Presidente da Undime de Alagoas solidariza-se com alunos que sofrem com tragédia no Rio

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O drama que os alunos das cidades serranas do Rio de Janeiro estão vivendo já foi experimentado por 29 municípios de Alagoas e Pernambuco, em junho do ano passado. Foi quando os estados enfrentaram a pior enchente da história. Mais de 80 mil pessoas ficaram desabrigadas. E quase cinquenta morreram. Para quem perdeu a casa, a única saída foi se abrigar em escolas. Pelo menos as que não foram atingidas.

Em seis municípios, dezenove centros educacionais ficaram completamente ou parcialmente destruídos. Documentos dos alunos se perderam e a primeira providência foi fazer o recadastramento de todos. “Esse é o primeiro passo. Só a partir daí é que dá pra fazer alguma coisa em relação ao ano letivo dos alunos”, afirmou a presidente da Undime/AL, Rosa Maria Melo.

Por causa do desastre, os alunos paraibanos recomeçaram os estudos em agosto. Foi quando chegaram tendas doadas pelo governo federal para servir de abrigo aos que perderam as casas e estavam ocupando as escola. Mas o retorno dos alunos foi feito aos poucos. Nem todos tinham escola para estudar. O resultado disso é que nenhum deles teve férias e só devem terminar o ano letivo de 2010 no mês que vem. “Deveremos nos reunir com a Secretaria de Educação do estado e com as Secretarias Municipais para traçar o plano educacional de 2011”, disse a presidente da Undime alagoana.

Rosa Maria Melo concluiu dizendo que a saída para a solução do problema em menor tempo possível é contar com a ajuda dos municípios vizinhos que não sofreram com a enchente. No caso de Alagoas, foram cedidos serviços médicos, hospitalares e ajuda para o recadastramento dos alunos pelas cidades em que não houve destruição. É a solidariedade a serviço, também, da educação.

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