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15/03/2023 Undime

MEC debate novos caminhos para alfabetização

Undime participa representada pela presidente da Undime Paraná, Marcia Baldini; objetivo do evento é discutir melhores caminhos para alfabetizar as crianças brasileiras, aperfeiçoar indicadores de resultados da aprendizagem e diminuir as desigualdades de ensino no país
 
 
 

O Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta terça-feira (14) e quarta-feira (15), o seminário "Alfabetização no Brasil: marcos pedagógicos, avaliação e acompanhamento da aprendizagem". O evento foi realizado na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e conta com a presença de professores, pesquisadores e entidades de classe. 

O objetivo do encontro é debater com representantes da comunidade escolar a respeito dos melhores caminhos para alfabetizar as crianças brasileiras e sobre o aperfeiçoamento dos indicadores de resultados da aprendizagem e, assim, conseguir diminuir as desigualdades de ensino no país. 

Participaram da mesa de abertura a secretária- executiva do MEC, Izolda Cela; a secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Zara Figueiredo; o diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica, Alexsandro Santos; o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palácios; a presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação do Paraná, Marcia Baldini.  

Uma das principais discussões do seminário é como diminuir o déficit educacional no ensino público brasileiro, principalmente, nas séries iniciais do ensino fundamental. Segundo a secretária Izolda Cela, essa é uma meta da gestão. 

"A nossa tarefa é de dizer, neste país, o que é que uma criança ao final dos sete anos, de forma padrão, o que é que ela é capaz de fazer, quais são as suas competências, como ela se desempenha com relação à questão da leitura e da escrita, só que para perseguir isso temos que ter uma ação sistêmica", frisou. 

Para Izolda Cela, a escola não é a ponta, mas sim o centro da execução de políticas públicas. “Como a gente faz com que uma escola seja competente pra garantir o sucesso de todas as suas turmas? Como a gente faz para apoiar e garantir que uma secretaria municipal seja capaz de garantir o sucesso de todas as suas escolas? É pensar nessa lógica de que esses espaços têm tarefa de gestão que envolvem diversas políticas". 

A secretária da Educação Básica, Kátia Schweickardt, enfatiza que é preciso um regime de colaboração entre União, estados e municípios, para efetivar o programa de alfabetização no país. "A gente não quer fazer alguma coisa que se imponha às realidades, mas a gente quer, nesses processos de escuta, para construir a política, poder apoiar as boas iniciativas e pactuar métricas para que a gente possa ir entendendo como essas crianças estão desenvolvendo os seus processos cognitivos". 

Kátia acredita que o seminário é o primeiro passo de uma série de rodas de conversa que devem acontecer entre a gestão federal e a comunidade escolar para que todos juntos construam um novo plano de educação no Brasil. 

Diversos professores e pesquisadores contribuíram para as discussões no primeiro dia de seminário, um deles é professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais, Chico Soares. Especialista em avaliação educacional, ele aponta os indicadores de resultados fundamentais para a construção de políticas públicas. 

"O meu olhar é específico, que é de verificar qual é o instrumento mais adequado para saber se a criança está ou não alfabetizada, porque a forma de verificar ela vai pautar o ensino, então a gente está aqui reunido, para ouvir as pessoas, para que a gente possa desenhar bons instrumentos que ajudem na alfabetização". 

A professora da faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora, Hilda Linhares, lembrou, ainda, do impacto da pandemia da Covid-19 no aprendizado dos estudantes, o que, segundo ela, exige ainda mais esforço por uma frente em prol da alfabetização. 

"Eu acho que é muito importante nós considerarmos o contexto pós-pandemia, de retorno das escolas, após o período de distanciamento social, que trouxe desafios muito significativos para o campo da alfabetização, que já era um campo merecedor de atenção especial por parte das políticas públicas". 

 

Fonte: MEC (com adaptações)
Foto: Luiz Fortes/ MEC

 


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