Fórum Regional da Undime promove debates estratégicos para a melhoria da educação no Sudeste brasileiro

Além das atividades da plenária, os participantes puderam receber atendimento governamental, participar de oficinas temáticas e conhecer iniciativas na área de exposições Nos dias 16 e 17 de maio, a cidade de São Paulo/ SP, foi palco de reflexões sobre educação básica pública municipal durante o Fórum Regional Sudeste Undime. O evento reuniu Dirigentes Municipais de Educação da região para discutir temas e compartilhar experiências visando a melhoria da qualidade do ensino oferecido pelas redes de ensino. Com uma programação voltada para o que há de mais urgente no âmbito educacional, durante o fórum, uma variedade de assuntos foi abordada, o que retrata a diversidade de desafios enfrentados pela educação brasileira. No encerramento do evento, o presidente da Undime, Alessio Costa Lima, Dirigente Municipal de Educação de Ibaretama/ CE, agradeceu a participação dos municípios, que mesmo com a proximidade do período eleitoral, fizeram questão de estar presentes, pois sabem que os assuntos tratados nos Fóruns da Undime são de grande relevância para o trabalho das gestões municipais e impactam na vida e aprendizado dos estudantes de todo país. “Sobretudo quando se trata dos Fóruns Regionais, estamos em busca de fortalecer a educação nacional, descentralizando os debates e proporcionando um espaço para conhecer a realidade de cada região do país. É através de eventos como este que podemos entender as demandas específicas de cada localidade e trabalhar de forma colaborativa para encontrar soluções que atendam às necessidades das redes de ensino e de todos os estudantes brasileiros. Fato que em que em um evento nacional, com cerca de duas mil pessoas, fica mais difícil tratar assuntos de maneira regionalizada”, ressalta Alessio. Atendimento governamental O Fórum Regional Sudeste da Undime foi muito mais do que um evento de palestras e mesas-redondas: quem esteve presente também teve a oportunidade de receber atendimento individualizado do Ministério da Educação (MEC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que responderam questões, sanaram dúvidas e forneceram informações sobre políticas e programas educacionais. Participante do evento, Maria Virgínia Rocha, Dirigente Municipal de Educação de Nova Iguaçu/ RJ, parabenizou a iniciativa da Undime em trabalhar as demandas e temas de âmbito nacional, de forma regionalizada. “Durante esses dois tivemos a oportunidade de conhecer dados e obter informações de maneira individualizada. Assim, conseguimos olhar para o que nossa região e nossas redes precisam e entender que as nossas demandas que podem ser diferentes de outros locais”. Oficinas temáticas Uma das principais atrações do Fórum foram as oficinas temáticas, realizadas pelo MEC e FNDE. Com temas como Prestação de Contas, Educação Infantil, PNLD, Anos Finais do Ensino Fundamental, Educação Digital, Fundeb e Condicionalidades do VAAR, esses momentos proporcionaram uma oportunidade única de aprimoramento e atualização sobre as políticas públicas educacionais em curso, na qual os participantes puderam aprofundar-se em temas visando a melhoria da qualidade da educação. A iniciativa representou importantes espaços de reflexão e troca de conhecimento em um ambiente colaborativo e participativo. Dirigente Municipal de Educação de Baependi/ MG, Dalva Ilha, define a participação no Fórum Regional Sudeste como um momento de integração, convivência e de estar juntos em prol de um objetivo. “Aqui podemos observar que as dores não são só nossas e todos nós aqui presentes dividimos as mesmas dificuldades. Isso é essencial para repensamos e refletimos a educação pública do nosso país”, afirmou. Dalva conta que explorou todas as possibilidades de conteúdos que o Fórum proporcionou. “Estar aqui é muito interessante, pois temos a oportunidade de participar das oficinas, compartilhar as nossas dúvidas. Eu tive a oportunidade de participar da oficina de prestação de contas, que foi muito enriquecedora. Além disso, o atendimento do MEC e FNDE sanou minhas dúvidas, principalmente nesse momento pré-eleitoral em que todos nós queremos entregar o município com as contas em dia e tudo certinho”, explicou. O presidente regional Sudeste, Luiz Miguel Martins Garcia, Dirigente Municipal de Educação de Sud Mennucci/ SP, e presidente da Undime São Paulo, destacou a importância do engajamento de todos os estados da região que estão em busca de avanços significativos para suas redes. ” O Fórum proporcionou um espaço para fortalecermos nossa parceria, enquanto Undime, a fim de que possamos avançar juntos na construção de uma educação de qualidade que queremos”, concluiu. O espaço de exposição disponível durante o Fórum Regional Sudeste possibilitou aos participantes conhecer de perto as iniciativas de institutos e fundações parceiras da Undime, além de conferir os produtos e tecnologias das empresas credenciadas que prestigiaram o evento. Desde recursos digitais, passando por equipamentos e serviços especializados, quem esteve presente teve uma importante oportunidade de se conectar com o que há de mais inovador na área educacional. Fonte: Undime
Educação digital, políticas de conectividade e desafios das adolescências encerram os debates do Fórum Sudeste

