplo.” Já o diretor de Políticas Públicas da Fundação Santillana, André Lázaro, fez uma reflexão sobre o papel da educação integral frente às transformações contemporâneas. “Vivemos uma transição social, política, cultural e econômica extremamente rápida e, muitas vezes, pouco cuidadosa com a vida humana e os valores fundamentais das sociedades. A educação tem a capacidade de construir sensibilidades, uma consciência coletiva. Não podemos abrir mão disso”. Em suas contribuições, o diretor também destacou a necessidade de enfrentar os desafios atuais com um olhar voltado para a solidariedade e o cuidado coletivo. “A educação integral pode, e deve, dialogar com esse desafio civilizatório. Precisamos construir, juntos, uma política de cuidado com as pessoas, as instituições, a escola e o planeta”, finalizou. A conversa ocorreu em um momento em que o setor educacional debate os impactos da Emenda Constitucional 135/2024, que, embora trate de medidas de ajuste fiscal, afeta indiretamente a educação em tempo integral ao alterar o uso de recursos do Fundeb. A norma permite, a partir de 2025, que parte dos recursos da União destinados ao fundo seja direcionada à criação de matrículas em tempo integral. O Fórum Nacional da Undime reafirma seu papel como espaço de articulação, formação e construção coletiva das políticas públicas de educação nos municípios, promovendo reflexões fundamentais para garantir o direito à educação em sua plenitude. Fonte: Undime.
Fórum Nacional: valorização, formação, piso, carreira e condições de trabalho do professor é tema de painel

Último painel sensibilizou a plateia a pensar que valorização profissional perpassa por condições de trabalho, saúde mental e emocional, qualidade na estrutura, para além da valorização salarial Enquanto ocorriam as salas temáticas durante a programação desta terça-feira, 29, no Fórum Nacional da Undime, em Salvador/BA, o último painel do dia trouxe o tema “Valorização dos profissionais do magistério com seleção, formação, piso, carreira e condições de trabalho”, sob a coordenação do Dirigente Municipal de Educação de Canarana/MT, Eduardo Ferreira da Silva. A coordenadora-geral de Valorização dos Profissionais da Educação da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) do Ministério da Educação (MEC), Maria Stela Reis, iniciou o painel ao apresentar o “Diagnóstico dos Profissionais do Magistério Público da Educação Básica”, que mostra os principais desafios no campo da valorização profissional do docente brasileiro. Um dos desafios apresentados consiste na tendência de crescimento nos contratos temporários, que, segundo a coordenadora Maria Stela, precariza as condições de trabalho, contribui para a desprofissionalização do magistério e coloca em risco a qualidade de oferta da educação básica. Outros desafios apresentados por ela foram: a remuneração média do professor no Brasil, a baixa atratividade da carreira docente, o nível de esforço docente superior ao dos países mais desenvolvidos, um percentual expressivo de docentes sem a formação adequada para a área em que leciona. Continuando com as explanações sobre valorização profissional, a coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, definiu a situação da valorização profissional do Magistério como “delicada”, porém foi citado por ela uma série de programas, que tem sido construída no sentido de também valorizar, a exemplo do Fundeb, considerado como o principal fator de financiamento da educação básica no Brasil. “Estamos num momento de regulamentação do Sistema Nacional de Educação, que é um Projeto de Lei que regulamenta o Custo Aluno Qualidade, cujo principal fator de ponderação também é o salário dos profissionais da educação. É claro que só salário não é valorização suficiente, mas vai trabalhar também a questão das condições de trabalho, do ambiente e das próprias políticas públicas ao redor”, relatou. