Pernambuco: Maioria das cidades atinge meta do Ideb

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Oitenta por cento dos 184 municípios pernambucanos cumpriram ou superaram as metas de 2009 do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) para as séries iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) nas escolas públicas. Isso significa que 150 cidades alcançaram a média estipulada pelo Ministério da Educação (MEC). Nos anos finais (do 6º ao 9º), o percentual de cumprimento foi de 67%, equivalente a 124 municípios. O IDEB avalia a qualidade da educação brasileira e é divulgado a cada dois anos.

 
Destaque para duas cidades sertanejas: Dormentes e Carnaíba, ambas no Sertão. As duas têm os maiores IDEB de Pernambuco, quando se observam os anos iniciais das redes municipais de ensino. A primeira ficou com 5,2 e a segunda com 5. A média brasileira foi 4. Dormentes deu um salto em dois anos: tinha IDEB 3,4 em 2007 e passou para 5,2 ano passado. Com antecipação de nove anos, a cidade passou a meta estipulada para o ano de 2019 (5,1). Em Carnaíba, o IDEB de 2007 foi 4,3 e 5 em 2009. Pelo cálculo do MEC, era para chegar a esse índice apenas em 2013. Nos anos finais do ensino fundamental, as notas mais altas em 2009 ficaram também no Sertão: Tuparetama (4,6), Carnaíba (4,3) e Santa Cruz da Baixa Verde (4). Vale destacar que o colégio com maior IDEB do Estado, do 1º ao 5º ano, faz parte da rede municipal de Tuparetama: Escola Francisco Chaves Perazzo, que teve índice 6,8.
 
No Brasil, as cidades melhores colocadas ficam em São Paulo. Cajuru, com 8,6, maior IDEB das séries iniciais, e Jeriquara, com 6,6, nos anos finais. Os piores resultados foram do município de Apuarema (05,), na Bahia, e Jardim de Angicos (1,6), no Rio Grande do Norte. No País, 1.146 cidades registraram queda do IDEB nos anos finais (do 6º ao 9º) do ensino fundamental e 1.299 não alcançaram as metas de 2009.
 
Da Região Metropolitana do Recife (RMR), apenas Olinda não conseguiu o resultado projetado pelo governo federal na etapa inicial do fundamental. Em 2005 e 2007, a cidade teve IDEB 3,1. Ano passado, cresceu apenas um décimo, passando para 3,2 (a meta era 3,5). Quando se observam as séries finais, verifica-se que Olinda, mais uma vez, não chegou na meta do MEC. Manteve-se estável nas três últimas edições do IDEB (2005, 2007 e 2009), com 2,4. A projeção era que somasse 2,6. Paulista também não alcançou a meta: deveria ter ficado com 2,9 em 2009, mas ficou com 2,8. Da RMR, ficaram sem IDEB na etapa final do fundamental Abreu e Lima, Camaragibe, Itamaracá e Itapissuma.
 
Para a secretária de Educação de Olinda, Leocádia da Hora, a dificuldade em conseguir professores temporários para substituir os que se afastam por doença ou para fazer cursos, a violência escolar e a não implantação da política de ciclos nos anos finais são algumas das justificativas para o baixo desempenho do município. A rede tem cerca de 24.500 alunos. “Estamos identificando que fatores contribuíram para o IDEB para modificar nosso planejamento”, explica.
 
No Recife, houve avanço nas séries iniciais (de 3,8 em 2007 para 4,1 em 2009) e superação da meta do MEC (3,6). Nos anos finais também ocorreu crescimento (de 2,5 para 2,7), mas a rede municipal não chegou à meta do MEC, 3. Segundo o secretário de Educação do Recife, Claudio Duarte, a equipe técnica de avaliação da secretaria está sendo fortalecida. Foram contratados programas de correção de fluxo e criados os núcleos de apoio regional para reforçar o acompanhamento nas escolas.
 
REDE PRIVADA
 
O MEC não divulga IDEB para escolas privadas. Nesse caso, o índice é calculado apenas para as redes particulares de ensino e para os Estados. Para o ensino fundamental, um dos componentes do índice é a Prova Brasil, realizada por todos os alunos das redes públicas. Daí porque há IDEB por escola pública. Não ocorre com a rede privada porque para esses alunos a coleta é por amostra. Para o ensino médio, o componente é o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que também é amostral. Por isso não há IDEB por escola do ensino médio. “O IDEB nos ajuda a planejar as políticas públicas. Não para comparar uma cidade com a outra, mas para identificar o que não está bom e precisa melhorar”, ressalta a presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação de Pernambuco (Undime), Socorro Maia, que também é secretária de Educação de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste.

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