Temas apresentados oportunizaram momentos de aprendizagem e de reflexão para Dirigentes e equipes técnicas das secretarias As últimas mesas-redondas do Fórum Sudeste da Undime proporcionaram análises profundas sobre a implementação das políticas de conectividade e de educação digital no cotidiano escolar e os desafios enfrentados pelas adolescências no ambiente escolar. A incorporação do complemento da BNCC sobre computação nos currículos da educação digital, de forma transversal, obrigatoriamente pelas escolas das redes municipais e estaduais, foi um dos temas do Fórum Sudeste da Undime. Durante a mesa-redonda “Os desafios da implementação das Políticas de Conectividade e de Educação Digital no cotidiano escolar”, Ana dal Fabbro, coordenadora-geral de Tecnologia e Inovação da Educação Básica no Ministério da Educação (MEC), e André Luiz da Cunha, líder da estratégia de assessoria técnica às redes para a implementação do complemento à BNCC sobre computação na Fundação Telefônica Vivo, compartilharam informações importantes para que as redes de ensino possam, de fato, levar conectividade e promover a educação digital nas escolas. A mediação foi conduzida por Osório Luis Figueiredo de Souza, Dirigente Municipal de Educação de Cachoeiras de Macacu/RJ, presidente da Undime RJ e vice-presidente da Região Sudeste. Ana Dal Fabbro, reforçou a importância de educar com tecnologia para a inclusão e cidadania digital e elencou algumas das ações do MEC para promover a conectividade de qualidade para uso pedagógico em 100% das escolas conectadas até 2026. “Estamos trabalhando para incentivar que os currículos estejam alinhados à BNCC, incluindo cidadania digital e novas competências digitais adequadas a cada etapa de ensino para o desenvolvimento das competências digitais de estudantes e profissionais da Educação Básica, a fim de que possam usar, entender e refletir sobre tecnologia”. Entre outras questões referentes à educação digital e conectividade, André Cunha, apresentou alguns dados da pesquisa realizada pela Undime, em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, sobre tecnologias digitais nas escolas municipais do Brasil. De acordo com os dados apurados em 2023, pelo menos uma a cada cinco (21%) redes municipais do Brasil ainda não têm o ensino de Tecnologia e Computação no currículo dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Nos anos finais, são 17%. Já na Educação Infantil, o índice sobe para 37%. Além disso, 39% dos municípios afirmam não ter ofertado formação continuada para as temáticas de tecnologia digitais aos docentes da rede e 78% dos entrevistados apontaram que “formações em tecnologia e computação para os professores da rede” devem ser priorizadas nos próximos anos. Acesse o relatório da pesquisa. Desafios das adolescências Os desafios enfrentados pelas adolescências e juventudes no contexto educacional foram abordados na mesa que encerrou a programação do Fórum Regional Sudeste. Tereza Farias, coordenadora-geral de Ensino Fundamental do MEC, e Patrícia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social, lideraram uma discussão esclarecedora sobre as dificuldades enfrentadas por estudantes e educadores nessa etapa de ensino, que requerem um olhar e políticas públicas específicas. A mesa-redonda foi conduzida pela professora Mariane Pimenta, Dirigente Municipal de Educação de Três Pontas/MG. A representante do MEC, Tereza Farias apresentou um panorama dos Anos Finais do Ensino Fundamental na Região Sudeste, que possui 3.607.893 matrículas, sendo 31% oferecidas pelas redes municipais, 12.758 escolas e 231.491 docentes. Ela também ressaltou as mudanças que os adolescentes passam nessa fase da vida e de que forma isso impacta no rendimento escolar. “A falta de interesse pelas aulas, por exemplo, é consequência de um cérebro em reestruturação, o que demanda que a escola que promova desafios e que sejam instigante para os adolescentes”. Tereza mencionou, ainda, a iniciativa que o Ministério da Educação está desenvolvendo junto à Undime e ao Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), para a política de fortalecimento dos anos finais do ensino fundamental, o Programa Escola das Adolescências. Dentre as atividades, as escolas serão convidadas a construir um plano de ação participativo orientadas pelos instrumentos fornecidos na Semana da Escuta das Adolescências e da devolutiva dos formulários pelo MEC. Patrícia Mota Guedes levantou a questão da trajetória escolar, voltada para os Anos Finais do Fundamental. “No Brasil, apenas 5 em cada 10 estudantes têm trajetória regular, sem abandono, reprovação e repetência ao final do 9º ano do Ensino Fundamental. E no 9º ano do Ensino Fundamental, apenas 35% dos estudantes têm desempenho adequado em língua portuguesa, já em matemática, apenas 15% têm desempenho adequado”, apontou. Para apresentar o cenário desta etapa de ensino, Patrícia compartilhou os dados do estudo realizado pelo Itaú Social e pela Undime intitulado “Percepções e Desafios dos Anos Finais do Ensino Fundamental nas redes municipais de ensino”. Embora a escuta tenha tido a participação de todos os os estados e regiões brasileiras, ela apresentou os dados voltados para a região Sudeste, que tem 40% das redes municipais ofertando Anos Finais. “As redes municipais da região têm enfrentado desafios para implementar estratégias de transição entre as etapas e 28% realizam somente às vezes ou raramente ações para o fortalecimento da relação entre as famílias, escola e comunidade e 53% delas ocasionalmente ou raramente implementam espaços de diálogo e ações intersetoriais para abordar questões relacionadas à saúde mental dos estudantes”, explicou a superintendente do Itaú Social. Fonte: Undime
Fórum Regional da Undime promove debates estratégicos para a melhoria da educação no Sudeste brasileiro

