Estudantes ansiosos por melhorias na educação

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Alunos e professores voltaram, anteontem, às salas de aula para o cumprimento do ano letivo 2003, agora sob o comando do novo ministro da educação, Cristovam Buarque, e no plano local da secretária de Estado da Educação, Rosane Marques Crespo Costa. A expectativa em relação a uma nova forma de tratamento do ensino por parte dos atuais mandatários da educação nacional e local é grande. No entanto, as reivindicações mais urgentes de educandos e educadores são as mesmas há algum tempo. Ainda ecoam gritos por melhores salários, mais qualificação e condições de trabalho para o professorado. Os estudantes pedem mais salas de aula, melhoria no sistema de transporte e parcerias para oportunidade de trabalho. Essa foi a comprovação que A CRÍTICA teve ao conversar com alguns alunos e professores para saber quais as perspectivas, tendo em vista o novo quadro político que se desenhou nas últimas eleições no Estado e no País.

Há, portanto, um clima de expectativa em relação às políticas educacionais a serem implementadas nas esferas estadual e federal. A professora Patrícia Pinheiro, 33, disse que ainda é cedo para avaliações mais profundas, mas, no plano local, reconheceu que a titular da Secretaria de Estado da Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), Rosane Marques, adota uma filosofia de trabalho que converge com as suas idéias no âmbito educacional.

“Ela tem uma concepção moderna de educação e atua sob uma linha interessante, pois coloca a escola em primeiro plano, dando autonomia a professores e diretores, pregando, por exemplo, o entusiasmo profissional, a gestão da qualidade no ensino, dentro de uma visão humanista”, afirmou.

Mas para Patrícia, pós-graduada em supervisão escolar, há uma questão crucial a ser resolvida neste ano, que é o emprego de um plano de cargos e salários mais condizente com a importância do trabalho e o nível de formação do professorado. “A valorização da classe passa, sobretudo, por essa questão, embora seja importante frisar que houve maior sensibilidade com a qualificação.”

No plano político, tanto na esfera federal quanto na estadual, a professora defende mais sintonia entre discurso e prática, tendo em vista as promessas de mais investimentos em pesquisa científica, de criação de mais vagas para o ensino superior público e da utilização do contingente universitário no combate ao analfabetismo, feitas pelo ministro Cristovam Buaque. Ela também torce pela aprovação de uma proposta de remuneração e cargos que contemple as necessidades mais fundamentais dos educadores locais e defende metodologias de ensino mais dinâmicas e mudanças no ambiente educacional de forma que tornem o ambiente escolar mais atrativo para os educandos.

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