Boletim Em pauta – Edição nº 800 – 26 de novembro de 2025

MEC lança novos materiais sobre recomposição de aprendizagens Leia mais Undime realiza videoconferência e traz orientações sobre o uso do PDDE Equidade Leia mais FNDE abre consulta pública para Plano de Dados Abertos 2025–2027 Leia mais Últimos dias para municípios aderirem ao Novo Pronacampo Leia mais Adesão à política de educação indígena termina sexta-feira (28) Leia mais Adesão ao Na Ponta do Lápis é prorrogada até 19 de dezembro Leia mais Estados, municípios e Distrito Federal recebem nova parcela do Salário-Educação Leia mais MEC lança curso sobre propriedade intelectual para educadores Leia mais Planejamento: parceiros institucionais da estratégia Busca Ativa Escolar se reúnem em Brasília Leia mais MEC institui Indicador Escolas Conectadas Leia mais FNDE e MEC divulgam cronograma do PNLD Literário para os anos finais do ensino fundamental Leia mais MEC regulamenta Bolsa Mais Professores Leia mais Undime promove primeira reunião do Conselho Fiscal da gestão biênio 2025-2027 Leia mais Representantes da Undime e da Uncme passam a presidir o CACS Fundeb União Leia mais Já está disponível o novo curso virtual do FNDE sobre o Fundeb Leia mais

MEC lança novos materiais sobre recomposição de aprendizagens

Guias de materiais didáticos e de formação continuada do Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens foram apresentados nesta terça (25) em videoconferência no Conviva Educação   (Fonte: reprodução YouTube)   A Undime, por meio do Conviva Educação, e em parceria com o Ministério da Educação (MEC), realizou videoconferência de lançamento dos novos materiais do Pacto Nacional Pela Recomposição das Aprendizagens. A transmissão ao vivo aconteceu nesta terça-feira, 25 de novembro, pelos canais do Conviva Educação e do MEC no YouTube. O vídeo com a íntegra já está disponível e pode ser acessado aqui. Os materiais podem ser baixados na página do Pacto – acesse aqui os guias. Eles foram produzidos pelo MEC em parceria com Instituto Reúna e constituem subsídios técnicos e pedagógicos para apoiar as redes de ensino na seleção e utilização de recursos pedagógicos alinhados às aprendizagens essenciais, bem como na elaboração e implementação de planos de formação continuada voltados a professores e gestores escolares. Participaram da videoconferência: Daiane de Oliveira Lopes, coordenadora na Coordenação Geral de Estratégia da Educação Básica do MEC; Tiago Monteiro, gerente de Inovação e Desenvolvimento do Instituto Reúna; e Sandra Helena Ataíde de Lima, Dirigente Municipal de Educação de Moju/PA e presidente da Undime Pará. “O Pacto vem como uma resposta estratégica para enfrentar os desafios que nós temos na educação básica ainda impactada pela pandemia e também pelas questões climáticas, como o que aconteceu ano passado no Rio Grande do Sul”, explicou Daiane Lopes. “Os guias têm uma preocupação da conexão do ensino com a realidade local, valorizando diversidades étnicas, culturais e sociais”, completou a representante do MEC. Além disso, os documentos reforçam a importância de uma ação sistêmica e articulada entre gestores centrais, equipes técnicas, gestores escolares e professores, fortalecendo o compromisso coletivo de garantir o direito à aprendizagem de todos os estudantes e assegurar a continuidade das políticas educacionais voltadas à recomposição das aprendizagens.    Sobre o Pacto O Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens é uma iniciativa do MEC que tem a finalidade de apoiar estados, municípios e o Distrito Federal na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica que apresentam defasagens. Construída de forma colaborativa com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime, a política busca garantir que esses estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade, reduzindo desigualdades e fortalecendo a equidade no ensino.    Fonte: Com informações do MEC