Além das atividades da plenária, os participantes puderam receber atendimento governamental, participar de oficinas temáticas e conhecer iniciativas na área de exposições Nos dias 16 e 17 de maio, a cidade de São Paulo/ SP, foi palco de reflexões sobre educação básica pública municipal durante o Fórum Regional Sudeste Undime. O evento reuniu Dirigentes Municipais de Educação da região para discutir temas e compartilhar experiências visando a melhoria da qualidade do ensino oferecido pelas redes de ensino. Com uma programação voltada para o que há de mais urgente no âmbito educacional, durante o fórum, uma variedade de assuntos foi abordada, o que retrata a diversidade de desafios enfrentados pela educação brasileira. No encerramento do evento, o presidente da Undime, Alessio Costa Lima, Dirigente Municipal de Educação de Ibaretama/ CE, agradeceu a participação dos municípios, que mesmo com a proximidade do período eleitoral, fizeram questão de estar presentes, pois sabem que os assuntos tratados nos Fóruns da Undime são de grande relevância para o trabalho das gestões municipais e impactam na vida e aprendizado dos estudantes de todo país. “Sobretudo quando se trata dos Fóruns Regionais, estamos em busca de fortalecer a educação nacional, descentralizando os debates e proporcionando um espaço para conhecer a realidade de cada região do país. É através de eventos como este que podemos entender as demandas específicas de cada localidade e trabalhar de forma colaborativa para encontrar soluções que atendam às necessidades das redes de ensino e de todos os estudantes brasileiros. Fato que em que em um evento nacional, com cerca de duas mil pessoas, fica mais difícil tratar assuntos de maneira regionalizada”, ressalta Alessio. Atendimento governamental O Fórum Regional Sudeste da Undime foi muito mais do que um evento de palestras e mesas-redondas: quem esteve presente também teve a oportunidade de receber atendimento individualizado do Ministério da Educação (MEC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que responderam questões, sanaram dúvidas e forneceram informações sobre políticas e programas educacionais.Participante do evento, Maria Virgínia Rocha, Dirigente Municipal de Educação de Nova Iguaçu/ RJ, parabenizou a iniciativa da Undime em trabalhar as demandas e temas de âmbito nacional, de forma regionalizada. “Durante esses dois tivemos a oportunidade de conhecer dados e obter informações de maneira individualizada. Assim, conseguimos olhar para o que nossa região e nossas redes precisam e entender que as nossas demandas que podem ser diferentes de outros locais”. Oficinas temáticas Uma das principais atrações do Fórum foram as oficinas temáticas, realizadas pelo MEC e FNDE. Com temas como Prestação de Contas, Educação Infantil, PNLD, Anos Finais do Ensino Fundamental, Educação Digital, Fundeb e Condicionalidades do VAAR, esses momentos proporcionaram uma oportunidade única de aprimoramento e atualização sobre as políticas públicas educacionais em curso, na qual os participantes puderam aprofundar-se em temas visando a melhoria da qualidade da educação. A iniciativa representou importantes espaços de reflexão e troca de conhecimento em um ambiente colaborativo e participativo. Dirigente Municipal de Educação de Baependi/ MG, Dalva Ilha, define a participação no Fórum Regional Sudeste como um momento de integração, convivência e de estar juntos em prol de um objetivo. “Aqui podemos observar que as dores não são só nossas e todos nós aqui presentes dividimos as mesmas dificuldades. Isso é essencial para repensamos e refletimos a educação pública do nosso país”, afirmou. Dalva conta que explorou todas as possibilidades de conteúdos que o Fórum proporcionou. “Estar aqui é muito interessante, pois temos a oportunidade de participar das oficinas, compartilhar as nossas dúvidas. Eu tive a oportunidade de participar da oficina de prestação de contas, que foi muito enriquecedora. Além disso, o atendimento do MEC e FNDE sanou minhas dúvidas, principalmente nesse momento pré-eleitoral em que todos nós queremos entregar o município com as contas em dia e tudo certinho”, explicou. O presidente regional Sudeste, Luiz Miguel Martins Garcia, Dirigente Municipal de Educação de Sud Mennucci/ SP, e presidente da Undime São Paulo, destacou a importância do engajamento de todos os estados da região que estão em busca de avanços significativos para suas redes. ” O Fórum proporcionou um espaço para fortalecermos nossa parceria, enquanto Undime, a fim de que possamos avançar juntos na construção de uma educação de qualidade que queremos”, concluiu. O espaço de exposição disponível durante o Fórum Regional Sudeste possibilitou aos participantes conhecer de perto as iniciativas de institutos e fundações parceiras da Undime, além de conferir os produtos e tecnologias das empresas credenciadas que prestigiaram o evento. Desde recursos digitais, passando por equipamentos e serviços especializados, quem esteve presente teve uma importante oportunidade de se conectar com o que há de mais inovador na área educacional. Fonte: Undime
Educação digital, políticas de conectividade e desafios das adolescências encerram os debates do Fórum Sudeste

Temas apresentados oportunizaram momentos de aprendizagem e de reflexão para Dirigentes e equipes técnicas das secretarias As últimas mesas-redondas do Fórum Sudeste da Undime proporcionaram análises profundas sobre a implementação das políticas de conectividade e de educação digital no cotidiano escolar e os desafios enfrentados pelas adolescências no ambiente escolar. A incorporação do complemento da BNCC sobre computação nos currículos da educação digital, de forma transversal, obrigatoriamente pelas escolas das redes municipais e estaduais, foi um dos temas do Fórum Sudeste da Undime. Durante a mesa-redonda “Os desafios da implementação das Políticas de Conectividade e de Educação Digital no cotidiano escolar”, Ana dal Fabbro, coordenadora-geral de Tecnologia e Inovação da Educação Básica no Ministério da Educação (MEC), e André Luiz da Cunha, líder da estratégia de assessoria técnica às redes para a implementação do complemento à BNCC sobre computação na Fundação Telefônica Vivo, compartilharam informações importantes para que as redes de ensino possam, de fato, levar conectividade e promover a educação digital nas escolas. A mediação