Os problemas da alfabetização infantil voltaram a ser debatidos após a apresentação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Está prevista a criação de uma prova nacional, Provinha Brasil, para avaliar se as crianças estão, de fato, aprendendo a ler e a escrever. O governo também planeja ações para melhorar a qualificação dos professores das séries iniciais. Representantes da União Nacional dos Dirigentes Municipais em Educação (Undime) reuniram-se semana passada em Natal (RN) para discutir o assunto com educadores. A presidente da Undime e secretária municipal de Educação de Belo Horizonte, Maria do Pilar, explica que cada vez mais crianças estão tendo acesso à educação. O problema, segundo ela, é que a maioria chega sem estímulo pedagógico familiar prévio e ainda enfrenta a falta de preparo dos professores. “As crianças chegam à escola com seis ou sete anos, de famílias onde os pais não tiveram acesso à educação. Chegam com uma bagagem letrada muito pequena. Faltam novas pedagogias e tecnologias para a alfabetização”, avalia Pilar. “A grande questão é que os professores precisam de uma melhor formação para trabalhar com mais eficiência”, acrescenta a professora. Segundo ela, o processo de alfabetização precisa ser contínuo, ou seja, o ideal é exercitar a leitura durante toda a vida escolar.

Undime realiza live sobre revisão do diagnóstico do Novo PAR
A Undime, por meio do Conviva Educação,

