MEC e Undime debatem a educação no campo

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O relatório sobre a situação da educação brasileira em 2009, publicado pelo Unicef, apresenta desigualdades entre a educação na cidade e a educação no campo. Enquanto a taxa de analfabetismo da população urbana com mais de 15 anos é de 8,7%, o da população rural é de 25,8%. Além disso, no grupo de 15 a 17 anos, a taxa de freqüência à escola nas cidades chega a 84,2%, índice que não passa de 71,8% no campo.

Para reverter esses índices, representantes do Ministério da Educação e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – Undime reuniram-se, nos dias 2 e 3 de julho, para debater a temática. O encontro representou um espaço, onde dirigentes de todos os estados puderam expor as principais dificuldades e sugerir encaminhamentos e, para o ministério, de apresentar suas ações e sensibilizá-los para a mobilização dos municípios na adesão aos programas que envolvem a temática.
 
Durante o encontro, os dirigentes puderam conhecer os novos ônibus escolares do Programa Caminhos da Escola, que atende aos alunos do campo. Os ônibus são mais resistentes, para agüentar trajetos difíceis e oferecer mais segurança aos alunos. Segundo José Maria Rodrigues, Coordenador-geral do programa, as peças e a mobília dos ônibus estão sendo padronizadas, para facilitar a manutenção. Além disso, há uma capacitação das pessoas que irão realizar a manutenção e, caso a autorizada estiver distante mais de 200 km, é ela quem deve ir até o município para realizar o concerto do ônibus. O FNDE também está elaborando uma cartilha, que será enviada a todos os dirigentes do país, ainda esse ano, para orientá-los sobre o planejamento e a regulação do transporte escolar.
 
O ministro da educação, Fernando Haddad, falou também do transporte escolar hidroviário. Hoje, dos 22600 alunos da região norte do país, 40% são transportados por embarcações. Por isso, o ministério está estudando um modelo de barco escolar, com o objetivo de levar maior segurança aos alunos. Além do barco escolar, o ministério está negociando com a Marinha um modelo de “barco escola”, que funcionará como uma sala-de-aula, para resolver o problema do tempo de permanência nas embarcações: “Muitas vezes, os alunos chegam a gastar mais tempo para chegar até a escola do que propriamente dentro da sala-de-aula”, afirmou Haddad. Os dirigentes podem contribuir com a melhoria do serviço de transporte escolar hidroviário, respondendo à pesquisa no site do FNDE, que tem por objetivo identificar quantos alunos são transportados por embarcações no Brasil.
 
* Leia a matéria na íntegra, na Revista Educação Municipal.

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