foi conduzida por Osório Luis Figueiredo de Souza, Dirigente Municipal de Educação de Cachoeiras de Macacu/RJ, presidente da Undime RJ e vice-presidente da Região Sudeste. Ana Dal Fabbro, reforçou a importância de educar com tecnologia para a inclusão e cidadania digital e elencou algumas das ações do MEC para promover a conectividade de qualidade para uso pedagógico em 100% das escolas conectadas até 2026. “Estamos trabalhando para incentivar que os currículos estejam alinhados à BNCC, incluindo cidadania digital e novas competências digitais adequadas a cada etapa de ensino para o desenvolvimento das competências digitais de estudantes e profissionais da Educação Básica, a fim de que possam usar, entender e refletir sobre tecnologia”. Entre outras questões referentes à educação digital e conectividade, André Cunha, apresentou alguns dados da pesquisa realizada pela Undime, em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, sobre tecnologias digitais nas escolas municipais do Brasil. De acordo com os dados apurados em 2023, pelo menos uma a cada cinco (21%) redes municipais do Brasil ainda não têm o ensino de Tecnologia e Computação no currículo dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Nos anos finais, são 17%. Já na Educação Infantil, o índice sobe para 37%. Além disso, 39% dos municípios afirmam não ter ofertado formação continuada para as temáticas de tecnologia digitais aos docentes da rede e 78% dos entrevistados apontaram que “formações em tecnologia e computação para os professores da rede” devem ser priorizadas nos próximos anos. Acesse o relatório da pesquisa. Desafios das adolescências Os desafios enfrentados pelas adolescências e juventudes no contexto educacional foram abordados na mesa que encerrou a programação do Fórum Regional Sudeste. Tereza Farias, coordenadora-geral de Ensino Fundamental do MEC, e Patrícia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social, lideraram uma discussão esclarecedora sobre as dificuldades enfrentadas por estudantes e educadores nessa etapa de ensino, que requerem um olhar e políticas públicas específicas. A mesa-redonda foi conduzida pela professora Mariane Pimenta, Dirigente Municipal de Educação de Três Pontas/MG. A representante do MEC, Tereza Farias apresentou um panorama dos Anos Finais do Ensino Fundamental na Região Sudeste, que possui 3.607.893 matrículas, sendo 31% oferecidas pelas redes municipais, 12.758 escolas e 231.491 docentes. Ela também ressaltou as mudanças que os adolescentes passam nessa fase da vida e de que forma isso impacta no rendimento escolar. “A falta de interesse pelas aulas, por exemplo, é consequência de um cérebro em reestruturação, o que demanda que a escola que promova desafios e que sejam instigante para os adolescentes”. Tereza mencionou, ainda, a iniciativa que o Ministério da Educação está desenvolvendo junto à Undime e ao Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), para a política de fortalecimento dos anos finais do ensino fundamental, o Programa Escola das Adolescências. Dentre as atividades, as escolas serão convidadas a construir um plano de ação participativo orientadas pelos instrumentos fornecidos na Semana da Escuta das Adolescências e da devolutiva dos formulários pelo MEC. Patrícia Mota Guedes levantou a questão da trajetória escolar, voltada para os Anos Finais do Fundamental. “No Brasil, apenas 5 em cada 10 estudantes têm trajetória regular, sem abandono, reprovação e repetência ao final do 9º ano do Ensino Fundamental. E no 9º ano do Ensino Fundamental, apenas 35% dos estudantes têm desempenho adequado em língua portuguesa, já em matemática, apenas 15% têm desempenho adequado”, apontou. Para apresentar o cenário desta etapa de ensino, Patrícia compartilhou os dados do estudo realizado pelo Itaú Social e pela Undime intitulado “Percepções e Desafios dos Anos Finais do Ensino Fundamental nas redes municipais de ensino”. Embora a escuta tenha tido a participação de todos os os estados e regiões brasileiras, ela apresentou os dados voltados para a região Sudeste, que tem 40% das redes municipais ofertando Anos Finais. “As redes municipais da região têm enfrentado desafios para implementar estratégias de transição entre as etapas e 28% realizam somente às vezes ou raramente ações para o fortalecimento da relação entre as famílias, escola e comunidade e 53% delas ocasionalmente ou raramente implementam espaços de diálogo e ações intersetoriais para abordar questões relacionadas à saúde mental dos estudantes”, explicou a superintendente do Itaú Social. Fonte: Undime
Redução das desigualdades educacionais é tema de debate no Fórum Sudeste

Mesa-redonda teve a participação de representantes do MEC, Inep e de secretarias municipais de educação A gestão democrática, a redução das desigualdades educacionais e o VAAR também estiveram em destaque nas discussões do Fórum Regional. Valdoir Pedro Wathier, diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica no MEC; Adolfo Samuel de Oliveira, coordenador-geral de Estudos Educacionais no INEP; e Bruno Lopes Correia, Dirigente Adjunto de Educação do Município de São Paulo, compartilharam perspectivas sobre esses desafios, em uma mesa que também contou com a participação do presidente nacional da Undime, Alessio Costa Lima, Dirigente Municipal de Educação de Ibaretama CE, como um dos debatedores. O presidente da Undime iniciou a fala chamando a atenção para o fato da esfera municipal der a que detém o maior número de matrículas da educação básica com 49,3% dos estudantes, enquanto que 30% estão atreladas às redes estaduais, 19,9% as redes particulares e 0,8% na federal. “Temos que destacar aqui que quem financia a educação básica são os municípios. Detemos a maior parte dos matriculados”, afirmou. Adolfo Oliveira, representante do Inep, trouxe como referencial da sua