FNDE abre consulta pública para Plano de Dados Abertos 2025–2027

Iniciativa reforça a transparência e permite que a sociedade contribua para definir as bases de dados do FNDE que serão abertas nos próximos anos; consulta ficará disponível até 8 de dezembro           O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), divulga uma consulta pública para a elaboração do Plano de Dados Abertos (PDA) referente ao período de 2025 a 2027. O documento é um instrumento estratégico que orienta o planejamento e a execução da política de dados abertos da instituição. A consulta está disponível até o dia 8 de dezembro de 2025 para participação popular.  A iniciativa busca ampliar a participação social na definição e priorização das bases de dados sob gestão do FNDE que serão disponibilizadas ao público nos próximos anos. O objetivo é fortalecer a transparência, estimular a inovação e atender às demandas de maior interesse e utilidade para a sociedade.  Atualizado e publicado a cada biênio, o PDA estabelece as diretrizes para a abertura, sustentação, monitoramento e incentivo ao uso das bases de dados da autarquia, em conformidade com os normativos vigentes sobre o tema.  A consulta é voltada a toda a população. Para participar, é necessário possuir cadastro ativo na plataforma GOV.BR. As contribuições devem ser enviadas por meio do portal Participa + Brasil.  Acesse aqui mais informações sobre o Plano de Dados Abertos do FNDE.    Fonte: FNDE https://www.gov.br/fnde/pt-br/assuntos/noticias/fnde-abre-consulta-publica-para-plano-de-dados-abertos-202520132027   

Últimos dias para municípios aderirem ao Novo Pronacampo

Prazo de adesão termina domingo, 30 de novembro. Objetivo da política é ampliar, qualificar e garantir a oferta, o acesso e a permanência de estudantes na modalidade   (Foto: Geyson Magno)   Os 1.224 municípios elegíveis à Política Nacional de Educação do Campo, das Águas e das Florestas (Novo Pronacampo) que ainda não aderiram à política têm até o próximo domingo, 30 de novembro, para assinar o Termo de Adesão, disponível no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). Até esta terça-feira, 25 de novembro, 25 estados e o Distrito Federal já aderiram ao Novo Pronacampo, além de mais 3.265 municípios com registro de escola do campo.   A adesão é voluntária e deve ser realizada pelas secretarias municipais de educação. Para orientar os gestores nesse processo, o Ministério da Educação (MEC) elaborou um Guia de Navegação. Apenas a rede estadual de educação de Minas Gerais não realizou a adesão.  A política tem como propósito fortalecer e expandir a oferta educacional destinada às populações do campo, das águas e das florestas, promovendo melhorias na qualidade da educação e garantindo o direito à permanência dos estudantes.  Novo Pronacampo – Instituída pela Portaria nº 538, de 24 de julho de 2025, a Política Nacional de Educação do Campo, das Águas e das Florestas (Novo Pronacampo) busca a ampliação do acesso e a qualificação da oferta da educação básica e da educação superior; a melhoria da infraestrutura das escolas; a formação inicial e continuada de professores; e a disponibilização de material específico aos estudantes em todas as etapas e as modalidades de ensino.     Entre as metas da política, estão: a estruturação de um sistema de avaliação e monitoramento da educação dos povos do campo, das águas e das florestas; o estímulo à construção de capacidades institucionais para a condução das políticas de educação dos povos pelos entes federados e no sistema de governança popular; e a consolidação da modalidade de educação do campo, das águas e das florestas, com a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar do Campo, conforme a Resolução CNE/CEB nº 1, de 3 de abril de 2002.   Fonte: MEC https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/novembro/ultimos-dias-para-municipios-aderirem-ao-novo-pronacampo 

