“Há o risco de faltar professor dentro de três anos”. Essa frase, dita pelo presidente da Undime, professor Carlos Eduardo Sanches à rádio Jovem Pan, revela a situação crítica pela qual passa a educação básica no país. Essa realidade é mostrada em números. Nos últimos anos, caiu pela metade os interessados no curso de magistério. Quer dizer, menos professores estão saindo da faculdade, prontos para lecionar.
Por isso, segundo ele, é possível que não seja cumprida a meta estabelecida pelo Plano Nacional da Educação, o PNE, apresentado ao Congresso Nacional no fim do ano passado: universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.
O professor apontou, na entrevista à rádio paulista, que há vários motivos para essa queda. Principalmente financeiro. O candidato a uma vaga nas faculdades formadoras de professores não é atraído pelo baixo salário que vai receber quando começar a trabalhar. E se for para a sala de aula se sentirá sem incentivo para desenvolver um bom trabalho, principalmente quando vir o contracheque. A saída para essa questão está no PNE, a ser votado pelos novos parlamentares. “Vamos estar mobilizados para convencer deputados e senadores de que é preciso ter mais dinheiro para a educação”, afirmou o presidente da Undime.
Carlos Eduardo Sanches também falou sobre a violência aos professores como um dos fatores preocupantes na educação. Salientou que esse problema é nacional e precisa de uma ação de todos os agentes educacionais. A união de todos eles é essencial para tornar a educação no país uma prioridade. Na conversa com o comunicador Oliveira Andrade, fez questão de frisar que para a resolução de todos esses problemas é necessário lutar por um financiamento justo da educação brasileira, na votação do PNE.