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, trouxe a palestra “Financiamento e oportunidades para as Políticas docentes no Brasil” indicando três fatores na valorização profissional: planejamento, controle social e financiamento. “Todo o processo de valorização dos profissionais da educação, do Magistério, precisa ainda de muito financiamento, por parte do Governo Federal, dos Estados para apoiar os municípios nesse processo. Tem o desafio do salário, da carreira desses profissionais, condições adequadas de trabalho, tudo isso exige investimentos”, destacou. Ao final do painel, o coordenador professor Eduardo Ferreira da Silva, ampliou o diálogo afirmando que valorização profissional perpassa por uma gama de fatores. “Nós temos que entregar qualidade e condições para que esse professor consiga desenvolver habilidades e competências, conforme preconiza a Base Nacional Comum Curricular e, além disso, garantir a sua saúde mental, a sua saúde emocional, no sentido de que ele consiga desempenhar o seu papel com o máximo de dignidade possível”, disse. Salas temáticas Paralelo aos painéis, as salas temáticas se configuraram como ambientes de aproximação entre os inscritos e os especialistas, cujos palestrantes tiveram a oportunidade de tirar dúvidas sobre temas como a equidade escolar, inteligência artificial, bem-estar dos professores e alunos, enfrentamento das desigualdades por meio do VAAR e prestação de contas, educação infantil com qualidade, mudanças climáticas e Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, entre outros temas. As 20 salas temáticas foram divididas nos dois turnos – manhã e tarde – e subdivididas em dois períodos. No segundo período da tarde, cinco delas atraíram um grande número de inscritos: “Escola + Natureza: COP 30 e o compromisso de gestões municipais para adaptação climática; Educação Infantil de Qualidade; Indicadores e metas do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada: catalizadores da garantia de direito à alfabetização; Acompanhamento pedagógico no âmbito das secretarias municipais de educação; e Inteligência Artificial no contexto educacional. A gerente da Fundação Telefônica Vivo, Lia Roitburd, explicou que a instituição participou do Fórum em dois momentos, um deles, sobre a Inteligência Artificial classificado por ela como de suma importância. “Falar sobre ética, o uso crítico, participativo, para que os estudantes possam atuar também e trabalhar, com tecnologia e discutir sobre tecnologia. E isso vai contribuir com seus processos de aprendizagem e aos professores com processo de desenvolvimento profissional, de temas que podem estar relacionados com outras áreas do conhecimento também, além da educação digital e midiática, que é tão importante hoje pra todo mundo”, afirmou. A gerente classificou as salas temáticas como um espaço de escuta onde os municípios puderam dizer o que já estão fazendo e trocar experiências, no sentido de inspirar outros municípios. Também trazer conceitos e questões ligadas às temáticas das salas.
Inclusão em foco: especialistas debatem desafios e avanços na educação especial

Durante o 20º Fórum Nacional da Undime, especialistas abordam políticas públicas, formação docente e acessibilidade para fortalecer a inclusão nas redes de ensino A tarde desta terça-feira, 29 de julho, iniciou com reflexões profundas e compartilhamento de experiências no painel “Educação especial na perspectiva inclusiva: promovendo equidade, acessibilidade atitudinal/comunicacional e os desafios da implementação do Parecer 50/2023”. A atividade integrou a programação do 20º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, que teve início no último domingo, 27 de julho, no Centro de Convenções Salvador e, segue até quarta-feira, 30 de julho, reunindo mais de 3 mil profissionais da educação pública de todo o país. O debate contou com a participação de especialistas que analisaram os avanços e os desafios da educação inclusiva no Brasil, destacando a importância do Parecer 50/2023, documento que trata de diretrizes para o atendimento educacional de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com foco pedagógico e intersetorial. Na ocasião, a coordenadora-geral de Estruturação do Sistema Educacional Inclusivo do Ministério da Educação (MEC), Liliane Garcez, destacou os esforços da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) em fortalecer políticas voltadas para a educação especial. “Trago as mudanças que a gente vem implementando nos programas, direcionadas a Diretoria de Política de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva. Notadamente, o PDDE Sala de Recursos Multifuncionais e a formação de professores. Tudo isso pensando na acessibilidade e nos desafios da implementação do Parecer 50”, explicou. Segundo a coordenadora, o documento foi modificado ao longo de sua tramitação para adotar uma perspectiva pedagógica e não clínica. Além