
(Foto: Roberto Soares)
Criado em 2007 por edital da Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação (MEC), o Pibid atua na formação inicial e continuada de educadores no ciclo básico. Isso é feito através da concessão de bolsas a alunos de licenciaturas que desenvolvem atividades em instituições da rede pública, sob orientação de docentes universitários e professores das escolas. Atualmente, o programa é adotado por 284 instituições de Ensino Superior e executado em 5.898 escolas parceiras por mais de 90 mil bolsistas em todo o País.
Entretanto, no cenário atual, educadores temem os cortes no orçamento. “Queremos consolidar o Pibid como uma política de Estado perene para a formação de docentes e a valorização do magistério. Vivemos um risco iminente de apagão geral de professores, o que já acontece em áreas como matemática, química, física e biologia. A taxa de evasão em algumas licenciaturas chega a 70%”, observou a vice-representante do Forpibid do Nordeste, Lúcia Falcão. Voltado para moradores do campo e indígenas, o Pibid Diversidade também mereceu destaque nas falas dos participantes.
O pró-reitor de Graduação da Universidade de Pernambuco (UPE), Luiz Alberto Rodrigues, aprova o programa, já adotado pela instituição estadual. De acordo com ele, as alternativas que a Capes propôs – manter sem expandir ou institucionalizar via entidades de Ensino Superior – são inviáveis. “A primeira significa deixar o Pibid morrer por inanição, já que os estudantes vão se formar, mas não entrarão outros no lugar. A segunda não é fácil pela própria situação financeira das universidades, hoje”, analisou.
Na sequência, integrantes da Secretaria Estadual de Educação, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepe) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais (Undime) se manifestaram a favor do Pibid, bem como professores e estudantes que participaram do encontro. Formado em História pela Universidade Federal de Pernambuco, Waldomiro Borges revelou que o Pibid foi essencial na descoberta da vocação para a docência. “Foi quando vi que, pela educação, eu poderia fazer algo para mudar a realidade das pessoas”, contou.
Como resultado da reunião, a presidente do colegiado, deputada Teresa Leitão (PT), propôs a redação de um documento, a ser entregue ao MEC e à Capes por representantes do Forpibid e da Alepe, no qual constarão a defesa do papel estratégico do programa, as sugestões de melhorias e a indicação de rumos. “A grande proposta será transformar o Pibid em uma política de Estado”, afirmou a parlamentar. “Temos o desafio enorme de tornar o magistério atrativo. Hoje, ninguém mais quer ser professor,” concluiu.