fala, o cumprimento da meta 7 do Plano Nacional de Educação (PNE), que objetiva o aumento do desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). De acordo com a Adolfo, a redução das desigualdades deve ter foco pedagógico e a autarquia do MEC recomenda a incorporação de do indicador de aprendizagem no VAAR. “O Inep está estudando a viabilidade da implementação do indicador de modo a democratizar a educação básica ao fomentar que o desenvolvimento dos alunos mais ou menos vulneráveis sejam mais próximos”, informou. Valdoir Wathier, começou evidenciando a necessidade de se reconhecer que o país tem oportunidades educacionais extremamente desiguais e que o VAAR representa uma das iniciativas que estão relacionadas ao fortalecimento da gestão democrática. “O primeiro passo é reconhecer essa disparidade e compete conjuntamente aos municípios, estados e ao governo federal, em regime de colaboração, promover a equalização de oportunidades educacionais garantindo um padrão mínimo de qualidade. A União desempenha esse papel por meio de políticas nacionais articuladas, de assistência técnica e financeira, pois sabemos que os mecanismos de financiamento têm uma capacidade muito grande de contribuir para construir esse direcionamento dos recursos de acordo com as necessidades identificadas”. Para ter direito a receber os recursos da complementação VAAR, do Fundeb, é preciso cumprir condicionalidades, entre elas, de melhoria de gestão, evolução de indicadores, de atendimento e de melhoria da aprendizagem com redução das desigualdades. O Dirigente Adjunto de São Paulo, Bruno Lopes, apresentou as principais iniciativas e programas desenvolvidos pela Secretaria, que após cumprir as condicionalidades do VAAR, é a primeira vez que o município recebe a complementação, que este ano será de aproximadamente 185 milhões. Em comum, todos os debatedores foram concordaram que sem reduzir as desigualdades educacionais, União, estados e municípios não conseguirão promover o direito à educação, à aprendizagem e ao desenvolvimento. “É preciso garantir que as redes de ensino possam promover o acesso igualitário e uma educação de qualidade com equidade aos estudantes, independentemente de sua raça, cor, condição socioeconômica ou local de sua residência e o VAAR/Fundeb representa uma fonte de financiamento essencial para a redução das desigualdades no ensino público”, completou Alessio. Fonte: Undime
Segundo dia do Fórum Regional Sudeste da Undime começa debatendo educação antirracista

Participam do evento centenas de líderes educacionais, entre Dirigentes Municipais de Educação, técnicos das secretarias dos municípios do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo Nesta sexta-feira, 17 de maio, o Fórum Regional Sudeste da Undime iniciou as atividades com discussões sobre antirracismo e monitoramento dos planos decenais de educação, cada tema, em seu aspecto, tem fundamental importância para o avanço da educação no Brasil. Realizado em São Paulo, o evento reuniu líderes educacionais de todo o país para debater e compartilhar experiências sobre temas relevantes para a gestão e o desenvolvimento do ensino público. Uma das mesas-redondas mais aguardadas da programação abordou a implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08, que visam promover o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. O debate teve a participação de Valquiria Santos Silva, coordenadora-geral de Formação Continuada para as Relações Étnico-Raciais e a Educação Escolar Quilombola no Ministério da Educação (MEC); Beatriz Soares Benedito, analista de políticas públicas no Instituto Alana; e Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial na Fundação Lemann, sob a mediação de Clélia Mara Santos, Dirigente Municipal de Educação de Araraquara/SP e representante da Undime na Comissão Nacional para a Educação das Relações Étnico-Raciais, os participantes puderam explorar estratégias para a efetivação dessas leis e sua importância na construção de uma educação mais inclusiva e plural. “Em um período em que tantos direitos têm sido negligenciados, nunca foi tão necessário que a gente, escute, reflita e aprenda sobre educação antirracista”, afirmou a mediadora, Clélia Santos. Beatriz Benedito apresentou os dados da pesquisa realizada pelo Instituto Alana e o Instituto da Mulher Negra (Geledés), com apoio da Undime e da organização internacional Imaginable Futures, que analisou a implementação da Lei 10.639/03, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB), no artigo 26A tornando obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira no currículo oficial da educação básica pública e privada. O estudo, realizado em 2022, revelou que 71% das secretarias ainda não haviam implementaram a lei, 18% não realizavam nenhum tipo de ação; 53% ações menos estruturadas e cerca de apenas 29% realizavam ações consistentes e perene. A vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann, Alessandra Benedito, iniciou a fala com uma espécie de questionário para medir o grau de privilégios ou da falta deles com os participantes do Fórum. Ao final, ressaltou que as desigualdades raciais precisam ser superadas o quanto antes. “Estamos disponíveis para ajudar no processo de mudança. Trabalhamos para não termos que discutir questões como essa, pois esperamos ter outros desafios a serem enfrentados”, explicou. A representante do Ministério da Educação, completou: “Escola é local de garantia de aprendizagem e não podemos deixar os estudantes pretos e pardos para trás. Os dados nos revelam isso e queremos mexer nessa trajetória escolar e mudar a realidade com a melhoria dos resultados com equidade e sem racismo, para termos cenários melhores, a partir de uma política de indução do governo federal”, afirmou Valquiria Silva. Outro tema relevante discutido durante a manhã foi o