FNDE e Banco do Brasil implementam movimentação eletrônica nas contas do Programa Dinheiro Direto na Escola

Modernização permite transações digitais sem custos e amplia a eficiência na gestão dos recursos O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em parceria com o Banco do Brasil (BB), implementou uma inovação que moderniza a gestão financeira do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Desde o dia 1º de janeiro de 2025, todas as contas do programa passaram a contar com a opção de movimentação eletrônica, permitindo que gestores escolares realizem operações como transferências, pagamentos e emissão de PIX sem tarifas diretamente pelo BB Digital e pelo aplicativo do Banco do Brasil. A presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, destacou a importância da iniciativa para a gestão educacional. “A digitalização das contas do PDDE representa um avanço significativo. Com essa modernização, garantimos mais agilidade, segurança e transparência na utilização dos recursos, fortalecendo a gestão escolar”, afirmou. O diretor de Ações Educacionais do FNDE, Anderson Sampaio, reforçou que o Cartão PDDE continuará sendo utilizado normalmente nas maquininhas de pagamento até a implementação do novo cartão, que está em fase de desenvolvimento em conjunto com o Banco do Brasil. “Nosso objetivo é oferecer um cartão mais moderno e funcional, que atenda às necessidades das escolas e simplifique ainda mais a execução do PDDE. Até lá, o Cartão PDDE atual segue válido”, explicou. Para facilitar ainda mais o atendimento aos gestores, o FNDE e o Banco do Brasil disponibilizaram um novo canal de comunicação: o “Fale Com o Seu Gerente”, disponível no BB Digital e no App BB. Com essa ferramenta, é possível entrar em contato diretamente com o gerente responsável pela conta do PDDE, sem a necessidade de deslocamento até uma agência bancária. O acesso ao canal pode ser feito utilizando a Chave J e a senha de acesso, agilizando o suporte e reduzindo o tempo de resposta às demandas das escolas. A coordenadora-geral do Programa Dinheiro Direto na Escola, Fernanda Lucena, ressaltou a importância dessa inovação para aprimorar o suporte oferecido às unidades executoras do PDDE. “Com essa nova funcionalidade, garantimos um atendimento mais ágil e especializado. A equipe responsável pelo suporte no Banco do Brasil tem conhecimento sobre o programa e pode prestar um serviço mais eficiente e direcionado”, afirmou. A modernização da movimentação financeira do PDDE faz parte dos esforços contínuos do FNDE para aperfeiçoar a gestão dos recursos e garantir que as escolas tenham acesso facilitado aos valores destinados à melhoria da educação. Com a implementação dessas novas ferramentas, espera-se uma maior autonomia dos gestores e mais transparência no uso dos recursos públicos. Fonte: FNDE https://www.gov.br/fnde/pt-br/assuntos/noticias/fnde-e-banco-do-brasil-implementam-movimentacao-eletronica-nas-contas-do-programa-dinheiro-direto-na-escola
MEC institui programa de formação de leitura e escrita

Programa de Formação Continuada Leitura e Escrita na Educação Infantil (Pro-LEEI) integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Objetivo é incrementar a implementação de práticas pedagógicas (Foto: Isabelle Araújo/MEC) O Ministério da Educação (MEC) publicou na terça-feira, 4 de fevereiro, a Portaria nº 85/2025, que institui o Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (Pro-LEEI). A ação integra o conjunto de iniciativas de formação continuada do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O programa está estruturado em três eixos: gestão e governança; formação de profissionais da educação; e reconhecimento e disseminação de práticas pedagógicas significativas para as crianças da pré-escola. O objetivo é implementar ações de formação continuada focadas na ampliação e consolidação dos saberes dos profissionais da educação infantil. Com o Pro-LEEI, serão planejadas e implementadas práticas pedagógicas para o desenvolvimento das crianças no campo da linguagem oral, da leitura e da escrita. A ideia é fortalecer a colaboração entre a União, os estados, os municípios, o Distrito Federal e as instituições federais de ensino superior. Estas vão integrar o programa para o fortalecimento das políticas de educação básica. LEEI – O Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI) atua na formação de professoras que trabalham pelo letramento e desenvolvimento de linguagens de crianças da pré-escola (entre 4 e 5 anos), respeitando as especificidades dessas faixas etárias. Ao todo, 26 unidades federativas e 3.792 municípios (68% do total) já participaram da iniciativa em 2024. Ela reúne 223.964 professores de pré-escola em formação. Fonte: MEC https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/fevereiro/mec-institui-programa-de-formacao-de-leitura-e-escrita
Educação que protege: Undime marca presença no Seminário que debateu o enfrentamento das violências nas escolas

