Museus virtuais estimulam o interesse e levam pais e professores a ?viajar? com crianças e jovens por diferentes épocas e culturas
O contato com obras de arte e com exposições de artefatos que marcaram a história faz parte da formação de qualquer estudante. Incluídos na programação das escolas, os passeios a museus e galerias de arte conquistaram um aliado ? o tour virtual. Ricas culturalmente, as visitas on-line são uma opção para dias de chuva e para evitar longas distâncias. Além disso, os acessos complementam o conteúdo passado em sala de aula e podem ser úteis até para as lições de casa.
Museus de todo o mundo têm investido na exposição on-line de seu acervo, promovendo a interatividade com os visitantes virtuais. Esse tipo de tour mostra-se uma grande oportunidade para conhecer, sem sair de casa ou da escola, a cultura de diversos povos e a história de milhões de anos.
Segundo Neusa Cassanelli, coordenadora de Educação do Museu Paranaense, mesmo o site de um museu localizado na cidade onde o visitante virtual mora pode ser interessante. ?Os sites podem ou complementar conteúdos vistos em museus ou fazer uma introdução antes da visita real. O tour ajuda a ampliar esses conhecimentos?, afirma.
Encurtando distâncias
A acessibilidade a obras expostas em terras distantes é a maior vantagem dos museus virtuais, pois facilita a compreensão de outras culturas. ?Essa visita virtual deve ser uma ferramenta, especialmente no que diz respeito à prática docente. As aulas sobre a Mesopotâmia, por exemplo, às vezes ficam demasiadamente abstratas. Nesse caso, o Museu Virtual do Iraque pode ser uma ferramenta bastante relevante?, diz o historiador Hilton Costa, doutorando em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Diogo Vieira da Costa, também historiador, concorda que estudantes saem ganhando com o uso dos tours virtuais. ?Eles [tours] podem ser referência para pesquisas, pois as fontes são 100% confiáveis?, considera. No entanto, dependendo da idade da criança ? até 10 anos ?, é importante a presença de um adulto acompanhando a visita.
Para Marcelo Henrique Novak, coordenador das Aulas de Campo da Escola Anjo da Guarda, é preciso garantir que os sites acessados sejam mesmo dos museus. ?As visitas virtuais são válidas desde que os sites visitados sejam confiáveis, para que não haja desinteresse. [O domínio da] língua também é um problema para o acesso à informação de grande parte dos alunos?, diz.
Autor: Gazeta do Povo
http://www.gazetadopovo.com.br/ensino/conteudo.phtml?tl=1&id=1240368&tit=Historia-e-arte-a-um-clique


