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08/10/2010 Undime

Informe brasileiro sobre educação não-sexista e anti-discriminatória deve ser lançado em novembro

Um conjunto de organizações formado pelo Cladem (Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher), pela ONG Ação Educativa, pelo Instituto Ecos e pelo Centro de Referência às Vítimas de Violência do Instituto Sedes Sapientiae/SP está produzindo um documento sobre a eqüidade de gênero na educação do Brasil. O informe brasileiro sobre ‘Educação Não Sexista e Anti-Discriminatória’ deverá estar pronto até o fim de novembro e trará um diagnóstico regional a respeito da educação e das relações de gênero.

O grupo se reuniu nesta quinta-feira (7/10), em São Paulo, em uma oficina com instituições e movimentos sociais que atuam na área educacional e no campo das relações étnico-raciais, de gênero, de diversidade sexual e de direitos das crianças e dos adolescentes para apresentar a iniciativa e buscar novos parceiros. “É uma oportunidade de criar novas alianças e de trabalhar com quem já está nessas áreas há muito tempo”, declarou a coordenadora do ‘Educação Não Sexista e Anti-Discriminatória’ no Brasil, Ingrid Leão. A Campanha Nacional pelo Direito à Educação foi convidada a participar da oficina e pretende acompanhar essa iniciativa para realizar atividades conjuntas durante a Semana de Ação Mundial 2011, cujo tema estará ligado à educação de mulheres e meninas.

O Informe
De acordo com a integrante da coordenação executiva de Ação Educativa e Relatora Nacional para o Direito Humano à Educação (Plataforma Dhesca/Brasil), Denise Carreira, o informe brasileiro terá dados sobre temas que afetam o desempenho escolar de meninas, jovens e mulheres, como gravidez na adolescência, violência nos estabelecimentos de ensino, discriminação regional e desigualdade racial. O documento também apresentará propostas de ações a serem desenvolvidas para vencer esses problemas. “A idéia é construir uma agenda de relações de gênero no Brasil que possa abarcar todos os desafios referentes à educação de mulheres”, afirma Denise.

As ações serão focadas em pontos específicos como a implementação das leis 10.639/2003 (ensino da história e da cultura afro-brasileira) e 11.738/2008 (piso salarial para profissionais do magistério público), a ampliação do acesso à educação infantil e a tramitação do novo PNE (Plano Nacional de Educação 2011-2020). Mais informações sobre a iniciativa podem ser obtidas no site www.educacion-nosexista.org. 


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