Adesão ao Na Ponta do Lápis é prorrogada até 19 de dezembro

Programa do MEC busca promover educação financeira, fiscal, previdenciária e securitária na educação básica. Iniciativa já teve adesão de 21 estados e do DF, além de 2.400 municípios brasileiros   Os secretários de educação dos municípios, dos estados e do Distrito Federal ganharam mais tempo para aderir ao programa Na Ponta do Lápis. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e parceiros visa promover ações destinadas à consolidação de esforços para a educação financeira, fiscal, previdenciária e securitária na educação básica. Os entes federativos podem realizar a adesão até 19 de dezembro por meio do módulo do programa no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). Até o momento, 21 estados, o Distrito Federal e mais de 2.400 municípios já aderiram.  Instituído pela Portaria MEC nº 502/2025, o programa investe também na construção da cidadania ao promover uma relação responsável e sustentável com dinheiro e consumo, bem como uma compreensão crítica e consciente acerca de temas como previdência, impostos, seguros, entre outros tópicos que afetam tanto a experiência de vida quanto os projetos de futuro dos estudantes.       Adesão – A participação no programa é voluntária, mediante assinatura do termo de compromisso pelos secretários de educação dos municípios, dos estados e do Distrito Federal. Durante o processo, as redes de educação deverão indicar um profissional para atuar como coordenador técnico do programa.   Após a adesão, as redes deverão: compartilhar com o MEC informações e dados necessários ao planejamento e à execução das ações de assistência da União referentes ao programa, ao monitoramento e à avaliação de sua implementação e seus resultados; elaborar plano de trabalho com foco em elaboração, implantação, fortalecimento e consolidação de ações dedicadas à educação financeira, fiscal, previdenciária e securitária; e mobilizar e engajar os profissionais de sua rede de ensino para a participação nas ações de formação, compartilhamento, sistematização e disseminação de boas práticas no campo da educação financeira, fiscal, previdenciária e securitária.    Para apoiar as redes, o MEC elaborou um Guia Rápido de Adesão, com orientações sobre como realizar o processo dentro do Simec. Também disponibilizou o e-mail cogeb@mec.gov.br para tirar dúvidas e oferecer mais informações.    Fonte: MEC https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/novembro/adesao-ao-na-ponta-do-lapis-e-prorrogada-ate-19-12 

Adesão à política de educação indígena termina sexta-feira (28)

Iniciativa permite consolidar ações voltadas à valorização das culturas e línguas indígenas no ambiente escolar. Quarenta e seis municípios faltantes podem aderir até 28 de novembro, por meio do Simec   (Foto: Divulgação/MEC)   Os 46 municípios que ainda não aderiram à Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE) têm até sexta-feira, 28 de novembro, para participar da política do Ministério da Educação (MEC), por meio da assinatura do termo de adesão, disponível no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec).   A iniciativa, que já teve a adesão de todos os estados e de 394 municípios elegíveis (89,5%), tem como propósito assegurar a oferta e a organização da educação escolar indígena específica e diferenciada, de forma articulada com o regime de colaboração, ao valorizar e fortalecer seus próprios processos de ensino e aprendizagem, seus usos, costumes e tradições. Com isso, o Governo do Brasil reafirma seu compromisso com uma educação plural, equitativa e democrática.  A política será implementada por meio dos Territórios Etnoeducacionais (TEE), que reúnem terras indígenas ocupadas por povos com raízes sociais, históricas, linguísticas e culturais comuns. Cada TEE contará com uma comissão gestora, formalizada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), após consulta aos respectivos povos -, responsável por coordenar, implementar e acompanhar as ações da política, assegurando que a educação escolar chegue com qualidade e respeite as especificidades de cada território.  Recursos – A adesão à PNEEI-TEE pode garantir alguns benefícios às redes de ensino, como a elegibilidade de escolas ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Água e Campo. Cada escola elegível pode receber até R$ 45 mil. Há, ainda, a possibilidade de obter até R$ 3.700 por escola elegível pelo PDDE Diversidades – Territórios Etnoeducacionais. A política também prevê ações de formação e profissionalização docente, bem como investimentos em infraestrutura física e tecnológica para as escolas indígenas, além do fomento à produção, à avaliação e à distribuição de material didático e literário. Outro destaque é o diferencial no financiamento da educação básica: cada matrícula indígena vale até 28% a mais no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), sendo 17% nos anos iniciais e 28% nos anos finais do ensino fundamental.   Pactuação – O MEC assinou, em outubro, a pactuação de 52 TEEs, reforçando o caráter participativo e territorial da política. A cerimônia de assinatura do termo reuniu mais de 300 pessoas, entre lideranças indígenas de todo o país, gestores públicos e representantes de órgãos de controle. Para o MEC, o reconhecimento desses territórios é um passo essencial para garantir uma educação escolar indígena específica, diferenciada, multilíngue e intercultural, conforme previsto no Decreto nº 6.861/2009, que organiza a modalidade em territórios etnoeducacionais, respeitando as especificidades socioculturais e linguísticas de cada povo.     PNEEI-TEE – A Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais tem como finalidade promover a organização e a oferta de qualidade da educação escolar indígena multilíngue, específica, diferenciada e intercultural, com respeito às especificidades e organizações etnoterritoriais de cada povo, conforme orienta o Decreto nº 6.861/2009.     Fonte: MEC https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/novembro/adesao-a-politica-de-educacao-indigena-termina-sexta-28 

