Prêmio Itaú-Unicef – Uma trajetória de 16 anos

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Quando o Prêmio Itaú-Unicef teve início, 16 anos atrás, a educação integral ainda era um tema pouco debatido na sociedade e estava longe de se tornar uma política pública, como é hoje. A mobilização e o debate existentes atualmente em torno da educação integral são considerados pelas organizações instituidoras da premiação um dos principais sinais de que a iniciativa vem alcançando os seus objetivos.

“Essa parceria entre Itaú, Unicef e o trabalho competente do Cenpec produzem algo relevante há 16 anos, ligada a um aspecto fundamental, que é a educação integral”, afirma o vice-presidente da Fundação Itaú Social, Antonio Matias.

“É muito bonita essa parceria, tão duradoura, que sempre se aprofunda e avança. Nós não temos uma história de retrocesso, de crise ou de falta de objetivo. O Unicef se sente muito confortável nessa parceria pelo foco que o programa tem no direito da criança, especialmente no direito de aprender”, considera a coordenadora do Programa de Educação do Unicef, Maria de Salete Silva.

Ao longo de sua trajetória, o Prêmio foi acompanhando as demandas da sociedade e concomitantemente a isso o conceito de educação integral com o qual trabalha foi ganhando novos sentidos. “Começamos com foco nas ações complementares à escola, entendendo que de um lado existia a escola e de outro a ação comunitária. Hoje nós trabalhamos um conceito de educação integral muito mais articulado, orgânico, que faz parte da vida da criança”, acredita Salete.

Desde que o Prêmio foi criado, mais de 9 mil projetos foram inscritos e cerca de 13 mil pessoas participaram dos seus encontros de formação. Para se ter uma ideia de como a iniciativa foi ganhando força, quando começou, em 1995, 406 projetos se inscreveram; na última edição, em 2009, foram 1.917.

A partir da instituição do Prêmio, o Cenpec foi se tornando referência no tema educação integral, sendo convidado por fundações, institutos empresariais e instâncias do poder público a desenvolver uma série de projetos e publicações relacionadas à área.

Dentre eles, podemos destacar o Seminário de Educação Integral (1999-2000), com o Unicef, o programa Tecendo Redes (2007-2009), também realizado em parceria com a Fundação Itaú Social e o Unicef, o monitoramento do programa de Educação Integral da rede municipal de Belo Horizonte (2007-2009) e o Caderno Cenpec nº 2 (2006), que apresentou artigos e estudos de caso sobre o tema.

“O Cenpec vem há muito tempo promovendo essa discussão sobre educação integral. Um dos primeiros materiais que consultamos quando começamos a pensar em uma política de educação integral foi o Caderno Cenpec”, conta o coordenador de Educação Integral do MEC, Leandro Fialho.

Atualmente, o Cenpec atua em parceria com o poder público por meio do programa de educação integral de São Bernardo do Campo (SP), chamado Tempo de Escola, prestando assessoria no seu desenvolvimento e implantação.

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