Vanhoni é criticado por fazer ‘armadilha’ contábil no PNE

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Meta de investir 8% do PIB na educação até 2020 teria sido ‘maquiada’ por troca de conceito no relatório de petista

Sob pressão de jovens liderados pela União Nacional de Estudantes (UNE) e críticas de entidades como a Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, o deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR) apresentou ontem o parecer do Plano Nacional de Educação (PNE), após sucessivos adiamentos por falta de consenso quanto à porcentagem do PIB a ser investida na área de ensino.

Seu relatório determina que o investimento público total em educação atinja 8% do PIB até 2020, número abaixo dos 10% reivindicados por UNE, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a campanha e setores do PT – e aquém dos 8,29% que Vanhoni havia considerado.

A campanha critica a base de cálculo do relator, alegando que a incorporação do conceito de “investimento público total” (o PNE original dizia “investimento público”) inclui iniciativas como o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Dessa forma, os 8% defendidos passariam por “maquiagem”, deixando de representar o que efetivamente o Estado brasileiro desembolsa para o ensino público.

Com esse conceito, o investimento já seria de 5,7% do PIB em 2009. “A proposta traz embutida uma série de armadilhas. A transferência de recursos para o setor privado não é investimento público”, criticou o deputado Ivan Valente (PSOL/SP).

Vanhoni admitiu que a mudança surgiu de “negociação com o governo federal”. Ele negou que haja manobra contábil no substitutivo, defendeu a aprovação do PNE neste ano e disse que os 8% não tiveram aval do governo.

Autor: Estado de São Paulo

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,vanhoni-e-criticado-por-fazer–armadilha-contabil-no-pne-,807674,0.htm

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