disso, trouxe contribuições sobre o papel do profissional de apoio escolar e as articulações intersetoriais necessárias para garantir os direitos dos estudantes com TEA. Representando o Instituto Alana, o analista de Relações Governamentais, Gustavo Paiva, retratou a relevância de políticas de inclusão como parte de um processo histórico. “A gente tem muitos desafios na educação, que trazem angústias aos secretários. Mas também precisamos reconhecer os avanços já conquistados”. O analista demonstrou apoio a formação continuada para que essa política aconteça de fato nas salas de aula. “Uma pesquisa que realizamos aponta caminhos para estruturar melhor esses processos formativos, e os Planos Municipais de Educação podem ser uma grande oportunidade para incorporar essas diretrizes de forma concreta nas redes locais”, afirmou. A pesquisa “Educação inclusiva e a formação continuada de professores: Aprendizados Nacionais e Internacionais”, pode ser acessada aqui: https://linktr.ee/educacao_inclusiva. A coordenadora de formação do Instituto Rodrigo Mendes, Kátia Cibas, apresentou iniciativas desenvolvidas pela organização e destacou o papel das formações e projetos como o “Alavancas” para a educação inclusiva de qualidade. “Trabalhamos com três frentes: formação, produção de conhecimento e advocacy, por isso hoje trago os programas e ferramentas disponíveis para conhecimento de todos, além de dados que revelam a falta de acessibilidade e formação. Nosso objetivo é apoiá-los na produção de políticas públicas de educação especial inclusiva.” A coordenação do painel ficou a cargo da presidente da Undime/RJ, Maria Virgínia Rocha, Dirigente Municipal de Educação de Nova Iguaçu/RJ, que mediou a participação dos três painelistas e ressaltou a importância da troca de experiências entre os profissionais de todo o país. Salas Temáticas em Paralelo Enquanto os painéis ocorrem na plenária principal, o Fórum também oferece salas temáticas simultâneas, organizadas em quatro momentos distintos ao longo desta terça-feira, 29 de julho. Os participantes puderam se inscrever, previamente, e escolher temas de interesse. Cerca de 1.500 profissionais da educação já passaram pelas salas, participando de debates, oficinas práticas e rodas de conversa que promovem aprendizado, trocas de experiências e fortalecimento das redes de ensino. Confira os temas das salas que ocorreram em paralelo ao primeiro painel desta tarde, que iniciou às 14h: Educação que protege: mapeamento das capacidades das redes para prevenção e resposta às violências (Unicef); Sustentabilidade na escola pública (Fundação Santillana); Educar por meio do empreendedorismo: como o Sebrae pode apoiar as ações do seu município (Sebrae); Alfabetização e Equidade Racial (Instituto Natura); e Parâmetros Nacionais de Qualidade e Equidade da Educação Infantil (SEB/MEC). As atividades continuam ao longo do dia, com nova rodada de oficinas às 16h, abordando outros assuntos e trazendo especialistas de renome para contribuir com as discussões do 20º Fórum Nacional da Undime, que tem como temática central o “Plano Decenal de Educação: política de Estado para garantir o direito à educação”, buscando subsidiar os novos gestores conduzidos ao cargo nas ações municipais e construção de políticas públicas sólidas, com foco na equidade, qualidade e garantia de direitos. Fonte: Undime.
Professor Luiz Miguel Martins é eleito presidente nacional da Undime

Chapa “Undime Democrática, Ativa e Participativa” comandará a instituição no biênio 2025/2027 e teve como vice-presidente, o Dirigente Municipal de Educação de Fortaleza, Antônio Idilvan de Lima Alencar Por unanimidade, foi eleito como presidente nacional da Undime, o Dirigente Municipal de Educação de Sud Mennucci/SP, Luiz Miguel Martins Garcia. O professor exercerá o mandato pela terceira vez e ocupará o cargo para o biênio 2025/2027, juntamente com o vice-presidente, Antônio Idilvan de Lima Alencar. A eleição foi realizada durante a programação do 20° Fórum Nacional da Undime, realizado no Centro de Convenções de Salvador/ BA. O processo ocorreu nesta terça-feira (29) com a reunião do colegiado eleitoral por regiões e posse da comissão. O processo foi aberto pelo presidente da comissão eleitoral e DME de Nobres/MT, Silvio Fidelis. Foi registrada chapa única e lido o Plano de Ação. O pleito eleitoral seguiu com a homologação e votação dos delegados e membros