Undime discute com parceiros soluções para evasão escolar

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O Unicef, em Brasília, sediou a primeira reunião do ano para tratar de um dos assuntos da educação no Brasil mais complexos e que exige solução imediata: o abandono e a evasão escolar. Representantes da Undime, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, do Consed, da Secretaria de Educação Básica e da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade apontaram as principais causas que levam os alunos a deixar a escola.

Segundo a coordenadora do programa de educação do Unicef no Brasil, Maria de Salete Silva, a maior parte dos alunos que abandonam a classe já frequentou a escola. Ela afirmou que há vários fatores que praticamente expulsam o aluno, como a repetência sucessiva, má formação dos professores e famílias que não têm nenhuma relação com o ambiente escolar. “O mais evidente no Brasil, no incentivo a sair da escola é a defasagem da série. Crianças que vão ficando atrasadas em relação à turma e passam a não ver sentido ou condição de convivência com a turma”, afirmou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os participantes da reunião apontaram outros problemas que levam à evasão escolar: gravidez na adolescência, insegurança, má condição financeira da família do aluno, falta de transporte escolar e o trabalho infantil, entre outros.

Algumas das soluções, segundo os parceiros reunidos, incluem o poder público em políticas de inclusão. Mas a ação da comunidade escolar é essencial, principalmente na formação de equipes para solucionar problemas específicos, projetos sociais e avaliações internas e externas, por exemplo.

Durante a discussão, os parceiros concordaram que é impossível ter 100% das crianças nas escolas. Isso, porque há aquelas que, por problemas de saúde física ou mental, não conseguem frequentar as aulas. Mas as políticas de inclusão devem ser voltadas a quem não tem nenhum problema de saúde que o impeça de ir à escola. “O bom será quando a gente tiver 100% das crianças identificadas e aquelas pouquíssimas que não podem ir pra escola de jeito nenhum, a gente saiba quem são e onde estão”, disse Maria de Salete.

Para chegar a esta meta, a próxima reunião vai exigir mais parceiros, principalmente da área social. Ministério do Desenvolvimento Social, Fórum Nacional de Secretários de Estado da Assistência Social – Fonseas e o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social – Congemas serão convidados a participar do debate. “Principalmente para nos ajudar a entender como é que a família pode ajudar a criança a entrar e a ficar na escola e questões que são, de fato, do mundo da assistência, de relações com a comunidade, de situações de violência e programas de atendimento à criança com deficiência”, completou a coordenadora do Unicef.

O resultado de todas as reuniões será um relatório elaborado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que vai indicar as causas e as soluções dos problemas. Esse relatório será publicado entre agosto e outubro deste ano.

Ouça entrevista completa

 

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