Os professores responsáveis pelos cinco melhores projetos empreendedores do Concurso Nacional de Práticas Pedagógicas do Ensino Médio recebem os prêmios, de R$ 5 mil, R$ 4 mil, R$ 3 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil, respectivamente, na próxima segunda-feira, 8 de dezembro, na Academia de Tênis, em Brasília. Os projetos vencedores foram divulgados na semana passada pela Secretaria de Ensino Médio e Tecnológico do Ministério da Educação (Semtec/MEC).
“Rio(con)Vida”, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Freitas, da Paraíba, ficou em primeiro lugar, com 83 pontos. Em segundo, a experiência “Descubra um Escritor”, com 76 pontos, foi para o Colégio Estadual Júlia Wanderley (Paraná). O Centro de Ensino Médio Setor Leste, do Distrito Federal, conquistou o terceiro prêmio com o projeto “Margem” (72 pontos) e o quarto foi do Colégio Estadual Barão do Rio Branco, do Acre, que obteve 69 pontos com o trabalho “Folclore Nacional, Culturas Brasileiras e Danças”. “Festival Arte em Cena”, com 68 pontos, da Escola Estadual Maestro Villa-Lobos, de Minas Gerais, foi classificado na quinta posição.
Segundo a diretora de Ensino Médio da Semtec, professora Marise Nogueira Ramos, o concurso é uma das ações do Ministério da Educação para valorizar os profissionais do magistério, estimular práticas de gestão democrática escolar e melhorar o ensino médio.
Dividido em três fases, teve 741 projetos inscritos. Na primeira, foram escolhidos dois trabalhos por estado, totalizando 54. Os 15 selecionados na etapa regional concorreram à fase nacional. Das 54 propostas, dez eram da região Norte, 18 da Nordeste, oito da Centro-Oeste, oito da Sudeste e seis da Sul.
Meio ambiente – Pombal, na Paraíba, é banhada pelo rio Piancó/Piranhas, que faz parte da história da cidade e é a maior fonte de renda para a comunidade. O tema “Rio(con)vida”, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Freitas, utilizou os conteúdos de biologia, química, história, geografia e língua portuguesa e envolveu sete professores, dois supervisores e 78 alunos do ensino médio. A idéia era fazer com que o aluno se integrasse à comunidade e realizasse ações práticas de preservação do meio ambiente, associadas aos conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula. Levar o estudante a compreender a necessidade de manutenção do equilíbrio ambiental e romper com a monotonia de sala do quadro e giz foram outras metas perseguidas pela equipe da escola.
Jovens escritores – O Colégio Estadual Júlia Wanderley inscreveu o projeto “Descubra um Escritor”. Tudo começou com o incentivo aos estudantes para o hábito da escrita. Com a prática, os alunos conseguiram se destacar em concursos de literatura e, vários deles, poetas, já têm trabalhos publicados em livros e revistas. Resultado do esforço: três livros foram publicados em parceria com o escritor português Luís Lourenço e 40 escolas do Paraná, de Minas Gerais e São Paulo adotaram a idéia.
Hoje, com o costume da leitura, chegam a ler, em média, 15 livros por ano.
Paranoá – O projeto “Margem” foi realizado com estudantes do Centro de Ensino Médio Setor Leste, do Distrito Federal, nas margens do Lago Paranoá. As nascentes da 614 Sul e outros ambientes naturais do Distrito Federal serviram como campo de estudo.
Nas “aulas”, diferentes áreas do conhecimento estavam representadas, como ecologia, botânica, geografia, física e química. Além do estudo, os alunos se envolveram com o ambiente próximo à escola e puderam perceber a realidade social e política da sociedade onde vivem. Chegaram a participar, inclusive, do Movimento pela Criação do Parque Asa Sul, que permitiu à comunidade a segurança e preservação de um patrimônio natural ameaçado.
Cultura – O projeto “Folclore Nacional, Culturas Estrangeiras e Danças” nasceu no Colégio Estadual Barão do Rio Branco, do Acre, pela necessidade de promoção do desenvolvimento cultural na escola. Com atividades de literatura, de magia, dança e teatro, 1004 estudantes de 14 turmas mostraram, em 2002, para cerca de 3 mil pessoas, diferentes características do folclore. Cada grupo ficou responsável por um tema: comidas e danças típicas, ervas medicinais, lendas, superstições, crendices, contos e religião.
A atividade mudou a rotina do colégio. Permitiu a socialização dos alunos, a descoberta de talentos, deu dinamismo à rotina acadêmica e valorizou a disciplina de artes. A atividade extraclasse deu importância ao trabalho coletivo, com o estudo de artes, português, história e informática de forma interdisciplinar.
Arte em cena – Produzir um festival de arte com oficinas de teatro, rádio, pinturas, criação literária e artesanato. Essa foi a idéia da Escola Estadual Maestro Villa-Lobos, de Belo Horizonte-MG, inscrita no concurso da Semtec.
Cada aluno teve a liberdade de trabalhar e contribuir como quisesse e pudesse, de acordo com suas características, habilidades pessoais e necessidades do evento, que aconteceu em 9 de outubro deste ano.