Estados, municípios e Distrito Federal recebem nova parcela do Salário-Educação

Repasse de novembro soma R$ 1,67 bilhão e reforça o financiamento da educação básica pública em todo o país     O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), realizou nseta semana (17 a 21/11) a o repasse de mais uma parcela da Quota Estadual e Municipal da contribuição social do Salário-Educação, referente à arrecadação de outubro de 2025, que já está disponível nas contas dos entes federados desde a última quarta-feira, 19/11. O repasse totaliza R$ 1,67 bilhão, elevando o montante distribuído ao longo do ano para R$ 19,7 bilhões. O recurso é uma das principais fontes de financiamento complementar da educação básica, sustentando ações e investimentos em todas as redes públicas de ensino. A contribuição tem origem no recolhimento de 2,5% sobre a folha de pagamento das empresas vinculadas à previdência social e a arrecadação deve alcançar R$ 35,5 bilhões até o fim de 2025. Os valores devudos aos entes federativos são repassados em parcelas mensais. Os recursos podem ser aplicados em formação de profissionais, construção, reforma e manutenção de escolas, compra de equipamentos e mobiliários, além da aquisição de materiais didáticos e transporte escolar. Desde junho de 2025, o MEC também autorizou o uso do Salário-Educação para despesas com alimentação escolar, ampliando o apoio à permanência e à aprendizagem dos estudantes. – Redes de ensino estão autorizadas a usar Salário-Educação na alimentação escolar Do total arrecadado, 60% são destinados às cotas estaduais e municipais, 30% à cota federal e 10% ao FNDE. Desde 2024, a distribuição passou a seguir um critério único e equitativo, baseado exclusivamente no número de matrículas da educação básica pública, garantindo que o valor por aluno seja o mesmo em todo o país.   Fonte: FNDE https://www.gov.br/fnde/pt-br/assuntos/noticias/estados-municipios-e-distrito-federal-recebem-nova-parcela-do-salario-educacao 

MEC lança curso sobre propriedade intelectual para educadores

Com carga horária de 120 horas, nova formação on-line apresenta conceitos de forma prática e aplicada ao cotidiano escolar, com videoaulas, materiais didáticos e avaliações ao final de cada módulo   Na terça-feira, 18 de novembro, o Ministério da Educação (MEC) lançou o curso “Criar, Inovar e Proteger: propriedade intelectual para educadores”, disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem do MEC (Avamec). A formação on-line e gratuita é destinada a professores de todas as etapas da educação básica, com atenção especial ao ensino médio. O curso foi desenvolvido para apoiar docentes na compreensão e na aplicação de conceitos de propriedade intelectual e direito autoral em suas práticas pedagógicas, incentivando a criatividade, a inovação e a proteção das produções intelectuais no ambiente escolar. Com carga horária de 120 horas e ofertado em formato autoinstrucional, o curso permitirá aos participantes: – compreender os fundamentos da propriedade intelectual e do direito autoral e sua relevância para a educação; – explorar conceitos como marcas, patentes, desenhos industriais, indicações geográficas e direitos autorais no contexto escolar; – estimular a criatividade, a pesquisa e o protagonismo dos estudantes; – valorizar e proteger produções escolares e materiais didáticos; – desenvolver práticas interdisciplinares que integrem propriedade intelectual e direito autoral ao currículo. A formação apresenta os conteúdos de forma prática e interdisciplinar, com videoaulas, materiais didáticos e avaliações ao final de cada módulo. A capacitação é certificada, com prazo mínimo de 30 dias e máximo de 120 dias para conclusão. Os interessados em participar da formação podem se inscrever pela plataforma Avamec. Em caso de dúvidas, o MEC disponibiliza o e-mail cursos.avamec@inpi.gov.br   Fonte: MEC https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/novembro/mec-lanca-curso-sobre-propriedade-intelectual-para-educadores 

