Seminário em SP discute currículo do ensino médio

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Discussão da nova grade inclui reduzir matérias obrigatórias e dar opção para formação técnica

lternativas para o novo currículo do ensino médio brasileiro, abordado na elaboração do Plano Nacional de Educação (PNE), foram discutidas nesta quinta-feira, 1, em São Paulo, em um seminário realizado no escritório da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), na Vila Olímpia, zona sul da capital.

O objetivo é dar ao estudante uma opção ao ensino regular, reduzir a evasão ? a mais alta do período escolar ? e melhorar a formação dos professores.

Especialistas em educação se reuniram com o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), sub-relator da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação da Câmara dos Deputados, e apontaram o número de disciplinas obrigatórias como uma das dificuldades de ?segurar? o aluno na escola. ?A grade curricular é a mesma para o aluno da manhã e da noite, que trabalha, está cansado?, disse Marinho. ?Os especialistas afirmam que é preciso flexibilizar e diversificar o currículo. Dar uma alternativa para o estudante que não quer ir para a universidade, mas para o mercado de trabalho.?

Outro ponto abordado foi a falta de professores. Segundo ele, há muitas disciplinas obrigatórias, mas um déficit de 250 mil educadores em todo o País. ?A longo prazo devemos incluir a questão do ensino médio integral também.?

Os seminários sobre a revisão do ensino médio são uma espécie de audiência pública. As sugestões são levadas para Brasília e, até o fim do ano, a Comissão Especial do Plano Nacional de Educação deverá apresentar um projeto de lei com as alterações. ?É preciso reduzir as matérias a uma grade mínima e possibilitar a complementação com uma formação técnica?, diz o deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), que preside a comissão na Câmara.


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