A Undime participou do “Congresso Internacional Educação: uma agenda urgente” , do Todos pela Educação, com o intuito de atender a um convite do movimento, promotor do evento, e de divulgar o que a Undime julga como necessário aos avanços pretendidos na educação brasileira. Entre esses pontos, as deliberações da Conferência Nacional de Educação (Conae) consolidadas nas emendas propostas ao Projeto de Lei 8035/ 2010 (PNE) pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação e defendidas pela Undime.
Concomitante a isso, a Undime foi uma das signatárias da Carta Abertaencaminhada ao Todos pela Educação sobre o Congresso Internacional. A Carta mostra preocupação na possibilidade de se instituir novas diretrizes para a educação brasileira. E afirma que as diretrizes já foram traçadas na Conae, que teve a participação de quatro milhões de pessoas. Os 33 signatários da Carta julgam o texto final da Conferência Nacional de Educação como o legítimo pensamento da sociedade brasileira e das instituições ligadas ao setor para transformar a educação em uma prioridade contínua.
CONGRESSO
Em todas as mesas de debates do Congresso promovido pelo Todos pela Educação, houve um representante da Undime. Durante três dias, dirigentes municipais de educação expuseram o posicionamento da instituição nos diversos assuntos abordados.
O Congresso começou na última terça-feira, dia 13 de setembro. A primeira mesa composta por mais de dez representantes de instituições, abordou o tema “Justiça pela qualidade da Educação” e teve a participação da professora Maria do Socorro Ferreira Maia, presidenta da Undime Pernambuco. Ela enfatizou a importância de os dirigentes municipais de educação serem gestores dos recursos educacionais, conforme determina o Art. 69 da LDB. Dessa forma, haverá mais condições para se construir uma política pública capaz de transformar a educação brasileira uniformemente, em todo o país, de forma democrática.
A segunda mesa tratou de Regime de Colaboração e teve como palestrante da Undime, sua presidenta, Cleuza Rodrigues Repulho. Em breves cinco minutos, ela apresentou a principal emenda proposta pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação e pela Undime ao artigo 7º do Projeto de Lei 8035/ 2010, (Plano Nacional de Educação) que aborda o Regime de Colaboração. Segundo ela, o PNE deve se aprovado de forma que fique claro qual a participação de cada ente federado no futuro Regime. Ela ressaltou que isso já ocorre em alguns estados. Em outros, de forma precária e, finalmente, há aqueles que não têm nenhuma experiência em Regime de Colaboração.Além disso, a professora Cleuza defendeu que o espaço institucional para se discutir o tema é o Fórum Nacional de Educação, instituído após a Conferência Nacional de Educação – Conae.
A quarta-feira começou com a discussão “Definição das expectativas de aprendizagem”. Nesta mesa, também participou a professora Maria do Socorro. A segunda mesa da quarta-feira falou sobre a “Formação inicial do professor” e, como representante da Undime, falou a professora Neide Aparecida da Silva, presidenta da Undime Goiás e da Undime Região Centro-oeste. Ela defendeu que a formação inicial dos professores deve ser feita de forma a aproximá-la da realidade da sala de aula.
A terceira e última mesa do dia tratou da “Carreira do Professor”. A professora Márcia Adriana de Carvalho, presidenta da Undime Rio Grande do Sul e secretária de comunicação da Undime, falou que é necessário atrair mais candidatos à área. Para ela, uma das formas é remunerar adequadamente o educador. E isso pode ser garantido por meio do novo Plano Nacional de Educação, com o aumento do investimento para 10%, como defende a Undime. Foi aplaudida pelos presentes.
“Avaliações externas e seu uso na gestão educacional”. Com este tema, começou o terceiro dia de Congresso. Esta mesa teve a participação da professora Odaléa Barbosa de Sousa Sarmento, presidenta da Undime Região Norte. Ela enfatizou a importância de avaliações como a Prova e a Provinha Brasil. Segundo a professora, os indicadores formados a partir dos resultados dessas avaliações apontam a possível necessidade de mudanças na aprendizagem de uma rede ou que o sistema adotado por um gestor está no caminho certo.
A professora Neide Aparecida voltou à mesa seguinte, sobre “Ampliação da jornada na perspectiva da Educação integral”. Para ela, esse modelo de educação deverá ser o futuro de muitas escolas e redes por oferecer aos alunos, de uma forma unificada, o acesso ao currículo regular e a atividades culturais e esportivas. É importante que tais atividades estejam integradas ao projeto político-pedagógico da escola, para evitar a sua fragmentação.
Por fim, o professor Rodolfo Pinto da Luz, presidente da Undime Região Sul, fechou a participação da Undime no Congresso, falando sobre o tema “Equidade e inclusão”. Foi também aplaudido ao dizer que a equidade demanda um aporte maior de investimento na educação. E afirmou que menos de 10% do PIB em aplicação no setor pode resultar em mais atraso do Brasil na educação, quando comparado a outros países.
Autor: Undime


