Mesmo com recursos mais precários, são os municípios do Nordeste que melhor acompanham as crianças beneficiadas pelo programa. Em São Paulo, apenas 5% das famílias apresentaram os comprovantes de vacinação.
Apesar de recursos escassos e da infra-estrutura precária, os pequenos municípios do Nordeste fiscalizam melhor as condicionalidades do programa Bolsa-Família do que os do Sudeste. Em São Paulo, por exemplo, os governos municipal e federal não sabem se 95% das crianças paulistanas beneficiadas pelo programa tomaram as vacinas exigidas e se quase metade delas realmente está na escola. Responsáveis pela gestão do programa, os municípios são avaliados por três critérios: qualidade e atualização do cadastro das famílias; freqüência escolar e atendimento em saúde (vacinação e pré-natal). Segundo Rosani Cunha, secretária de Renda e Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), “o grande nó está na saúde”. Em maio, 53% das crianças do Bolsa-Família tiveram as vacinas comprovadas. No entanto, o percentual foi de 60% no Nordeste e de 48% no Sudeste.


