
(Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS)
Nesta terça-feira, cerca de 300 professores e alunos se reuniram na Fiesc, em Florianópolis, para discutir a Base Nacional Curricular Comum, uma agenda de nível nacional que pretende padronizar o conteúdo do ensino básico no país. A ideia do seminário, que vai até quarta-feira, é coletar sugestões para formar a base comum.
Ao todo, o MEC já recebeu mais de um milhão de contribuições de pesquisadores, professores e estudantes de todo o país. O Ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho, participou da abertura e ressaltou a importância da agenda.
– O Brasil é um país enorme e não podemos ter a visão centralizadora de Brasília comandar a discussão de um tema tão significativo como este, de forma que os Estados e municípios não pudessem participar. O espírito federativo será a tônica do nosso trabalho à frente do MEC. As políticas públicas precisam preservar autonomia de Estados e municípios. Qualquer decisão autocrática de Brasília está fadada ao fracasso – afirmou o Ministro.
Os seminários estaduais vão até 5 de agosto. Após isso, os Estados enviam um relatório para o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e para a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), que, até o final de agosto, vão consolidar e enviar para o MEC. O Ministério, por sua vez, vai gerar uma terceira versão e enviar ao Conselho Nacional de Educação (CNE).
Um currículo para todos
A base comum já vem sendo discutida desde 2015 no âmbito do MEC. A importância da discussão é dirimir desigualdades. Também servirá como escopo para cursos de Pedagogia e licenciaturas.
Brenno Aguiar, de 18 anos, aluno do Instituto Estadual de Educação (IEE), na capital, estava presente no seminário para debater a proposta.
– Há diferenças curriculares até mesmo dentro de uma só escola. Eu, que faço ensino integral, tenho um currículo diferente da minha colega que frequenta o convencional – diz o estudante.
Com a base comum, serão cumpridas algumas metas do Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024). Outros países, como Estados Unidos, Austrália (2008) e Argentina (2004) passaram pelo mesmo processo de formação de um currículo único.
Fonte: Diário Catarinense