do Conselho Nacional de Representantes. “Nosso Plano foi construído em consonância com a missão, a visão e os princípios institucionais, no sentido de garantir a unidade e a autonomia da Undime, comprometendo-se a respeitá-los, defendê-los e divulgá-los, bem como às normas estatutárias, regimentais de compliance”, disse o ainda candidato, DME de Sud Mennucci/SP, Luiz Miguel Martins Garcia. Todos aptos a votarem levantaram os crachás em alusão ao “sim” à chapa “Undime Democrática, Ativa e Participativa”. O abraço de comemoração veio logo em seguida, ecoando um tom de comemoração no auditório lotado. “Vivemos em um momento de uma necessidade profunda de defesa de uma educação pública, defesa dos recursos para a educação pública, que seja inclusiva e que tenha qualidade social. São os princípios da Undime e que foram aqui reafirmados”, destacou o recém-eleito, Luiz Miguel, ao completar que o processo eleitoral teve a participação de todos os 27 estados, inclusive com representação de todos eles na chapa. O Dirigente Municipal de Educação de Fortaleza, Idilvan Alencar, destacou o compromisso com uma Undime coletiva e plural. “É um privilégio ocupar um espaço tão importante para a educação do país ao ser eleito vice-presidente da Undime. Ser eleito por unanimidade e representar mais de 5.500 municípios tem um significado muito importante. Fico muito honrado e quero ajudar na defesa da educação brasileira e dos municípios do país”, afirmou. Posse da presidência e conselho fiscal A posse será realizada ainda durante a programação do Fórum Nacional, nesta quarta-feira, 30, ultimo dia de Fórum. Compõem a presidência da Undime, o presidente, Luiz Miguel Martins Garcia (Sud Mennucci/ SP) e vice-presidente Antônio Idilvan de Lima Alencar (Fortaleza/ CE), a Secretaria de Assuntos Jurídicos, Ana Paula Ferreira Cruz Bennemann (São Francisco de Paula/ RS), a Suplência da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Marcus Lúcio de Sousa (Tefé/ AM), Secretaria de Coordenação Técnica, Érica Graziela Benício de Melo (Domingos Mourão/ PI), a Suplência da Secretaria de Coordenação Técnica, Djalma Barros Siqueira Neto (Feliz Deserto/ AL), Secretaria de Articulação, Maria Virgínia Andrade Rocha Feitosa (Nova Iguaçu/ RJ), Suplência da Secretaria de Articulação, Felipe Sartori Sigollo (Diadema/ SP), Secretaria de Comunicação, Anderlúcia de Castro Ferreira (Anicuns/ GO), Suplência da Secretaria de Comunicação, Shirliane Monteiro de Lima Sampaio (Igarapé Grande/ MA), Secretaria de Finanças, Anderson Passos dos Santos (Aratuípe/ BA), Suplência da Secretaria de Finança João Luiz Andrade Dória (Estância/ SE), Presidência Região Centro-Oeste, Eduardo Ferreira da Silva (Canarana/ MT), Vice-Presidência Região Centro-Oeste, Silvia Patrícia Freira (Itaquiraí/ MS), Presidência Região Nordeste, Petrúcio de Lima Ferreira (Goianinha/ RN), Vice-Presidência Região Nordeste, Andreika Asseker Amarante (Igarassu/ PE), Presidência Região Norte, Luslarlene Umbelina de Souza Fiamett (Santa Luzia D’Oeste/ RO), Vice-Presidência Região Norte, Sandra Helena Ataíde de Lima (Moju/ PA), Presidência Região Sudeste, Jônatas Gonçalves Rêgo (Mirabela/ MG), Vice-Presidência Região Sudeste, Vanderson Valadares de Campos (Alegre/ ES), Presidência Região Sul, Marcia Aparecida Baldini (Cascavel/ PR), Vice-Presidência Região Sul, Jucilene Antônio Fernandes, (Balneário Rincão/ SC), Conselho Fiscal Titular, Alsione Pereira de Alencar Sulbaran (Pacaraima/ RR), Conselho Fiscal Titular, Humberto de Campos de Castilho (Sucupira/ TO), Conselho Fiscal Titular, Ana Paula Nunes da Silva (Princesa Isabel/ PB), Conselho Fiscal Suplente, José Marques Aurélio de Souza (Jucás/ CE), Conselho Fiscal Suplente, Samuel dos Santos Silva (Tatarugalzinho/ AP), Conselho Fiscal Suplente, Alysson Bestene Lins (Rio Branco/ AC). Fonte: Undime
Fórum Nacional: salas temáticas promovem aprofundamento técnico e troca de experiências

