Oficinas mostram que aspectos sociais precisam ser geridos

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A partir de 18h os dirigentes municipais poderão ter acesso a temas que passam por ampliar a educação inclusiva, visualizar melhor a cadeia que envolve a alimentação escolar e também o gerenciamento de pessoal que trabalha no setor

Cuidar da alimentação de seus alunos observando aspectos nutricionais e, ao mesmo tempo, cumprir as exigências legais com os recursos financeiros disponíveis em cada município é um desafio para os dirigentes municipais. O que pode parecer simples na teoria, mostra-se bastante complicado na prática. Essa é a impressão de Márcia Adriana de Carvalho, que ministra a oficina de Gestão da Alimentação Escolar, a qual tem início às 18h. ?O Plano Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é complexo porque não envolve apenas as secretarias de Educação. É uma ação intersetorial já que uma das questões específicas do programa é a aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar?, exemplifica.

Pelo PNAE, pelo menos 30% do valor que os municípios recebem via programa devem ser aportados na compra de produtos advindos de produtores familiares. ?Isso gera uma outra forma de gestão e de organização das cidades e regiões?, ressalta Márcia. Visando elucidar esses e outros pontos, a oficina pretende abordar toda cadeia que envolve a alimentação escolar, desde que alimentos comprar, passando por de que maneira fazer essas compras, como efetuar as distribuições, e, por fim, como acompanhar os gastos em conformidade com as legislações que regem a área. ?Usando o Conviva a gente consegue ter uma visão geral de todo o processo?, avalia.

Educação Inclusiva ? Ter uma escola aberta a todos é um ideal que vem sendo perseguido há alguns anos. Nessa linha, Martinha Clarete Dutra dos Santos, diretora de Politicas de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC), abordará na Oficina de Gestão Pedagógica a implementação da Politica Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva. A diretora diz que tratará de ações estruturantes, as quias podem ser resumidas em três eixos: concepção da política pedagógica da rede municipal – como elaborar um plano municipal para o desenvolvimento inclusivo com envolvimento da família e da comunidade -, o de conjunto de ações necessárias para efetivar o direito à educação das pessoas com deficiência nas escolas públicas regulares inclusivas; e indicadores. ?Qual é o cenário hoje da inclusão no Brasil? Quais são os nossos grandes desafios e as possibilidades que temos para enfrentar isso e obter êxitos??, questiona para exemplificar os tipos de informações a que os dirigentes poderão ter acesso logo mais.

Martinha Clarete Dutra dos Santos, diretora de Politicas de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC) - Foto: Undime
Martinha Clarete Dutra dos Santos, diretora de Politicas de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC) – Foto: Undime

Outro tema de palestra será a Gestão de Pessoas. Para Maria Edineide Batista, dirigente municipal de Lagoa das Pedras (RN) e coordenadora da oficina, assunto de fundamental importância para o desenvolvimento das atividades diárias das secretarias. Segundo ela, esse tipo de gestão praticamente inexiste nas administrações. ?Vemos isso no mercado privado, nem tanto no educacional, mais nas empresas e realmente é de necessidade extrema porque faz com que as pessoas se relacionem melhor dentro de seu ambiente de trabalho e que assim eles possam conviver de forma mais adequada, valorizando aptidões que os funcionários tem entre outras coisas?, destaca.

Autor: Kalinka Iaquinto para Undime

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