O evento, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), teve o objetivo de promover o diálogo sobre as próximas etapas de implementação de políticas públicas sobre o tema A Undime participou, nesta quinta-feira, 6 de fevereiro, do Seminário “Escola que Protege: Balanço e Perspectivas”, representada pelo presidente nacional Alessio Costa Lima, Dirigente Municipal de Educação de Ibaretama/CE; pela presidente da Região Nordeste e Undime/SE, Josevanda Franco; pela presidente da Região Sul e Undime/RS, Maristela Guasselli; e pela coordenadora institucional, Maria Edineide de Almeida Batista. O evento, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), teve o objetivo de apresentar o balanço das ações realizadas até o momento pelo governo federal no enfrentamento das violências nas escolas e promover o diálogo sobre as próximas etapas de implementação de políticas públicas sobre o tema. O programa Escola que Protege é uma iniciativa do MEC que visa promover a formação continuada de profissionais da educação, fomentar a construção de planos de enfrentamento à violência e respostas a emergências, além de assessorar as redes de ensino em casos de ataques de violência extrema, e oferecer formações temáticas para os profissionais da educação, orientar na elaboração de planos de prevenção e resposta, e promover a cultura de paz e a convivência democrática. A iniciativa também busca fornecer apoio psicossocial às comunidades escolares afetadas pela violência, incentivando práticas de acolhimento e respeito à diversidade, e fomenta a criação e a manutenção de espaços de participação estudantil e assembleias. Essas e outras formas de engajamento da comunidade são essenciais para a identificação precoce de situações de risco e para o desenvolvimento de soluções colaborativas para o enfrentamento da violência. Alessio Costa Lima representou a instituição na mesa de abertura e destacou a importância e necessidade do Programa na perspectiva de apoiar as escolas e redes de ensino na prevenção e enfrentamentos das violências nas escolas, haja vista o seu papel e a sua função essencialmente formativa e educativa. “É fundamental esse apoio às escolas porque, na maioria das vezes, elas não sabem como lidar com as situações de violência que chegam no cotidiano e precisam ser apoiadas no sentido de como lidar e como fazer esse enfrentamento. Mas acima de tudo, a escola pela sua essência de instituição formadora e educadora precisa ser apoiada na questão da prevenção”, afirmou Alessio. A mesa de abertura do evento também contou com a presença de Leonardo Barchini, secretário executivo do MEC; Zara Figueiredo, secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC); Lílian Cintra de Melo, secretaria de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública; Janine Mello, secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC); Cleonice Cleusa Koserski, secretária adjunta da Educação do Rio Grande do Norte, representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); e Marlova Noleto, representando a Unesco Brasil. A Undime também foi representada pela presidente da Região Nordeste e seccional de Sergipe, Josevanda Franco, na mesa-redonda “Prevenção e resposta rápida em caso de violência extrema”. “Ou a gente constrói pontes de articulação e de intersetorialidade que verdadeiramente possam subsidiar a escola e que ela possa se reconhecer dentro do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente, ou então vamos continuar isolados e agindo somente quando há um problema”, ponderou Josevanda. Fonte e fotos: Undime O evento, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), teve o objetivo de promover o diálogo sobre as próximas etapas de implementação de políticas públicas sobre o tema A Undime participou, nesta quinta-feira, 6 de fevereiro, do Seminário “Escola que Protege: Balanço e Perspectivas”, representada pelo presidente nacional Alessio Costa Lima, Dirigente Municipal de Educação de Ibaretama/CE; pela presidente da Região Nordeste e Undime/SE, Josevanda Franco; pela presidente da Região Sul e Undime/RS, Maristela Guasselli; e pela coordenadora institucional, Maria Edineide de Almeida Batista. O evento, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), teve o objetivo de apresentar o balanço das ações realizadas até o momento pelo governo federal no enfrentamento das violências nas escolas e promover o diálogo sobre as próximas etapas de implementação de políticas públicas sobre o tema. O programa Escola que Protege é uma iniciativa do MEC que visa promover a formação continuada de profissionais da educação, fomentar a construção de planos de enfrentamento à violência e respostas a emergências, além de assessorar as redes de ensino em casos de ataques de violência extrema, e oferecer formações temáticas para os profissionais da educação, orientar na elaboração de planos de prevenção e resposta, e promover a cultura de paz e a convivência democrática. A iniciativa também busca fornecer apoio psicossocial às comunidades escolares afetadas pela violência, incentivando práticas de acolhimento e respeito à diversidade, e fomenta a criação e a manutenção de espaços de participação estudantil e assembleias. Essas e outras formas de engajamento da comunidade são essenciais para a identificação precoce de situações de risco e para o desenvolvimento de soluções colaborativas para o enfrentamento da violência. Alessio Costa Lima representou a instituição na mesa de abertura e destacou a importância e necessidade do Programa na perspectiva de apoiar as escolas e redes de ensino na prevenção e enfrentamentos das violências nas escolas, haja vista o seu papel e a sua função essencialmente formativa e educativa. “É fundamental esse apoio às escolas porque, na maioria das vezes, elas não sabem como lidar com as situações de violência que chegam no cotidiano e precisam ser apoiadas no sentido de como lidar e como fazer esse enfrentamento. Mas acima de tudo, a escola pela sua essência de instituição formadora e educadora precisa ser apoiada na questão da prevenção”, afirmou Alessio. A mesa de abertura do evento também contou com a presença de Leonardo Barchini, secretário executivo do MEC; Zara Figueiredo, secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC); Lílian Cintra de Melo, secretaria de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública; Janine Mello, secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC); Cleonice Cleusa Koserski, secretária adjunta da Educação do Rio Grande do Norte,