monitoramento dos planos decenais e memorial de gestão, foi tema do painel que contou com a participação de Maria Selma Rocha, diretora de Articulação com os Sistemas de Ensino, Planos Decenais e Valorização dos Profissionais da Educação no MEC; Alessandra Santos de Assis, coordenadora-geral do Sistema de Educação no MEC e mediação de Luiz Miguel Martins Garcia, Dirigente Municipal de Educação de Sud Mennucci/SP, presidente da seccional de São Paulo e da Região Sudeste. Garcia reforçou a importância do registro dos dados, sobretudo agora no fim das gestões nas redes municipais de ensino para a preservação das políticas educacionais e a promoção de uma transição republicana. No Conviva Educação, plataforma gratuita desenvolvida pela Undime para dar apoio à gestão da Educação Municipal, tem a ferramenta de Memorial de Gestão. A partir dela, a secretaria de educação pode criar um documento que vai servir como um norteador e orientador para apoiar a transição de gestão, pois reunirá informações importantes de tudo o que foi feito nos últimos quatro anos. A funcionalidade possibilita a construção de relatórios que apoiam a transição de gestão entre equipes da secretaria municipal de Educação. Ela pode ser usada para registrar a memória dos ciclos de mandato, contribuindo para que cada rede municipal e deixe seu legado. Acesse convivaeducacao.org.br e conheça a ferramenta. Fonte: Undime
Redução das desigualdades educacionais é tema de debate no Fórum Sudeste

Mesa-redonda teve a participação de representantes do MEC, Inep e de secretarias municipais de educação A gestão democrática, a redução das desigualdades educacionais e o VAAR também estiveram em destaque nas discussões do Fórum Regional. Valdoir Pedro Wathier, diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica no MEC; Adolfo Samuel de Oliveira, coordenador-geral de Estudos Educacionais no INEP; e Bruno Lopes Correia, Dirigente Adjunto de Educação do Município de São Paulo, compartilharam perspectivas sobre esses desafios, em uma mesa que também contou com a participação do presidente nacional da Undime, Alessio Costa Lima, Dirigente Municipal de Educação de Ibaretama CE, como um dos debatedores. O presidente da Undime iniciou a fala chamando a atenção para o fato da esfera municipal der a que detém o maior número de matrículas da educação básica com 49,3% dos estudantes, enquanto que 30% estão atreladas às redes estaduais, 19,9% as redes particulares e 0,8% na federal. “Temos que destacar aqui que quem financia a educação básica são os municípios. Detemos a maior parte dos matriculados”, afirmou. Adolfo Oliveira, representante do Inep, trouxe como referencial da sua fala, o cumprimento da meta 7 do Plano Nacional de Educação (PNE), que objetiva o aumento do desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). De acordo com a Adolfo, a redução das desigualdades deve ter foco pedagógico e a autarquia do MEC recomenda a incorporação de do indicador de aprendizagem no VAAR. “O Inep está estudando a viabilidade da implementação do indicador de modo a democratizar a educação básica ao fomentar que o desenvolvimento dos alunos mais ou menos vulneráveis sejam mais próximos”, informou. Valdoir Wathier, começou evidenciando a necessidade de se reconhecer que o país tem oportunidades educacionais extremamente desiguais e que o VAAR representa uma das iniciativas que estão relacionadas ao fortalecimento da gestão democrática. “O primeiro passo é reconhecer essa disparidade e compete conjuntamente aos municípios, estados e ao governo federal, em regime de colaboração, promover a equalização de oportunidades educacionais garantindo um padrão mínimo de qualidade. A União desempenha esse papel por meio de políticas nacionais articuladas, de assistência técnica e financeira, pois sabemos que os mecanismos de financiamento têm uma capacidade muito grande de contribuir para construir esse direcionamento dos recursos de acordo com as necessidades identificadas”. Para ter direito a receber os recursos da complementação VAAR, do Fundeb, é preciso cumprir condicionalidades, entre elas, de melhoria de gestão, evolução de indicadores, de atendimento e de melhoria da aprendizagem com redução das desigualdades. O Dirigente Adjunto de São Paulo, Bruno Lopes, apresentou as principais iniciativas e programas desenvolvidos pela Secretaria, que após cumprir as condicionalidades do VAAR, é a primeira vez que o município recebe a complementação, que este ano será de aproximadamente 185 milhões. Em comum, todos os debatedores foram concordaram que sem reduzir as desigualdades educacionais, União, estados e municípios não conseguirão promover o direito à educação, à aprendizagem e ao desenvolvimento. “É preciso garantir que as redes de ensino possam promover o acesso igualitário e uma educação de qualidade com equidade aos estudantes, independentemente de sua raça, cor, condição socioeconômica ou local de sua residência e o VAAR/Fundeb representa uma fonte de financiamento essencial para a redução das desigualdades no ensino público”, completou Alessio. Fonte: Undime
Segundo dia do Fórum Regional Sudeste da Undime começa debatendo educação antirracista

