Como estão organizados os programas de educação integral? Que saberes e aprendizados priorizam? Que estratégias de gestão estão sendo construídas? Foram essas algumas das questões que motivaram a elaboração da publicação “Tendências para Educação Integral”, lançada pela Fundação Itaú Social, pelo Unicef e pelo Cenpec durante o Seminário Internacional de Educação Integral na última quarta (30) em São Paulo (SP).
Segundo a oficial de projetos do Unicef, Julia Ribeiro, “o Prêmio Itaú-Unicef sempre atuou como um indutor da educação integral na agenda pública, disseminando boas práticas e promovendo debates e seminários sobre o tema”. A publicação se insere dentro desse esforço de estimular a reflexão e mobilizar a sociedade e o poder público em torno da educação integral.
Os achados e as reflexões apresentados no livro baseiam-se em pesquisa prévia realizada junto a 16 iniciativas protagonizadas por governos municipais, estaduais e organizações da sociedade civil, além de colóquios promovidos nos últimos dois anos no âmbito do Prêmio.
“O sentido de equidade, isto é, a priorização de crianças e territórios de elevada vulnerabilidade social; a diversidade de arranjos no funcionamento, no sentido de não haver um padrão – o que pode ser considerada uma riqueza; uma nova arquitetura de gestão, composta por redes de instituições e equipamentos; a valorização de diferentes saberes e aprendizados e o foco no território (identificando suas potencialidades e dialogando com as necessidades da comunidade) foram algumas das tendências encontradas entre as iniciativas pesquisadas”, enumerou a gerente de projetos do Cenpec, Maria Estela Bergamin, durante a apresentação da publicação.
Marcia Quintino, coordenadora de projetos da Fundação Itaú Social, mencionou alguns dos desafios apontados no livro para a consolidação da educação integral no País, tais como a necessidade de tratar o conhecimento de forma multidimensional, de contextualizar o ensino e valorizar os saberes presentes no território e de trabalhar com valores e atitudes.
“Trata-se de desenvolver competências em crianças e adolescentes para lidarem com ferramentas que ampliem sua visão e compreensão do mundo, de si mesmos e do outro; sua subjetividade; sua possibilidade de pensamento e expressão; suas alternativas de escolha” (pág. 93).
Todas as organizações que inscreverem projetos nesta edição do Prêmio Itaú-Unicef receberão um exemplar da publicação.