Undime participa do Encontro Nacional do PNAE

Instituição participou da mesa-redonda “Aprofundamento do diálogo e o desafio do financiamento e da equidade”, representada pelo presidente da seccional ES, Vilmar Lugão de Britto A Undime marcou presença no Encontro Nacional do PNAE 2025, realizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em Brasília, nos dias 4 e 5 de fevereiro. O evento reuniu cerca de 1.500 participantes entre especialistas, gestores, nutricionistas e representantes da sociedade para discutir políticas e soluções para uma merenda mais saudável, acessível e sustentável. A Undime foi representada pelo presidente da Undime Espírito Santo e Dirigente Municipal de Educação de Jerônimo Monteiro/ES, Vilmar Lugão de Britto, que além da solenidade de abertura, participou da mesa-redonda “Aprofundamento do diálogo e o desafio do financiamento e da equidade”, falando sobre a perspectiva das redes municipais de ensino. Vilmar falou da diversidade nacional para o PNAE se operacionalizar no dia a dia dos 5.569 municípios brasileiros, e afirmou que cabe às secretarias fazer com que chegue corretamente nas escolas. “É inegável que essa política contribui para o desenvolvimento físico, cognitivo e social das crianças que chegam na escola todos os dias, muitas vezes sem possibilidade de ter feito a sua primeira alimentação do dia. Sabemos que a alimentação escolar promove o crescimento e desenvolvimento da criança, contribui para a aprendizagem e o rendimento escolar e auxilia na formação de hábitos alimentares saudáveis” explicou. Na oportunidade, Lugão também reforçou a necessidade de se calcular o per capita considerando o cardápio específico de cada etapa e modalidade, bem como de cada localização (campo/ cidade); definir critérios que respeitem as desigualdades econômico-financeiras dos estados e municípios; considerar o número de refeições oferecidas ao estudante por dia (ex. creche, escolas do campo…); e definir uma correção anual do valor per capita. “O financiamento deve ser mais debatido, quando vamos executar na ponta, mais de 2/3 do valor é investido pelos estados e municípios, acrescentou”. O encontro contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama, Janja da Silvia, do ministro da Educação, Camilo Santana, da presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, além de ministros de Estado, nutricionistas, conselheiros de alimentação escolar, gestores da educação e especialistas no tema. Na abertura oficial, o governo federal anunciou que irá reduzir para 15% o limite de alimentos processados e ultraprocessados no cardápio das escolas públicas brasileiras em 2025, taxa que cairá para 10% em 2026. O anúncio foi feito pelo presidente Lula, e pelo ministro Camilo Santana. Atualmente, o fornecimento destes alimentos na merenda é de 20%. O objetivo da redução é melhorar a qualidade da alimentação escolar e oferecer uma alimentação mais saudável para os estudantes. A iniciativa impactará 40 milhões de alunos e faz parte de uma série de mudanças na Resolução CD/FNDE nº 6/2020, que estabelece as diretrizes para o PNAE. De acordo com o Ministério da Educação, as mudanças vão melhorar substancialmente a qualidade da alimentação fornecida nas escolas, garantindo cardápios mais saudáveis e equilibrados. A resolução ainda regulamenta a aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar por meio de recursos do PNAE, com prioridade para mulheres de assentamentos de reforma agrária, comunidades tradicionais indígenas, comunidades quilombolas e grupos formais e informais. Atualmente, no mínimo 30% dos recursos do PNAE devem ser obrigatoriamente destinados à aquisição de itens da agricultura familiar. Durante o evento, também foi lançado o Projeto Alimentação Nota 10, uma parceria do FNDE, da Itaipu Binacional, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas (IFSULDEMINAS) e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Extensão, Pesquisa, Ensino Profissionalizante e Tecnológico (Fadema). O projeto busca capacitar merendeiras e nutricionistas do PNAE em segurança alimentar e nutricional, reforçando a importância de uma alimentação adequada e da dignidade dos estudantes. Outro destaque foi a Premiação da 5ª Jornada de Educação Alimentar e Nutricional (EAN), que reconhece e dissemina práticas inovadoras de Educação Alimentar e Nutricional no ambiente escolar. Tradicionalmente, cada jornada realizada em um ano é premiada no ano seguinte. Quanto à 5ª jornada, realizada em 2023, sua premiação estava prevista para ocorrer em 2024, mas foi adiada devido ao reagendamento do Encontro Nacional do PNAE para fevereiro de 2025. Fonte: Undime (com informações do MEC)Fotos: Undime Instituição participou da mesa-redonda “Aprofundamento do diálogo e o desafio do financiamento e da equidade”, representada pelo presidente da seccional ES, Vilmar Lugão de Britto A Undime marcou presença no Encontro Nacional do PNAE 2025, realizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em Brasília, nos dias 4 e 5 de fevereiro. O evento reuniu cerca de 1.500 participantes entre especialistas, gestores, nutricionistas e representantes da