O Fórum Nacional da Undime contou a presença do presidente da Comissão Especial do PNE, que deu um panorama do andamento do PL 8035/2010 na Câmara dos Deputados. O deputado Gastão Vieira (PMDB/PI) afirmou que o Brasil vive um momento excepcional na área da educação. E que o tema ganhou o pais. “Todos falam em educação. A grande imprensa está nos trabalhos da Comissão. Os grandes jornais brasileiros destacaram repórteres para acompanhar os trabalhos da Comissão. As ONGs, as instituições privadas, os movimentos sociais… A qualidade está presente no discursos de todos esses personagens, o que é favorável à educação brasileira”, afirmou.
Gastão Vieira também disse que a Comissão entregará o texto aprovado pelos deputados aos senadores o mais rápido possível. A Undime já entregou as emendas necessárias para tornar o Plano melho e aposta na aprovação final do congresso ainda este ano. O deputao não quis falar de prazos, mas salientou que a Comissão tem a missão de analisar o Projeto em caráter terminativo, ou seja, o texto não passará pelo Plenário da Câmara. Depois de analisado pelos deputados segue direto para o Senado.
O presidente da Comissão especial disse que, apesar de o Plano ser bom, pode e deve melhorar. E deixou a entender que os deputados vão criar prioridades a serem cumpridas: “temos de ser ousados em relação à metas do Plano. Se sentirmos que temos condições, vamos avançar, vamos ousar um pouco mais. Precisamos também linear o Plano. Saber o que vamos priorizar nos três primeiros anos, nos anos seguintes, nos últimos também. É o que chamamos de mecanismos de transição.
Por fim, Gastão Vieira pediu ao Ministro da Educação, Fernando Haddad, que também participou do Fórum, que paute o Plano no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão. Segundo ele, a Presidenta Dilma, ministros e sociedade civil devem ajudar no melhoramento do PNE. “Achamos fundamental que esse Plano seja comprado pela sociedade brasileira. De um lado, pra se entende o que o país faz de bom. Nós sabemos como criar uma escola de alta qualidade. O que nós precisamos é criar um sistema com um conjunto enorme de escolas de alta qualidade. As escolas federais têm uma pontuação no Pisa próxima àquelas dos países desenvolvidos. O nosso problema está aqui embaixo, nas escolas municipais e nas escolas estaduais. Nós sabemos como fazer. Precisamos é ampliar essa rede de escolas”, concluiu.