Planejamento: parceiros institucionais da estratégia Busca Ativa Escolar se reúnem em Brasília

Foram definidas ações para ampliar a adesão dos municípios à Busca Ativa Escolar    Os parceiros institucionais da Busca Ativa Escolar (BAE) – Congemas e Conasems, juntamente com os gestores da estratégia, Undime e UNICEF – se reuniram em Brasília, nesta terça-feira, dia 18 de novembro de 2025, para tratar, entre outros assuntos, sobre a situação geral da estratégia, as ações para 2026 e as adesões municipais nos estados com menor engajamento.  O balanço sobre a BAE mostrou que a estratégia foi responsável, até 18 de novembro de 2025, pela (re)matricula de mais de 310 mil crianças e adolescentes. No ciclo da gestão municipal 2025/2028, já (re)aderiram à Busca Ativa Escolar 2.587 municípios dos 26 estados brasileiros. Em nível estadual, 21 estados são adesos à estratégia. As organizações  definiram várias ações para ampliar as adesões municipais, especialmente nos estados com menor participação. Os presentes também conheceram os resultados de uma avaliação sobre a efetividade da estratégia na (re)matrícula de crianças e adolescentes, sobretudo aquelas em situação de maior vulnerabilidade. Os dados apontam que os municípios adesos foram aqueles que apresentavam maiores taxas de abandono e tiveram uma redução maior, entre 2017 e 2023, em todas as etapas de ensino. Além disso, meninos negros foram o grupo mais matriculado, o que condiz com os dados oficiais nacionais, que apontam esse perfil como o mais excluído da escola. A avaliação será lançada publicamente em breve.  Foram apresentados e debatidos os novos painéis da exclusão escolar, constantes no site da BAE, com os dados e o perfil da exclusão escolar de todos os municípios brasileiros, com base no Censo Demográfico, 2022; os novos motivos de exclusão escolar, discutidos e referendados por Undime, Congemas e Conasems, e que foram inseridos na plataforma em 2025; os detalhes sobre o desenvolvimento da nova plataforma da estratégia; e materiais de comunicação produzidos para apoiar o trabalho das equipes estaduais e municipais. Ainda falaram sobre gravidez na adolescência e os desafios de os estados e municípios implementarem iniciativas e políticas públicas em favor da primeira infância sem orçamento.     Gravidez na adolescência, violências e racismo Durante o encontro, foram apresentadas outras três estratégias do UNICEF: “Educação que Protege”,  “Desenvolvimento Infantil na Primeira Infância” e “Primeira Infância Antirracista”. Os participantes debateram a influência das violências e do racismo na evasão e exclusão escolar e de que maneira a estratégia deve atuar para evitar que essas questões afastem crianças e adolescentes da sala de aula.  Segundo levantamentos realizados pelo UNICEF Brasil, 2 em cada 3 adolescentes que morreram de forma violenta no estado de São Paulo, entre 2018 e 2020, estavam fora da escola, sendo que que em 70% dos casos, a morte ocorreu entre 1 e 2 anos depois da evasão escolar. Em sete cidades cearenses, mais de 70% dos adolescentes assassinados, em 2015, estavam fora da escola há pelo menos seis meses.  A reunião ocorreu no escritório do UNICEF na capital federal. Participaram do encontro Ana Carolina Fonseca, oficial de Educação e Proteção do UNICEF; Carolina Velho, especialista em Educação Infantil do UNICEF; Daniella Rocha, oficial de Educação do UNICEF; Edineide Almeida, coordenadora institucional da Undime; Júlia Ribeiro, especialista de Educação do UNICEF; Marcela Alvarenga, assessora técnica do Conasems; Petrúcio de Lima Ferreira, presidente da Região Nordeste da Undime e Dirigente Municipal de Educação de Goianinha/RN; Renata Dias, coordenadora de projetos da Undime; Valdiosmar Santos, primeiro tesoureiro do Congemas; e Vilmar Klemann, assessor de projetos da Undime. Remotamente, marcaram presença Luciana Phebo, chefe de Saúde do UNICEF Brasil, e Júlia Albino, oficial de Políticas Sociais do UNICEF.     Fonte: Busca Ativa Escolar https://buscaativaescolar.org.br/noticia/planejamento-parceiros-institucionais-da-estrategia-se-reunem-em-brasilia 