sociedade para discutir políticas e soluções para uma merenda mais saudável, acessível e sustentável. A Undime foi representada pelo presidente da Undime Espírito Santo e Dirigente Municipal de Educação de Jerônimo Monteiro/ES, Vilmar Lugão de Britto, que além da solenidade de abertura, participou da mesa-redonda “Aprofundamento do diálogo e o desafio do financiamento e da equidade”, falando sobre a perspectiva das redes municipais de ensino. Vilmar falou da diversidade nacional para o PNAE se operacionalizar no dia a dia dos 5.569 municípios brasileiros, e afirmou que cabe às secretarias fazer com que chegue corretamente nas escolas. “É inegável que essa política contribui para o desenvolvimento físico, cognitivo e social das crianças que chegam na escola todos os dias, muitas vezes sem possibilidade de ter feito a sua primeira alimentação do dia. Sabemos que a alimentação escolar promove o crescimento e desenvolvimento da criança, contribui para a aprendizagem e o rendimento escolar e auxilia na formação de hábitos alimentares saudáveis” explicou. Na oportunidade, Lugão também reforçou a necessidade de se calcular o per capita considerando o cardápio específico de cada etapa e modalidade, bem como de cada localização (campo/ cidade); definir critérios que respeitem as desigualdades econômico-financeiras dos estados e municípios; considerar o número de refeições oferecidas ao estudante por dia (ex. creche, escolas do campo…); e definir uma correção anual do valor per capita. “O financiamento deve ser mais debatido, quando vamos executar na ponta, mais
Novo Plano Nacional de Educação será foco do Senado em 2025

Proposta em análise no Congresso estabelece metas para melhorar a educação brasileira nos próximos 10 anos (Fotos: Joa Souza/Adobe) O Novo Plano Nacional de Educação (PNE), que institui metas para a educação brasileira até 2034, deve estar entre os assuntos prioritários do trabalho parlamentar em 2025. Instituído pelo Projeto de Lei (PL) 2.614/2024, o texto é de autoria do Poder Executivo e está em tramitação na Câmara. Depois de passar pela análise dos deputados, chegará para discussão e votação no Senado Federal. A proposta contém 18 objetivos, 58 metas e 253 estratégias que União, estados e municípios devem cumprir na educação básica (desde a educação infantil até os ensinos fundamental e médio), na educação profissional e tecnológica e no ensino superior. O plano define metas, por exemplo, para alfabetização, educação integral, diversidade e inclusão e estrutura e funcionamento das escolas. A superação do analfabetismo entre jovens e adultos e a garantia da qualidade e da equidade nas condições de oferta da educação básica são alguns dos principais desafios. Com vigência de dez anos, o PNE atual, que perderia vigência em 2024, teve sua validade prorrogada até dezembro. Com isso, o Congresso Nacional precisará deliberar sobre o tema neste ano, como defende a senadora Teresa Leitão (PT-PE). Ela é cotada para assumir a presidência da Comissão de Educação e Cultura (CE) no biênio 2025-2026. – O PNE é uma pauta prioritária da sociedade e do nosso governo; então, temos algumas medidas que virão em formato de lei e vão demandar um bom debate aqui nesta Casa. A gente tem o ano inteiro, claro, mas é fundamental que essa deliberação aconteça antes de dezembro, quando o prazo [do PNE atual] se extingue. É um plano decenal com uma característica que eu julgo muito importante: é fruto da Conferência Nacional de Educação e, portanto, vem legitimado pelo debate social, envolvendo todas as entidades, tanto governamentais quanto civis e sindicais, declarou a senadora à TV Senado na segunda-feira (3). Implementação Em entrevista à Agência Senado nesta terça-feira (4), o senador Confúcio Moura (MDB-RO) considerou o PNE 2014-2024 “vergonhoso em sua implementação”. A maioria das metas estabelecidas não foi cumprida. Para o parlamentar, o novo plano precisa ser tratado de modo mais prático, preciso e “com menos teorias”. Ao defender a universalização da alfabetização no tempo certo, o político também defendeu a busca por instrumentos que levem o poder público a efetivamente levar educação de qualidade para toda a população brasileira. – Basta de muito devaneio, de muita ideologia, de muito sonho delirante. Faço parte da Comissão de Educação [no Senado], e lá na Câmara dos Deputados dos anos 90, eu já tinha o mesmo ideal. Tivemos alguns ganhos ao longo do tempo, como o aumento do número de matrículas e alguns outros exemplos isolados vindos de estados como Ceará, Piauí, Paraíba, Goiás, Espírito Santo. Mas a verdade é que poucos municípios têm feito o dever de casa. Confúcio também pontuou a necessidade da troca de experiências de sucesso entre as cidades brasileiras, bem como a exigência do governo para que os municípios atinjam as metas do PNE. Um exemplo mencionado pelo senador é exigir que as prefeituras só possam receber recursos da União mediante a entrega de resultados positivos na educação. – Eu não gostaria de ficar delirando, sonhando eternamente, mais 300 anos para a frente com a educação caótica que a gente vive no Brasil. Espero que, com o Novo PNE, a gente consiga universalizar de fato a alfabetização no tempo certo e realmente levar a educação boa para os pobres do nosso país, declarou o parlamentar. O Senado já começou a discutir o plano proposto. No segundo semestre de 2024, a Comissão de Educação promoveu um ciclo de audiências públicas sobre o tema, com a participação de educadores, pesquisadores, representantes do governo, dos sistemas de ensino