Brasil Aprende +: MEC apresenta à Undime estratégias de apoio às redes a partir dos resultados do Ideb 2025

Iniciativa busca apoiar estados e municípios na construção de estratégias para fortalecer a aprendizagem e reduzir desigualdades entre as escolas

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Iniciativa busca apoiar estados e municípios na construção de estratégias para fortalecer a aprendizagem e reduzir desigualdades entre as escolas

O Ministério da Educação (MEC) apresentou, nesta terça-feira (18), a dirigentes municipais e secretários estaduais de educação a ação estratégica Brasil Aprende +, iniciativa que busca apoiar as redes públicas na análise dos resultados do Ideb 2025 e, principalmente, na construção de ações voltadas à melhoria da aprendizagem dos estudantes. O foco são os 442 municípios que seguem com Ideb abaixo de 5.0 nos anos iniciais do ensino fundamental.

A apresentação contou com a participação da secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt; além de técnicos do Ministério; do presidente da Undime, Luiz Miguel Garcia, dirigente municipal de Educação de Nova Odessa/SP; de presidentes das seccionais da Undime e de representantes das redes estaduais de ensino.

Durante a apresentação, o MEC reforçou que os 442 municípios representam 442 situações. Isto é, essas redes não são homogêneas: grandes municípios e redes de diferentes portes e perfis, com realidades e capacidades bastante diversas.

A proposta utiliza os indicadores educacionais como instrumentos para identificar desigualdades dentro das próprias redes e orientar políticas e intervenções pedagógicas. Para isso, o MEC oferecerá um conjunto de materiais de apoio e incentivará estados e municípios a analisarem seus resultados, identificarem as escolas que demandam maior atenção e elaborarem planos de ação.

Durante a apresentação, Luiz Miguel chamou a atenção para as diferenças de desempenho que podem existir entre escolas de uma mesma rede, inclusive em municípios que apresentam bons resultados gerais. Para ele, os dados precisam permitir um olhar mais preciso sobre onde estão os maiores desafios.

“A gente precisa olhar e enxergar que existe uma desigualdade. É isso que o MEC tem chamado atenção, principalmente nos últimos dois anos, para as desigualdades existentes. Precisamos tratar com equidade, colocando uma força muito maior em quem mais precisa”, afirmou o presidente da Undime.

Luiz Miguel reforçou ainda o compromisso da instituição com a construção conjunta das políticas educacionais e com a articulação entre os diferentes entes federados. “Reforço o compromisso da Undime com as políticas nacionais, com as políticas pactuadas e com os governos estaduais em cada um dos estados, sempre partindo da premissa de que a Undime é parte daquilo que constrói. Contem conosco nessa articulação”, completou.

Resultados devem orientar planejamento e investimentos

A secretária de Educação Básica do MEC destacou que a mobilização proposta pelo Ministério representa um chamado conjunto para que as redes transformem os resultados educacionais em ações concretas. “O MEC é só um porta-voz. Esse é um convite que as crianças e os adolescentes brasileiros das escolas públicas estão nos fazendo. A gente vai estar junto nessa jornada para construir o Dia D de cada rede, para análise desses resultados e elaboração dos planos de ação”, afirmou. A proposta é que as redes promovam um momento dedicado à análise de seus indicadores e à definição das estratégias necessárias para enfrentar os desafios identificados. Segundo a secretária, o trabalho também deve aproximar o planejamento administrativo e financeiro das necessidades pedagógicas. Nesse sentido, o Plano de Ações Articuladas (PAR) deverá ser utilizado como instrumento para apoiar decisões baseadas nos resultados de aprendizagem.

“Temos tentado, nessa nova configuração, trazer o PAR para perto do pedagógico. Estamos orientando as redes que estão olhando para os seus planejamentos de 2026 e 2027 a observarem os resultados de aprendizagem e orientarem seus investimentos a partir dessas necessidades, especialmente desse conjunto de escolas estratégicas, sobre as quais precisamos ter um olhar muito dedicado, sem deixar nenhuma outra de fora”, explicou Kátia.

Outro ponto apresentado foi a valorização das experiências que já produzem bons resultados dentro das próprias redes. Mesmo em municípios que estão abaixo das metas, há escolas com atuação de destaque que podem contribuir para a construção de soluções locais.

“Nós já temos escolas com ótimo desempenho, mesmo nos municípios que estão abaixo da meta. Podemos usar essas escolas como inspiração dentro do nosso território e fazer um intercâmbio entre os nossos próprios gestores. Não precisamos inventar a roda nem trazer grandes especialistas. Nós sabemos que dá para fazer um trabalho dentro do nosso território também”, destacou a secretária.

Com o Brasil Aprende +, o MEC pretende apoiar estados e municípios, junto ao Consed e à Undime, para que os resultados do Ideb 2025 não sejam vistos apenas como indicadores de desempenho, mas como ferramentas para orientar o planejamento, direcionar investimentos e fortalecer as ações pedagógicas.

Reuniões para mobilização e articulação técnica nos territórios

A reunião de apresentação das estratégias para apoiar os 442 municípios que estão com Ideb abaixo de 5.0 nos anos iniciais do ensino fundamental deu início à pactuação com secretários estaduais e presidentes das seccionais da Undime.

A proposta do MEC é promover, por meio do Brasil Aprende +, o fortalecimento do regime de colaboração e da gestão. Para isso, a iniciativa prevê três principais frentes de trabalho: diagnóstico do desempenho; currículo, avaliação formativa e mediações pedagógicas; e monitoramento e avaliação. Para cada uma delas serão desenvolvidas ações específicas.

Ainda nesta terça-feira (18), o MEC iniciou a realização de reuniões técnicas estaduais para começar os trabalhos de mobilização e articulação. Esses encontros têm como público-alvo os secretários estaduais, presidentes das seccionais da Undime e os articuladores técnicos do GTI Recomposição.

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