Participam do evento centenas de líderes educacionais, entre Dirigentes Municipais de Educação, técnicos das secretarias dos municípios do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo Nesta sexta-feira, 17 de maio, o Fórum Regional Sudeste da Undime iniciou as atividades com discussões sobre antirracismo e monitoramento dos planos decenais de educação, cada tema, em seu aspecto, tem fundamental importância para o avanço da educação no Brasil. Realizado em São Paulo, o evento reuniu líderes educacionais de todo o país para debater e compartilhar experiências sobre temas relevantes para a gestão e o desenvolvimento do ensino público. Uma das mesas-redondas mais aguardadas da programação abordou a implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08, que visam promover o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. O debate teve a participação de Valquiria Santos Silva, coordenadora-geral de Formação Continuada para as Relações Étnico-Raciais e a Educação Escolar Quilombola no Ministério da Educação (MEC); Beatriz Soares Benedito, analista de políticas públicas no Instituto Alana; e Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial na Fundação Lemann, sob a mediação de Clélia Mara Santos, Dirigente Municipal de Educação de Araraquara/SP e representante da Undime na Comissão Nacional para a Educação das Relações Étnico-Raciais, os participantes puderam explorar estratégias para a efetivação dessas leis e sua importância na construção de uma educação mais inclusiva e plural. “Em um período em que tantos direitos têm sido negligenciados, nunca foi tão necessário que a gente, escute, reflita e aprenda sobre educação antirracista”, afirmou a mediadora, Clélia Santos. Beatriz Benedito apresentou os dados da pesquisa realizada pelo Instituto Alana e o Instituto da Mulher Negra (Geledés), com apoio da Undime e da organização internacional Imaginable Futures, que analisou a implementação da Lei 10.639/03, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB), no artigo 26A tornando obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira no currículo oficial da educação básica pública e privada. O estudo, realizado em 2022, revelou que 71% das secretarias ainda não haviam implementaram a lei, 18% não realizavam nenhum tipo de ação; 53% ações menos estruturadas e cerca de apenas 29% realizavam ações consistentes e perene. A vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann, Alessandra Benedito, iniciou a fala com uma espécie de questionário para medir o grau de privilégios ou da falta deles com os participantes do Fórum. Ao final, ressaltou que as desigualdades raciais precisam ser superadas o quanto antes. “Estamos disponíveis para ajudar no processo de mudança. Trabalhamos para não termos que discutir questões como essa, pois esperamos ter outros desafios a serem enfrentados”, explicou. A representante do Ministério da Educação, completou: “Escola é local de garantia de aprendizagem e não podemos deixar os estudantes pretos e pardos para trás. Os dados nos revelam isso e queremos mexer nessa trajetória escolar e mudar a realidade com a melhoria dos resultados com equidade e sem racismo, para termos cenários melhores, a partir de uma política de indução do governo federal”, afirmou Valquiria Silva. Outro tema relevante discutido durante a manhã foi o monitoramento dos planos decenais e memorial de gestão, foi tema do painel que contou com a participação de Maria Selma Rocha, diretora de Articulação com os Sistemas de Ensino, Planos Decenais e Valorização dos Profissionais da Educação no MEC; Alessandra Santos de Assis, coordenadora-geral do Sistema de Educação no MEC e mediação de Luiz Miguel Martins Garcia, Dirigente Municipal de Educação de Sud Mennucci/SP, presidente da seccional de São Paulo e da Região Sudeste. Garcia reforçou a importância do registro dos dados, sobretudo agora no fim das gestões nas redes municipais de ensino para a preservação das políticas educacionais e a promoção de uma transição republicana. No Conviva Educação, plataforma gratuita desenvolvida pela Undime para dar apoio à gestão da Educação Municipal, tem a ferramenta de Memorial de Gestão. A partir dela, a secretaria de educação pode criar um documento que vai servir como um norteador e orientador para apoiar a transição de gestão, pois reunirá informações importantes de tudo o que foi feito nos últimos quatro anos. A funcionalidade possibilita a construção de relatórios que apoiam a transição de gestão entre equipes da secretaria municipal de Educação. Ela pode ser usada para registrar a memória dos ciclos de mandato, contribuindo para que cada rede municipal e deixe seu legado. Acesse convivaeducacao.org.br e conheça a ferramenta. Fonte: Undime
Criança Alfabetizada: formação docente ocorre no Brasil todo

Cursos voltados a professores dos anos iniciais do ensino fundamental visam garantir que todas as crianças brasileiras aprendam a ler na idade certa O Ministério da Educação (MEC) está fornecendo assessoramento técnico, pedagógico e financeiro para realização de formações voltadas a professores dos anos iniciais do ensino fundamental por todo o País. As ações fazem parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, que objetiva fomentar e fortalecer o regime de colaboração entre os estados, o Distrito Federal, os municípios e a União. O intuito é garantir a formulação e implementação de ações estratégicas para todas as crianças brasileiras estarem alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental, além de apoiar a recomposição das aprendizagens até o 5º ano dos estudantes prejudicados pela pandemia. Em Diadema (SP), a Secretaria Municipal de Educação, no dia 27 de abril, iniciou um curso especial de qualificação para professores que atuam na alfabetização de crianças de 1º e 2º anos do ensino fundamental. Um grupo de 140 docentes participará do processo de formação, que prossegue até novembro. Esse total representa 80% dos professores que atuam com turmas de 1º e 2º anos no município. As aulas do curso também serão dirigidas a integrantes da coordenação pedagógica nos anos iniciais do ensino fundamental. Os encontros presenciais serão realizados no Centro Municipal de Formação de Diadema. Para Ana Lucia Sanches, secretária Municipal de Educação de Diadema, a formação continuada é muito importante para a profissionalização dos docentes e o processo de alfabetização das crianças. “É também, por meio da formação, que a prática pedagógica pode ser revisitada e novas estratégias