18/01/2003 Undime
A Fundação Dona Paulina de Souza Queiroz, é uma "escola para todos", de ensino de educação infantil que promove a integração entre crianças deficientes e não-deficientes. Para isto, está baseada numa proposta pedagógica que se fundamenta na teoria de Piaget, com uma metodologia de projetos que a partir de situações da vida real estimula a aprendizagem, açcão e relação com o mundo.
"A escola apresenta um modelo flexível de ensino, procurando desenvolver os talentos e as potencialidades dos alunos, de acordo com suas características", declara Fátima Amatucci, coordenadora da área de educação. "A escola é um reflexo da sociedade, por isso deve ser heterogênea. É preciso aprender desde pequeno que ninguém é igual a ninguém, e que também não há melhores e piores, apenas diferentes. Saber lidar com essas diferenças é a grande chave e tem tudo a ver com nossa proposta de educação inclusiva", explica.
Ana Maria Paciello, mãe do aluno Lucas de 4 anos, acha a iniciativa excelente e elogia a proposta pedagógica da escola. "Optei pela Dona Paulina por qualidade de ensino, independente do fato de ser uma instituição inclusiva, porém esse dado é muito positivo. Acredito que a convivência com crianças especiais só vem a acrescentar na educação do Lucas", analisa. "Durante esse tempo que trabalhamos de maneira inclusiva, pudemos constatar que os ganhos sociais e pedagógicos de nossos alunos foram muito maiores, pois transcendem a educação curricular, na formação das crianças como cidadãs, livres de preconceitos", garante a diretora da escola, Rosângela Gebara.
Valéria Cristina Campos Guidine, mãe do aluno especial Rafael, conta que o filho está encantado com a nova escola. "Ele adora ir para lá e é apaixonado principalmente pelas aulas de natação. Tem sido uma experiência e tanto para ele e para nós. Todo dia chega em casa animado, contando sobre os amigos e sobre a escola".
Rafael frequentou a Apae de São Paulo a partir dos 4 meses de idade e, antes de chegar ao Dona Paulina, passou por uma tentativa de inclusão em uma ENEI (Escola Municipal). "Aqui é diferente, não sentimos nenhum tipo de preconceito por parte dos outros pais. Claro que, no início, a iniciativa gerou um certo receio da nossa parte, mas depois de ver como as crianças, tanto as consideradas normais quanto as especiais, lidam bem com suaus diferenças, esse medo passou. Tem sido enriquecedor para ambas as partes", conclui Valéria.
Um modelo de inclusão e criatividade
A escola estrategicamente divide-se em salas-ambientes, carinhosamente denominadas de "Cantinhos", criadas com o objetivo de estimular as crianças a aprenderem de maneira prazerosa e eficiente. Ao todo, são 10 Cantinhos: dos números, letras, música, dança, casinha, informática, da criatividade, piscina, jogos, tintas, movimentos e dos sonhos. Contando com um grupo de profissionais, voluntários e pais, todos envolvidos na proposta da inclusão, a escola traz um novo olhar no ensino que traduz as palavras de Paulo Freire: "Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição de qualquer forma de discriminação".
A modalidade de ensino oferecida é de educação infantil, com duração de 3 anos para alunos de 4 a 6 anos. As matrículas para 2003 já estão abertas.
A Fundação Dona Paulina de Souza Queiroz está localizada na Av. Vereador José Diniz, 2436, no Brooklin, em São Paulo. O telefone para contato é (11) 5561-7308 e (11) 5542-5546.
São Paulo - Entrar na Escola Dona Paulina é ter acesso à visão de um mundo moderno, sem preconceito e alegre. Atrás dos muros que dão para uma movimentada avenida no bairro paulista do Brooklin, encontra-se um lugar lúdico, onde o corre-corre da metrópole se rende à tranqüilidade, onde a paisagem cinza da cidade se perde no contato com a natureza. E o mais bonito: onde crianças especiais são alfabetizadas lado a lado com demais alunos, mostrando que a inclusão é possível, abrindo caminho para lidar com as diferenças e amenizar o preconceito. Ali, crianças portadoras e não-portadoras de deficiências de 4 a 6 anos participam juntas de aulas e atividades, adaptando-as com a capacidade de cada uma. A Fundação Dona Paulina de Souza Queiroz, é uma "escola para todos", de ensino de educação infantil que promove a integração entre crianças deficientes e não-deficientes. Para isto, está baseada numa proposta pedagógica que se fundamenta na teoria de Piaget, com uma metodologia de projetos que a partir de situações da vida real estimula a aprendizagem, açcão e relação com o mundo. "A escola apresenta um modelo flexível de ensino, procurando desenvolver os talentos e as potencialidades dos alunos, de acordo com suas características", declara Fátima Amatucci, coordenadora da área de educação. "A escola é um reflexo da sociedade, por isso deve ser heterogênea. É preciso aprender desde pequeno que ninguém é igual a ninguém, e que também não há melhores e piores, apenas diferentes. Saber lidar com essas diferenças é a grande chave e tem tudo a ver com nossa proposta de educação inclusiva", explica. Ana Maria Paciello, mãe do aluno Lucas de 4 anos, acha a iniciativa excelente e elogia a proposta pedagógica da escola. "Optei pela Dona Paulina por qualidade de ensino, independente do fato de ser uma instituição inclusiva, porém esse dado é muito positivo. Acredito que a convivência com crianças especiais só vem a acrescentar na educação do Lucas", analisa. "Durante esse tempo que trabalhamos de maneira inclusiva, pudemos constatar que os ganhos sociais e pedagógicos de nossos alunos foram muito maiores, pois transcendem a educação curricular, na formação das crianças como cidadãs, livres de preconceitos", garante a diretora da escola, Rosângela Gebara. Valéria Cristina Campos Guidine, mãe do aluno especial Rafael, conta que o filho está encantado com a nova escola. "Ele adora ir para lá e é apaixonado principalmente pelas aulas de natação. Tem sido uma experiência e tanto para ele e para nós. Todo dia chega em casa animado, contando sobre os amigos e sobre a escola". Rafael frequentou a Apae de São Paulo a partir dos 4 meses de idade e, antes de chegar ao Dona Paulina, passou por uma tentativa de inclusão em uma ENEI (Escola Municipal). "Aqui é diferente, não sentimos nenhum tipo de preconceito por parte dos outros pais. Claro que, no início, a iniciativa gerou um certo receio da nossa parte, mas depois de ver como as crianças, tanto as consideradas normais quanto as especiais, lidam bem com suaus diferenças, esse medo passou. Tem sido enriquecedor para ambas as partes", conclui Valéria. Um modelo de inclusão e criatividade A escola estrategicamente divide-se em salas-ambientes, carinhosamente denominadas de "Cantinhos", criadas com o objetivo de estimular as crianças a aprenderem de maneira prazerosa e eficiente. Ao todo, são 10 Cantinhos: dos números, letras, música, dança, casinha, informática, da criatividade, piscina, jogos, tintas, movimentos e dos sonhos. Contando com um grupo de profissionais, voluntários e pais, todos envolvidos na proposta da inclusão, a escola traz um novo olhar no ensino que traduz as palavras de Paulo Freire: "Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição de qualquer forma de discriminação". A modalidade de ensino oferecida é de educação infantil, com duração de 3 anos para alunos de 4 a 6 anos. As matrículas para 2003 já estão abertas. A Fundação Dona Paulina de Souza Queiroz está localizada na Av. Vereador José Diniz, 2436, no Brooklin, em São Paulo. O telefone para contato é (11) 5561-7308 e (11) 5542-5546.