Dois mil profissionais da educação inscritos participam das discussões em grupo, em Salvador/BA O terceiro dia do 20º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, realizado nesta terça-feira (29), no Centro de Convenções Salvador/BA, foi marcado pela intensa participação em salas temáticas. Com 2 mil profissionais da educação de todo o país inscritos, os encontros promoveram debates técnicos e práticos sobre temas centrais para a gestão da educação pública. Ao todo, foram 20 salas temáticas, divididas em quatro turnos, oferecendo aos participantes a oportunidade de aprofundar conhecimentos, esclarecer dúvidas e compartilhar práticas em áreas como educação especial, prestação de contas, avaliação da aprendizagem, planejamento educacional, entre outros. Novo PAR: planejamento educacional ganha novo formato Na oficina “Novo PAR: novas perspectivas para o planejamento educacional”, representantes do Ministério da Educação (MEC) detalharam a nova metodologia do Plano de Ações Articuladas (PAR), lançado em fevereiro. A diretora de apoio à gestão da SEB/MEC, Anita Stefani, explicou que a etapa de diagnóstico já foi concluída por 98% dos municípios e que, em agosto, será lançada a fase de planejamento. “Essa oficina é bem prática, para mostrar em primeira mão como será o novo ciclo do PAR, com planejamento baseado em objetivos estratégicos, indicadores e metas para os próximos quatro anos”, destacou a diretora. Já o coordenador-geral de apoio às redes de educação básica do MEC, João Cesar da Fonseca, reforçou que o instrumento de planejamento e gestão para a educação básica no Brasil fortalece a dimensão de assistência técnica, além de continuar sendo instrumento para auxílio financeiro. “Queremos superar a visão do PAR apenas como mecanismo de captação de recursos e transformá-lo em ferramenta de fortalecimento da gestão educacional”. Para a dirigente municipal de Educação de Benedito Novo/SC, Natacha Milena, a oficina proporcionou um momento de aprendizado e práticas enriquecedoras. “Tem sido esclarecedor e muito produtivo, porque conseguimos colocar a mão na massa e exercitar em grupo aquilo que foi apresentado.” FNDE destaca articulação e apoio aos municípios A sala sobre o papel do FNDE abordou a execução das políticas públicas educacionais em parceria com estados e municípios. A coordenadora-geral de planejamento e orçamento do FNDE, Renata Bonfim, apresentou dados sobre o orçamento e explicou a estrutura de assistência técnica oferecida pelo órgão. “Nossa proposta é mostrar como o FNDE atua na destinação de recursos e na orientação para que os municípios possam utilizá-los com eficiência em benefício da educação básica”. Prestação de contas do PDDE é tema de oficina prática Outro destaque foi a sala sobre a prestação de contas do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e das ações integradas, coordenada pelo FNDE, Secretaria Municipal de Educação da Bahia e Cecampe Nordeste. A atividade contou com dinâmicas voltadas à correta aplicação e monitoramento dos recursos. “Está sendo um aprendizado riquíssimo, principalmente para nós que viemos de uma nova gestão. É essencial que, nós enquanto dirigentes, estejamos à frente de todas as execuções, compreendendo corretamente, para não deixar só pela assistência técnica”, destaca a DME de Cocal/PI, Adriana Luiza Passos. Saeb 2025: mudanças e inclusão em foco Na sala “Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025”, foram apresentados os principais ajustes na aplicação da avaliação. O diálogo contemplou desde os critérios de aplicação até as preocupações com a inclusão de estudantes com deficiência. A DME do Rio de Janeiro, Leila Maria, destacou a importância da discussão: “Nossa grande ansiedade é com a participação dos alunos com necessidades especiais. Ainda há uma lacuna na forma como são avaliados, e esse debate nos ajuda a buscar um olhar mais inclusivo”. Educação Especial: compromisso inclusivo A conversa sobre Educação Especial e Gestão Municipal trouxe os compromissos e estratégias para garantir o direito à educação inclusiva. A coordenadora-geral da Secadi/MEC, Liliane Garcez, defendeu o fortalecimento do Pacto Federativo para garantir a presença da educação especial em todas as etapas do ensino. “Precisamos planejar políticas públicas inclusivas, olhando para os desafios atuais e para os próximos planos decenais, garantindo que nenhuma criança fique fora da escola.” Diversidade de temas, unidade no propósito Além das oficinas citadas, outras temáticas foram abordadas pela manhã como: enfrentamento das desigualdades para atingir a inclusão social com equidade; BNCC Computação e inteligência artificial; saúde mental; VAAR no enfrentamento das desigualdades; BB Ágil; Educação Especial na perspectiva inclusiva, reforçando o compromisso do Fórum com uma gestão educacional democrática, eficiente e voltada para a equidade. Fonte: Undime.