e da sociedade civil. Uma das conclusões dos debates é de que o próximo plano deve garantir financiamento consistente para que se consiga implementar os avanços propostos. O PNE em vigor previa chegar ao final da sua vigência com a aplicação de 10% do produto interno bruto (PIB) na educação, mas atualmente essa destinação é cerca de de 5,5%. O projeto do novo plano estabelece uma aplicação progressiva que vai de 7% (até 6º ano de vigência) a 10% do PIB, em 2034. Objetivos, metas e estratégias A proposta do novo PNE foi elaborada pelo Ministério da Educação a partir das contribuições de um grupo de trabalho, da sociedade, do Congresso Nacional, de estados, municípios e conselhos de educação. O texto também inclui sugestões da Conferência Nacional de Educação, realizada em janeiro de 2024. Para cada objetivo previsto no plano, foram estabelecidas metas que permitem seu monitoramento ao longo do decênio. São 58 metas, comparáveis com os 56 indicadores do PNE 2014-2024 (que foi prorrogado até dezembro de 2025). Para cada meta, há um conjunto de estratégias com as principais políticas, programas e ações (envolvendo a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios) para que os objetivos propostos sejam alcançados. Segundo o governo, o novo PNE enfatiza a qualidade do ensino, com objetivos e metas focados em padrões de qualidade na educação básica, na educação profissional e tecnológica, no ensino superior e na formação de docentes. Além disso, há objetivos específicos para as modalidades de educação escolar indígena, educação do campo e quilombola. O projeto mantém metas para os públicos-alvo da educação especial e da educação bilíngue de surdos. Há ainda a perspectiva da educação integral como conceito. O termo vai além da jornada expandida, incluindo as condições necessárias para o desenvolvimento pleno dos estudantes, com atividades complementares como artes, línguas e esportes. Fonte: Agência Senado https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2025/02/04/novo-plano-nacional-de-educacao-sera-foco-do-senado-em-2025 Proposta em análise no Congresso estabelece metas para melhorar a educação brasileira nos próximos 10 anos (Fotos: Joa Souza/Adobe) O Novo Plano Nacional de Educação (PNE), que institui metas para a educação brasileira até 2034, deve estar entre os assuntos prioritários do trabalho parlamentar em 2025. Instituído pelo Projeto de Lei (PL) 2.614/2024, o texto é
Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas abre inscrições

Organização espera 18 milhões de participantes A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) abre as inscrições para sua edição de 2025 nesta quarta-feira (5). É a vigésima edição da competição, criada para engajar professores e estudantes na resolução de problemas matemáticos e no estudo da matéria, além do dia a dia da escola. As inscrições podem ser feitas até o dia 17 de março. A organização do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) espera a participação de 18 milhões de estudantes de escolas públicas e privadas de todo o país. Podem participar alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, disputando 8.450 medalhas e 51 mil certificados de menção honrosa. Os alunos premiados recebem ainda convite para participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), composto por aulas de reforço em matemática e que conta com bolsa de R$ 300,00 para estudantes de escolas públicas. Em 20 anos, a Obmep chegou a 5.564 municípios brasileiros e desde 2022 conta com uma “irmã caçula”, a Olimpíada Mirim de Matemática, voltada para os alunos dos anos iniciais (2º a 5º ano) do ensino fundamental. “O público-alvo consiste tanto dos próprios alunos quanto dos seus professores que, em geral, não têm formação específica em matemática e cuja relação com a matéria nem sempre é simples. A Olimpíada pode contribuir muito na suavização dessa relação, por meio de abordagem lúdica e instigante na resolução de problemas”, afirmou Marcelo Viana, diretor-geral do Impa. Desde 2023, a Olimpíada também premia destaques estaduais, com mais de 20 mil medalhas distribuídas por edição. Serão duas fases de competição: a primeira conta com prova objetiva de 20 questões e ocorre em 3 de junho. Os classificados para a segunda fase farão prova no dia 25 de outubro, quando responderão a uma prova discursiva de seis questões. A divulgação dos aprovados para a segunda etapa será feita em 1º de agosto e a divulgação dos premiados em 22 de dezembro. Para os próximos anos, Viana destacou a importância de melhorar o acesso de estudantes de regiões carentes à competição, com formação de professores e treinamento de alunos. Essa capilaridade é que torna a competição e outras parecidas em “instrumentos democráticos para a disseminação do gosto pelo estudo e a identificação de jovens talentosos em todo o Brasil”, diz o diretor, caminho facilitado pelo reconhecimento público desse instrumento e pelo fato de alguns dos medalhistas das primeiras edições fazerem parte do dia a dia de governos, universidades e da sociedade civil em geral. Da Olimpíada para a graduação Luiz Filippe Campos, 17 anos, e Raquel Liberato, 18 anos, são medalhistas da Obmep. Eles participaram do Programa de Iniciação Científica e tem nessa formação um reforço importante para a aprovação, este ano, no curso de medicina da Universidade de São Paulo (USP). Tendo como porta de entrada o Provão Paulista, modalidade de ingresso com provas contínuas e voltada para alunos da rede pública do estado, conseguiram as vagas. Morador de Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, Luiz Filippe tem duas medalhas na competição científica e conquistou o primeiro lugar para medicina pelo Provão. Ele estudou na Escola Estadual Professor Francisco Vicente Lopes Gonçalves desde o oitavo ano do fundamental. No primeiro ano do médio começou a participar da Obmep e passou a estudar mais matemática após passar da primeira fase. “Consegui passar na primeira fase no sufoco, sabe? Mas, na segunda fase me preparei e consegui ganhar uma medalha de prata”., contou. O que animou o jovem de Taboão, porém, foi o reforço proporcionado pelo PIC. “Eu estudava todos os dias para conseguir participar”, lembrou, animado. As aulas do PIC são aos sábados, mas o conteúdo é bastante exigente. O resultado? “Essas aulas tinham vários temas que caíam frequentemente no vestibular, como Fuvest, Unicamp e Enem”, acrescentou o futuro médico. Além do conteúdo, ele ganhou amigos que também se interessavam pelos temas do curso e pelas provas. Isso o levou a se dedicar mais, o que foi importante para lidar com a rotina pesada e conciliar com os estudos regulares. Enquanto o caminho de Luiz o levará para o campus de São Paulo, a jornada de Raquel nas próximas semanas será no campus da USP em Ribeirão Preto, onde também será caloura de medicina. Com cinco medalhas, garantiu o terceiro lugar para a graduação na modalidade de ingresso pelo Provão. A diferença principal está no fato de que enquanto o colega vem de uma das cidades mais verticais e mais densamente povoadas do país, a jovem de 18 anos sairá de Flora Rica, município com cerca de 2 mil habitantes. Raquel começou a participar da Obmep já no 6º ano do fundamental, quando recebeu menção honrosa. “A partir do sétimo ano me esforcei um pouco mais, recebi uma medalha de prata e tive acesso ao PIC”, lembra, entre sorrisos. Ela contou à Agência Brasil que teve bastante dificuldade para acompanhar o reforço nos primeiros anos e que demorava vários dias para aprender o básico, mas com a prática, ao longo dos anos, e estudando diariamente, começou a ficar fácil. Desde o 9º ano, Raquel estuda focada em medicina. “Para mim, é um grande sonho realizado. Sempre me esforcei, estudei todos os dias”. A ex-aluna da Escola Estadual Guilherme Buzinaro quer ser cirurgiã, área pela qual tem grande interesse. Pede, inclusive, ajuda para custear os primeiros gastos na jornada, em uma campanha de arrecadação por plataforma, afinal vem de família de trabalhadores: o pai é mecânico e a mãe dona de casa, ambos não terminaram o ensino médio. O papel da olimpíada como acelerador ou caminho para o ensino superior tem crescido nos últimos anos. O próprio Impa abriu sua primeira graduação, denominada Impa Tech, em abril de 2024, e aceita premiações em cinco olimpíadas de âmbito nacional (Obmep – Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, OBM – Olimpíada Brasileira de Matemática, Obfep – Olimpíadas Brasileira de Física das Escolas Públicas, OBQ – Olimpíada Brasileira de Química e OBI –
Assista na íntegra à videoconferência: indicadores utilizados no cálculo do VAAR/Fundeb

Acesse também os materiais apresentados durante a transmissão A Undime realizou, nesta terça-feira, 4 de fevereiro, videoconferência para tratar dos indicadores utilizados no cálculo do VAAR/Fundeb. Na ocasião, foi apresentada a complementação VAAR bem como as principais mudanças para 2025. Além disso, foi pauta a condicionalidade III, referente à redução das desigualdades educacionais socioeconômicas e raciais e a composição do indicador VAAR. A transmissão on-line aconteceu pelo canal do Conviva Educação no YouTube e contou com a participação de Valdoir Wathier, diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica do Ministério da Educação (MEC); Isabel Chagas, chefe da Assessoria de Governança e Gestão Estratégica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); Clarissa Guimarães Rodrigues, coordenadora de Estudos sobre Financiamento Educacional do Inep. A mediação foi realizada pelo presidente nacional da Undime, Alessio Costa Lima, Dirigente Municipal de Educação de Ibaretama/CE. Para quem não pode acompanhar ao vivo, o vídeo com a íntegra da transmissão está disponível na galeria do Conviva e pode ser acessado aqui. Confira também os materiais apresentados pelos convidados: – Valdoir Wathier, diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica do MEC – clique aqui – Isabel Chagas, chefe da Assessoria de Governança e Gestão Estratégica do Inep – clique aqui – Clarissa Guimarães Rodrigues, coordenadora de Estudos sobre Financiamento Educacional do Inep – clique aqui Os participantes que acompanharam ao vivo e preencheram a lista de frequência, receberão a declaração de participação até 30 dias após a realização da videoconferência. Fonte: Undime Acesse também os materiais apresentados durante a transmissão A Undime realizou, nesta terça-feira, 4 de fevereiro, videoconferência para tratar dos indicadores utilizados no cálculo do VAAR/Fundeb. Na ocasião, foi apresentada a complementação VAAR bem como as principais mudanças para 2025. Além disso, foi pauta a condicionalidade III, referente à redução das desigualdades educacionais socioeconômicas e raciais e a composição do indicador VAAR. A transmissão on-line aconteceu pelo canal do Conviva Educação no YouTube e contou com a participação de Valdoir Wathier, diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica do Ministério da Educação (MEC); Isabel Chagas, chefe da Assessoria de Governança e Gestão Estratégica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); Clarissa