MEC institui Indicador Escolas Conectadas

Metodologia medirá o nível de conectividade das escolas públicas brasileiras com o objetivo de universalizar o acesso à internet. Iniciativa faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas     Com o intuito de medir o nível de conectividade das escolas públicas brasileiras, o Ministério da Educação (MEC) instituiu o Indicador Escolas Conectadas (Inec). A iniciativa faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), responsável por articular ações para universalizar o acesso à internet de qualidade e garantir o uso pedagógico da tecnologia digital nas escolas públicas de educação básica. A Resolução nº 8/2025, que cria o indicador, foi publicada na terça-feira, 18 de novembro, no Diário Oficial da União.  De acordo com a resolução, o Inec reúne parâmetros técnicos fundamentais para avaliar se as escolas possuem as condições necessárias para o uso pedagógico da tecnologia. Entre os critérios considerados estão acesso adequado à energia elétrica, velocidade de internet compatível com atividades educacionais e qualidade da distribuição de sinal wi-fi dentro das unidades escolares.  A metodologia prevê o uso de diferentes fontes de informação, como medições técnicas em campo ou por monitoramento remoto, bases administrativas oficiais e dados autodeclarados por redes de ensino e escolas.   As fórmulas de cálculo, critérios e faixas de classificação serão disponibilizados no portal do MEC, garantindo transparência e comparabilidade dos resultados.   Com base nesses parâmetros, o Inec classificará cada escola em um dos seis níveis de conectividade:  – Nível 0 – Sem conexão à internet ou sem energia adequada – Nível 1 – Velocidade inadequada e ausência de wi-fi  – Nível 2 – Velocidade inadequada, com wi-fi  – Nível 3 – Velocidade adequada, sem wi-fi  – Nível 4 – Velocidade adequada, com wi-fi insuficiente – Nível 5 – Velocidade e wi-fi adequados  O indicador será publicado anualmente pelo MEC, com relatórios organizados por escola, rede e ente federativo. Os resultados devem subsidiar o planejamento, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas de conectividade, além de orientar a alocação de recursos e o acompanhamento das metas da Enec.  A coordenação técnica do Inec ficará sob responsabilidade da Secretaria de Educação Básica (SEB), em articulação com os demais órgãos da governança da Enec.   Escolas Conectadas – A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas promove a educação digital como pilar para a transformação das escolas públicas, para universalizar a conectividade com qualidade e garantir acesso democrático e uso pedagógico intencional da tecnologia.  Na dimensão pedagógica, o programa busca fortalecer a utilização da tecnologia de forma consciente e segura a partir de diversas ações, como:  – lançamento de um Referencial de Saberes Digitais Docentes, com ferramenta de diagnóstico (56 mil respostas em 2024);   – assessoria técnica às redes estaduais para implementação curricular da Base Nacional Comum Curricular Computação;   – ciclo de seminários e oficinas, promovendo a educação digital;   – criação de mil laboratórios maker, com investimento de R$ 100 milhões, para estimular o letramento digital e a aprendizagem ativa; e  – edital para novos cursos no Avamec, aprovando 61 cursos e beneficiando mais de 100 mil professores.    Essas ações impulsionam a inovação pedagógica, fortalecem a formação docente e promovem a equidade no letramento digital da comunidade escolar.   Fonte: MEC https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/novembro/mec-institui-indicador-escolas-conectadas