de ensino com foco na aprendizagem são realizadas nos contextos educativos”, disse. No município de Brasiléia (AC), mais de 100 alfabetizadores, professores, gestores e coordenadores pedagógicos participaram da formação ministrada pela articuladora municipal do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, Lara Mesquita, e pelo coordenador municipal de ensino, Jesus Bispo, que também é coordenador regional do programa. “A adesão da prefeitura de Brasiléia, por meio da Secretaria Municipal de Educação, ao programa do governo federal é um compromisso de oferecer uma educação de qualidade para todas as nossas crianças”, destacou a secretária de Educação do município, Francisca Oliveira. Na visão da coordenadora-geral de Alfabetização da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Mônica de Souza, a Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa) — que realiza esse grande movimento nacional — está colocando em movimento a formação para a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental de equipes pedagógicas escolares. “A Renalfa, composta por representantes indicados pelas Secretarias Estaduais de Educação e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação [Undime] de cada estado, é um aprender a fazer juntos, que vamos tecendo cotidianamente, desde o MEC até as unidades educativas de educação básica com foco na alfabetização”, destacou. Para a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, a SEB tem trabalhado em uma visão sistêmica: “A criança e o seu processo de aprendizagem, durante a alfabetização, é a nossa meta. Nesse sentido, a formação docente para a educação infantil, os anos iniciais do ensino fundamental e os gestores escolares ocupam um lugar de destaque para nós”. O diretor de Formação Docente e Valorização dos Profissionais da Educação do MEC, Lourival Martins Filho, destacou que um dos eixos estruturantes do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada é a formação de profissionais da educação e a melhoria das práticas pedagógicas e de gestão escolar. “As diretorias da SEB, na liderança da professora Kátia, têm trabalhado de forma integrada. O que estamos vivendo no processo de formação é um trabalho colaborativo, que se inicia no MEC e está criando força em todo o Brasil, com foco numa alfabetização viva, pulsante e conectada com as crianças do tempo presente”, completou. Fonte: MEC https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2024/maio/crianca-alfabetizada-formacao-docente-ocorre-no-brasil-todo
Fórum Regional Sudeste: nova Lei de Licitações e educação integral norteiam os debates da tarde do primeiro dia

Evento é realizado em São Paulo e recebe dirigentes e técnicos dos estados da região A programação do Fórum Regional Sudeste da Undime proporcionou uma análise detalhada da “Nova Lei de licitações (Lei 14.133/2021)”, tema de grande interesse para os Dirigentes Municipais de Educação e técnicos das secretarias. A palestra, ministrada por Tatiana Camarão, diretora de relações institucionais do Instituto Mineiro de Direito Administrativo (IMDA), e mediada por Osório Luis Figueiredo de Souza, Dirigente Municipal de Educação de Cachoeiras de Macacu/RJ e presidente da seccional do Rio de Janeiro e vice-presidente da Região Sudeste, abordou aspectos fundamentais que os gestores precisam compreender para garantir a conformidade com a legislação. Tatiana repassou informações direcionadas aos Dirigentes de Educação, a fim de que eles possam realizar processos licitatórios com mais agilidade, transparência e com maior qualidade na seleção de fornecedores e prestadores de serviços. “Acredito que assim, os municípios estejam preparados a operar corretamente os recursos financeiros, para fortalecer a governança nas instituições educacionais e assegurar que sejam direcionados de forma mais eficaz para o desenvolvimento e melhoria do ensino, impactando positivamente a qualidade da educação oferecida à população”, afirmou. A educação para a sustentabilidade foi o mote da palestra”Educar para um futuro responsável” apresentada por Karyne Alencar, gerente de relações institucionais da Santillana Brasil, que abordou sobre como o ensino de práticas sustentáveis às crianças e jovens influencia positivamente o futuro das gerações. Karyne falou ainda sobre o Prêmio Escolas Sustentáveis, uma parceria da Fundação Santillana, OEI e Santillana, que visa reconhecer e dar visibilidade para escolas que desenvolvam projetos sustentáveis. O prêmio, que reconhece projetos sustentáveis criados e desenvolvidos dentro das escolas, envolve três países: Brasil Colômbia e México, e ocorrerá em duas etapas, uma selecionará os vencedores nacionais. As inscrições estão abertas até o dia 30 de junho e mais informações podem ser acessadas em www.premioescolassustentaveis.com/home. Para encerrar as atividades do primeiro dia, um debate enriquecedor sobre “Educação integral, integrada e integradora e as dimensões do ser”. Com a participação de Aline Zero Soares, coordenadora de projetos de Educação Integral em Tempo Integral no MEC; Márcio Sobral, chefe do Núcleo de Ouvidoria e Prevenção da Corrupção na Controladoria-Geral da União; Marcos Antonio Fari Junior, professor de Educação Física e mestre em educação; e Maria Lúcia Voto, gerente de Gestão do Instituto Ayrton Senna, sob a mediação de Alessio Costa Lima, Dirigente Municipal de Educação de Ibaretama/CE e presidente nacional da Undime, os participantes exploraram diversas perspectivas sobre a importância da educação integral na formação dos estudantes. O Fórum Regional Sudeste da Undime continua nesta sexta-feira, 17 de maio, com mais debates e reflexões em busca de soluções para os desafios enfrentados pela educação básica pública brasileira. Para mais informações sobre o evento, acesse: https://forunsregionais.undime.org.br/regional-sudeste
