
(Foto: Izabela Araújo/ MEC)
O MEC trabalhou de forma articulada com o grupo de especialistas da BNCC para consolidar e organizar as mais 12,2 milhões de contribuições ao documento preliminar. Apesar do número elevado, a professora adjunta da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Hilda Micarello, afirma que o portal da Base já estava programado de forma a sistematizar as contribuições semelhantes em termos de propostas de inserção, exclusão e alteração.
A segunda versão do documento deve ser apresentada ao público ainda neste mês abril. Nos meses de maio e junho, deverão ser realizados seminários estaduais, regionais e um nacional para debater o documento. Para tanto, a recomendação é que os coordenadores estaduais da BNCC, indicados pela Undime e pelo Consed, se articulem em cada estado a fim de promover tais eventos e mobilizar a comunidade educacional para debater a segunda versão do documento.
Segundo o secretário de Educação Básica, a partir das contribuições recebidas por meio do portal da Base, os doze direitos de aprendizagem foram revisados e a estrutura de apresentação dos documentos foi alterada. A apresentação realizada não contemplou, entretanto, detalhes e especificidades sobre tais mudanças.
Em relação aos componentes curriculares em específico, no que que diz respeito às linguagens, o MEC informou que a segunda versão inclui um tópico de estudos da língua e da norma. No caso das Ciências Humanas, a nova versão apresenta maior clareza aos documentos de História e Geografia e maior integração entre ambos. Na nova versão, o Ensino Religioso deixa de ser um componente e passa agora a ser classificado como área do conhecimento. Já os objetivos de aprendizagem referentes à Matemática e à Ciências estão mais adequados às etapas de escolarização.
O presidente da Undime, prof. Alessio Costa Lima, afirmou que uma das mudanças significativas e que atende às ponderações da Undime, diz respeito a reorganização dos objetivos de aprendizagem que agora se apresentam em três grupos etários distintos: bebês (0 a 18 meses); crianças bem pequenas (19 meses a 3 anos e 11 meses) e crianças pequenas (4 anos a 6 anos e 11 meses). “Essa nova reorganização traz mais clareza e objetividade ao que deve ser trabalhado em aprendido em cada um desses grupos”, avaliou.
Fonte: Undime


