
(Foto: Prefeitura Municipal de Jaboatão dos Guararapes)
Por Bruna Borges
“Minha ciranda não é minha só. Ela é de todos nós”. Com essa rima, proferida pela voz de Lia de Itamaracá, grande artista popular pernambucana, foi entregue a reforma da Escola em Tempo Integral José Rodovalho, em Piedade, com todos os presentes dançando em uma grande roda de ciranda. Assim como no verso, a Escola pública é de “todos nós” e deve ser zelada pelos munícipes. O evento aconteceu na manhã desta sexta-feira (19), e foi marcado por espaços recreativos para as crianças, apresentações culturais com banda marcial, sussurro poético, dança, poesia, pipoca e algodão doce. Uma festa completa. Com a obra, a escola ganhou estação de tratamento de água, uma sala de aula, estacionamento, parque infantil e horta.
A intervenção estrutural foi viabilizada pelo projeto Renovando Nossa Escola, da Concessionária Rota do Atlântico, e beneficiou os 597 estudantes da unidade de ensino, matriculados da educação infantil ao 9º ano do fundamental. A gestora da Escola, Anna Paula Fonte, destacou que a reforma contribuiu para ações pedagógicas. “A estação de tratamento vai reutilizar água, evitando o desperdício, a horta vai contribuir para a compreensão dos alunos sobre os alimentos. Vamos utilizar estes benefícios na oficina de meio ambiente, trabalhando a sustentabilidade. O parque infantil é um espaço de aprendizagem, além de trabalhar o físico e emocional”, afirmou.
“A gente vê o crescimento desta escola não só pelo IDEB (Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico), mas com a integração da comunidade-escola. Os pais mais participativos, fazendo com que o trabalho seja realizado. Estas parcerias são importantes, as empresas podem ter o lado social e servir a comunidade”, enfatizou a secretária de Desenvolvimento e Mobilização Social, Conceição Nascimento.
A mãe Jéssica Marinho está satisfeita com a escola. “Meu filho está no 3º ano e veio para esta escola agora. Ele estudava em escola particular, eu pagava R$ 130. Eu estava sem condições de deixar ele lá e passava aqui na frente e via a escola ficando bonita. As outras mães dizendo que os filhos estavam aprendendo a ler e que chegavam em casa lendo poemas, e que a nova gestão é muito boa. Ele passa o dia aqui, chega em casa já cansado e nem fica no celular. Ele está adorando, fica triste quando não tem aula. Gosta da comida também”, pontuou. ]
O secretário executivo de Educação, Francisco Amorim, prestigiou o evento. “Aqui está quase pronto o nosso projeto de escola ideal. Não é a penas a parceria, a quadra poliesportiva ou a escola, agregando-se a tudo isso tem a rua, a praça. Queremos ser o melhor, mas não só na infraestrutura, mas na aprendizagem. É decisão do governo buscar mais parcerias para dar conta da educação”, afirmou. “Os pais desta escola são participativos, deram uma aula para gente. A gente tem que promover mais conversas. Temos que construir juntos a escola que queremos. Aqui é uma incubadora de professores ou de prefeitos”, pontuou a arquiteta do projeto Renovando Nossa Escola, Beatriz Goulart.
Para Elias Lages, Diretor Presidente da Concessionária Rota do Atlântico, que executa o Projeto Renovando Nossa Escola, investir em educação é fundamental. “Desde 2013, temos ações aqui na escola. Fizemos uma doação de 700 livros para fortalecer a aprendizagem”, reforçou. “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado”, recitando este poema de Rubem Alves, Elias concluiu afirmando que a Escola José Rodovalho é “asas”.



