As chuvas que atingiram fortemente o Estado durante o último mês e castigou cerca de 67 municípios pernambucanos não escolheu vítimas. Vidas e histórias foram perdidas. Cidades inteiras devastadas e muito prejuízo. No montante de espaços destruídos e consideravelmente danificados estão 326 escolas que precisam de reformas e 29 unidades que precisarão ser totalmente reconstruídas.
Números ainda podem aumentar após uma análise aprofundada de cada um dos espaços. Como forma de resgatar essas unidades educacionais, serão liberados R$ 110 milhões pelo Ministério da Educação, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Alagoas, que também foi devastada pelas chuvas, receberá o mesmo recurso.
O Governo Estadual, que deverá prestar contas com o MEC em relação à utilização do recurso, também direcionará uma quantidade do investimento para as prefeituras. Especificamente, 43 escolas estaduais precisam de reformas e sete necessitam de reconstrução total, afetando diretamente 38 mil estudantes. Outras 283 escolas municipais foram danificadas e 22 destruídas, prejudicando 184 alunos.
O valor destinado para Pernambuco foi estabelecido por meio de uma solicitação do próprio Governo à União. Em visita ao Estado, o secretário executivo do MEC, José Henrique Paim, e o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Daniel Balaban, conheceram de perto os problemas. Do total enviado, R$ 33 milhões serão destinados à rede estadual e R$ 77 milhões à rede municipal.
No entanto, este é o balanço preliminar de todo o prejuízo e poderá ser alterado. “Temos um mecanismo para transferência direto para o Estado. Tão logo esteja disponível, será enviado para Pernambuco”, destacou o secretário executivo do MEC, José Henrique Paim. A expectativa é que já na próxima semana seja realizada a transferência do dinheiro.
Também está sendo aguardada uma audiência pública, marcada para quinta-feira, com as empresas interessadas em executar o projeto de reforma e reconstrução dessas escolas. Neste momento é que poderá ser apresentado um valor total da obra e prazo para finalização. O padrão estrutural utilizado será embasado em outros projetos do MEC, que poderá ser adaptado aos parâmetros estaduais e municipais.
De acordo com o secretário de Educação Nílton Mota, o período letivo das unidades públicas recomeça no dia 19 de julho, mas para os alunos que tiveram as escolas atingidas esta data foi adiada para o dia 30 de julho. Como as obras não poderão ser concluídas até este prazo, a ideia é que sejam utilizadas medidas para que os estudantes não sejam prejudicados, como a instalação de galpões que funcionarão como escolas.
“Vamos trabalhar para reconstruir as unidades o mais rápido possível e tentar prejudicar menos o ano letivo”, destacou o Mota. Segundo o secretário, as cidades que tiveram suas escolas mais afetadas foram Barreiros e Palmares. “Vamos nos preparar para executar esse recurso a partir do levantamento dos terrenos que serão utilizados e do detalhamento das áreas atingidas, além de qual a necessidade de cada uma das unidades. Cada caso é um caso”, concluiu.


