06/07/2016 Undime

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Alagoas realiza seminário sobre a Base Nacional Comum Curricular com ampla participação da comunidade educacional

Analisar o texto da segunda versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) sobre diferentes pontos de vista e propor contribuições ao documento. Esse foi o objetivo do seminário promovido pelo comitê estadual da Base de Alagoas, formado por representes do Consed e da Undime, nesta segunda (4) e terça-feira (5). O evento reuniu cerca de 300 pessoas, entre professores, estudantes, especialistas e representantes de entidades educacionais e foi realizado na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), na capital Maceió.

A Base está prevista na Lei do Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/ 2014) e representa a proposta dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para os alunos da educação básica. O seminário faz parte da etapa de discussão da segunda versão do documento que será realizada em todos os estados da federação entre os meses de julho e agosto. Alagoas é o terceiro estado a promover o seminário sobre o tema. Rio Grande do Sul e Piauí já realizaram. A ideia é que partir dos seminários, os 26 estados e o Distrito Federal elaborem relatórios e os encaminhem ao comitê gestor responsável por essa esta etapa da BNCC. O comitê, formado pelo Consed e pela Undime, vai produzir um único relatório e encaminhá-lo ao Ministério da Educação (MEC). O documento ainda passará pela análise do Conselho Nacional de Educação (CNE).

O presidente da Undime da Undime AL e Dirigente Municipal de Educação de Dois Riachos (AL), Carlos Rubens de Araújo, ressaltou a relevância dessa etapa: "o seminário é importante no sentido de colocar em pauta, mais uma vez, a Base. Agora sob a perspectiva de uma segunda versão do texto. Esperamos apresentar contribuições significativas que representem o estado".

A programação do seminário foi dividida em três momentos: a análise dos objetivos de aprendizagem por componente curricular e segmento; a análise das etapas por meio dos eixos de formação e direitos de aprendizagem e desenvolvimento; e a apresentação dos resultados das discussões com a finalidade de socializar os encaminhamentos e posicionamentos.

Josefa da Conceição é professora e coordenadora pedagógica da rede estadual de Maceió. Ela participou do seminário e vem acompanhando de perto todo o processo de construção e elaboração da Base. "Para mim foi uma experiência fantástica, porque é inusitado, na história da educação no nosso país, os profissionais da educação serem convidados a participar da elaboração de um documento que diz como a gente deve reger as nossas aulas e o que a gente deve selecionar para trabalhar com mais cuidado com os nossos alunos", relatou.

O Dirigente Municipal de Educação Santana do Mundaú (AL) e membro da diretoria da Undime AL, Josafá Ferreira Campos, também tem participado de forma ativa das discussões e ressaltou que o envolvimento dos professores nesse processo é essencial. Segundo Josafá, os professores têm a vivência e a experiência diária da sala de aula, fato que contribui de maneira significativa para a aproximação da realidade desejada para a educação brasileira.

O estudante de pedagogia e já professor do 4º ano do Ensino Fundamental da rede municipal de São José da Lage (AL), Donizete Medeiros de Melo, concorda e, por isso, faz questão de estar envolvido nas discussões desde o início. Donizete contou que o próprio município organizou um encontro para debater o assunto, na época ainda a primeira versão do documento e ele contribuiu por meio do portal da Base, criado pelo MEC. Para o professor, a segunda versão apresenta evolução em relação à primeira. "Principalmente no que se refere a Português e Matemática, a Base está mais próxima da realidade dos alunos". Para a terceira versão, ele espera que o texto se aprofunde mais nas questões de gênero e em relação aos aspectos culturais.

A diretora do Inspirare e uma das palestrantes no seminário, Anna Penido, disse que para a terceira versão, espera que os textos introdutórios possam ser compreendidos como uma bússola, no sentido de orientar a proposta formativa, de forma a ser mais sucinta, mais clara e objetiva. "O texto precisa apresentar um fluxo coerente e progressivo", ponderou.

O relatório com as contribuições de Alagoas para a segunda versão da BNCC deve ser encaminhado até o dia 5 de agosto ao comitê gestor dessa etapa.

Para saber mais sobre os seminários estaduais que debaterão a BNCC, clique aqui.

Fonte: Undime com a colaboração de Henrique Polidoro/ UnB

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