No Centro Educacional Lubienska Recanto, localizado na Zona Oeste do Recife, as crianças aprendem desde cedo a estabelecer uma rotina que as deixarão mais preparadas para compreender e participar do processo político. ?Realizamos um trabalho ao longo do tempo que contextualiza a democracia no ambiente da sala de aula?, explica a coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental II, Karla Bárbara de Albuquerque. A utilização do voto para definir ações que interferem de alguma forma no dia a dia dos alunos é incentivada desde a educação infantil.
Maria Eduarda Kouriy tem apenas seis anos e está matriculada na primeira série. Apesar da pouca idade, já participou de um processo eleitoral, realizado para eleger o bichinho de pelúcia que seria o mascote da turma. ?É melhor escolher todo mundo junto porque assim não tem briga?, contou. ?Ano passado nosso bichinho foi o passarinho Pipi. Votamos para escolher o nome dele também?, explicou. Já Ana Beatriz Brito, 11 anos, é mais experiente. Além de escolher o mascote da turma, já votou para escolher o desenho da camisa alusiva aos jogos escolares e o símbolo do projeto didático deste ano, que é ligado à preservação ambiental e recebeu o nome do ?O planeta tem pressa?.
Em 2010, a aluna participou de uma eleição simulada. ?Acho legal exercitar o nosso direito de escolha. É bem interessante praticar isso aqui. Espero que continue assim, porque é uma preparação para o futuro?, argumentou Beatriz. Os alunos mais velhos contam também com um processo ainda mais semelhante à democracia dos adultos: eleições para o grêmio estudantil. ?Lembro que no ano passado, durante as eleições do grêmio, tivemos que conhecer os candidatos e suas propostas, conhecer o que cada chapa pretendia fazer pela escola. Só então, nós votamos?, contou Iara Pessoa, 15 anos. ?É importante participar destas atividades porque quando começamos a votar – aos 16 anos – ainda estamos na escola. E como muitos pais não falam de política em casa, é papel da escola ensinar?, defende a jovem.
Autor: Folha de Pernambuco