Guimarães Rodrigues, coordenadora de Estudos sobre Financiamento Educacional do Inep. A mediação foi realizada pelo presidente nacional da Undime, Alessio Costa Lima, Dirigente Municipal de Educação de Ibaretama/CE. Para quem não pode acompanhar ao vivo, o vídeo com a íntegra da transmissão está disponível na galeria do Conviva e pode ser acessado aqui. Confira também os materiais apresentados pelos convidados: – Valdoir Wathier, diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica do MEC – clique aqui- Isabel Chagas, chefe da Assessoria de Governança e Gestão Estratégica do Inep – clique aqui- Clarissa Guimarães Rodrigues, coordenadora de Estudos sobre Financiamento Educacional do Inep – clique aquiOs participantes que acompanharam ao vivo e preencheram a lista de frequência, receberão a declaração de participação até 30 dias após a realização da videoconferência. Fonte: Undime
Educação que protege: Undime marca presença no Seminário que debateu o enfrentamento das violências nas escolas

O evento, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), teve o objetivo de promover o diálogo sobre as próximas etapas de implementação de políticas públicas sobre o tema A Undime participou, nesta quinta-feira, 6 de fevereiro, do Seminário “Escola que Protege: Balanço e Perspectivas”, representada pelo presidente nacional Alessio Costa Lima, Dirigente Municipal de Educação de Ibaretama/CE; pela presidente da Região Nordeste e Undime/SE, Josevanda Franco; pela presidente da Região Sul e Undime/RS, Maristela Guasselli; e pela coordenadora institucional, Maria Edineide de Almeida Batista. O evento, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), teve o objetivo de apresentar o balanço das ações realizadas até o momento pelo governo federal no enfrentamento das violências nas escolas e promover o diálogo sobre as próximas etapas de implementação de políticas públicas sobre o tema. O programa Escola que Protege é uma iniciativa do MEC que visa promover a formação continuada de profissionais da educação, fomentar a construção de planos de enfrentamento à violência e respostas a emergências, além de assessorar as redes de ensino em casos de ataques de violência extrema, e oferecer formações temáticas para os profissionais da educação, orientar na elaboração de planos de prevenção e resposta, e promover a cultura de paz e a convivência democrática. A iniciativa também busca fornecer apoio psicossocial às comunidades escolares afetadas pela violência, incentivando práticas de acolhimento e respeito à diversidade, e fomenta a criação e a manutenção de espaços de participação estudantil e assembleias. Essas e outras formas de engajamento da comunidade são essenciais para a identificação precoce de situações de risco e para o desenvolvimento de soluções colaborativas para o enfrentamento da violência. Alessio Costa Lima representou a instituição na mesa de abertura e destacou a importância e necessidade do Programa na perspectiva de apoiar as escolas e redes de ensino na prevenção e enfrentamentos das violências nas escolas, haja vista o seu papel e a sua função essencialmente formativa e educativa. “É fundamental esse apoio às escolas porque, na maioria das vezes, elas não sabem como lidar com as situações de violência que chegam no cotidiano e precisam ser apoiadas no sentido de como lidar e como fazer esse enfrentamento. Mas acima de tudo, a escola pela sua essência de instituição formadora e educadora precisa ser apoiada na questão da prevenção”, afirmou Alessio. A mesa de abertura do evento também contou com a presença de Leonardo Barchini, secretário executivo do MEC; Zara Figueiredo, secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC); Lílian Cintra de Melo, secretaria de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública; Janine Mello, secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC); Cleonice Cleusa Koserski, secretária adjunta da Educação do Rio Grande do Norte, representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); e Marlova Noleto, representando a Unesco Brasil. A Undime também foi representada pela presidente da Região Nordeste e seccional de Sergipe, Josevanda Franco, na mesa-redonda “Prevenção e resposta rápida em caso de violência extrema”. “Ou a gente constrói pontes de articulação e de intersetorialidade que verdadeiramente possam subsidiar a escola e que ela possa se reconhecer dentro do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente, ou então vamos continuar isolados e agindo somente quando há um problema”, ponderou Josevanda. Fonte e fotos: Undime
Assista na íntegra à videoconferência: indicadores utilizados no cálculo do VAAR/Fundeb

Acesse também os materiais apresentados durante a transmissão A Undime realizou, nesta terça-feira, 4 de fevereiro, videoconferência para tratar dos indicadores utilizados no cálculo do VAAR/Fundeb. Na ocasião, foi apresentada a complementação VAAR bem como as principais mudanças para 2025. Além disso, foi pauta a condicionalidade III, referente à redução das desigualdades educacionais socioeconômicas e raciais e a composição do indicador VAAR. A transmissão on-line aconteceu pelo canal do Conviva Educação no YouTube e contou com a participação de Valdoir Wathier, diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica do Ministério da Educação (MEC); Isabel Chagas, chefe da Assessoria de Governança e Gestão Estratégica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); Clarissa Guimarães Rodrigues, coordenadora de Estudos sobre Financiamento Educacional do Inep. A mediação foi realizada pelo presidente nacional da Undime, Alessio Costa Lima, Dirigente Municipal de Educação de Ibaretama/CE. Para quem não pode acompanhar ao vivo, o vídeo com a íntegra da transmissão está disponível na galeria do Conviva e pode ser acessado aqui. Confira também os materiais apresentados pelos convidados: – Valdoir Wathier, diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica do MEC – clique aqui – Isabel Chagas, chefe da Assessoria de Governança e Gestão Estratégica do Inep – clique aqui – Clarissa Guimarães Rodrigues, coordenadora de Estudos sobre Financiamento Educacional do Inep – clique aqui Os participantes que acompanharam ao vivo e preencheram a lista de frequência, receberão a declaração de participação até 30 dias após a realização da videoconferência. Fonte: Undime
Undime participa do Encontro Nacional do PNAE

Instituição participou da mesa-redonda “Aprofundamento do diálogo e o desafio do financiamento e da equidade”, representada pelo presidente da seccional ES, Vilmar Lugão de Britto A Undime marcou presença no Encontro Nacional do PNAE 2025, realizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em Brasília, nos dias 4 e 5 de fevereiro. O evento reuniu cerca de 1.500 participantes entre especialistas, gestores, nutricionistas e representantes da sociedade para discutir políticas e soluções para uma merenda mais saudável, acessível e sustentável. A Undime foi representada pelo presidente da Undime Espírito Santo e Dirigente Municipal de Educação de Jerônimo Monteiro/ES, Vilmar Lugão de Britto, que além da solenidade de abertura, participou da mesa-redonda “Aprofundamento do diálogo e o desafio do financiamento e da equidade”, falando sobre a perspectiva das redes municipais de ensino. Vilmar falou da diversidade nacional para o PNAE se operacionalizar no dia a dia dos 5.569 municípios brasileiros, e afirmou que cabe às secretarias fazer com que chegue corretamente nas escolas. “É inegável que essa política contribui para o desenvolvimento físico, cognitivo e social das crianças que chegam na escola todos os dias, muitas vezes sem possibilidade de ter feito a sua primeira alimentação do dia. Sabemos que a alimentação escolar promove o crescimento e desenvolvimento da criança, contribui para a aprendizagem e o rendimento escolar e auxilia na formação de hábitos alimentares saudáveis” explicou. Na oportunidade, Lugão também reforçou a necessidade de se calcular o per capita considerando o cardápio específico de cada etapa e modalidade, bem como de cada localização (campo/ cidade); definir critérios que respeitem as desigualdades econômico-financeiras dos estados e municípios; considerar o número de refeições oferecidas ao estudante por dia (ex. creche, escolas do campo…); e definir uma correção anual do valor per capita. “O financiamento deve ser mais debatido, quando vamos executar na ponta, mais de 2/3 do valor é investido pelos estados e municípios, acrescentou”. O encontro contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama, Janja da Silvia, do ministro da Educação, Camilo Santana, da presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, além de ministros de Estado, nutricionistas, conselheiros de alimentação escolar, gestores da educação e especialistas no tema. Na abertura oficial, o governo federal anunciou que irá reduzir para 15% o limite de alimentos processados e ultraprocessados no cardápio das escolas públicas brasileiras em 2025, taxa que cairá para 10% em 2026. O anúncio foi feito pelo presidente Lula, e pelo ministro Camilo Santana. Atualmente, o fornecimento destes alimentos na merenda é de 20%. O objetivo da redução é melhorar a qualidade da alimentação escolar e oferecer uma alimentação mais saudável para os estudantes. A iniciativa impactará 40 milhões de alunos e faz parte de uma série de mudanças na Resolução CD/FNDE nº 6/2020, que estabelece as diretrizes para o PNAE. De acordo com o Ministério da Educação, as mudanças vão melhorar substancialmente a qualidade da alimentação fornecida nas escolas, garantindo cardápios mais saudáveis e equilibrados. A resolução ainda regulamenta a aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar por meio de recursos do PNAE, com prioridade para mulheres de assentamentos de reforma agrária, comunidades tradicionais indígenas, comunidades quilombolas e grupos formais e informais. Atualmente, no mínimo 30% dos recursos do PNAE devem ser obrigatoriamente destinados à aquisição de itens da agricultura familiar. Durante o evento, também foi lançado o Projeto Alimentação Nota 10, uma parceria do FNDE, da Itaipu Binacional, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas (IFSULDEMINAS) e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Extensão, Pesquisa, Ensino Profissionalizante e Tecnológico (Fadema). O projeto busca capacitar merendeiras e nutricionistas do PNAE em segurança alimentar e nutricional, reforçando a importância de uma alimentação adequada e da dignidade dos estudantes. Outro destaque foi a Premiação da 5ª Jornada de Educação Alimentar e Nutricional (EAN), que reconhece e dissemina práticas inovadoras de Educação Alimentar e Nutricional no ambiente escolar. Tradicionalmente, cada jornada realizada em um ano é premiada no ano seguinte. Quanto à 5ª jornada, realizada em 2023, sua premiação estava prevista para ocorrer em 2024, mas foi adiada devido ao reagendamento do Encontro Nacional do PNAE para fevereiro de 2025. Fonte: Undime (com informações do MEC)Fotos: Undime
