Verbas para programa de educação ambiental deverão aumentar

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Até agora, 16 mil escolas em todo o País participam do Programa Nacional de Educação Ambiental (Pronea), num trabalho de formação de 32 mil professores e 32 mil jovens

As emendas parlamentares ao Orçamento voltadas para a educação ambiental terão um melhor aproveitamento, já que as ações nesse campo foram unificadas pelos ministérios da Educação e do Meio Ambiente no Programa Nacional de Educação Ambiental (Pronea). Esta avaliação foi feita ontem pelo secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, Ricardo Henriques, e pelo diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Marcos Sorrentino.

Eles participaram de audiência pública conjunta das comissões de Educação e Cultura e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara sobre o tema. Até o fim deste ano, o programa contará com quase R$ 3 milhões, sendo R$ 2,2 milhões em receitas orçamentárias e o restante vindo de organismos internacionais. Para o ano que vem, o deputado César Medeiros (PT-MG) já pensa em propor à Comissão de Meio Ambiente, da qual é vice-presidente, a apresentação de emendas beneficiando o Pronea. Até agora, 16 mil escolas em todo o País
participam do programa, num trabalho de formação de 32 mil professores e 32 mil jovens.

Segundo Ricardo Henriques, o Pronea quer ampliar o entendimento sobre o que é a educação ambiental. Ele disse que é preciso acabar com a imagem de que a ciência ambiental se resume ao ensino da reciclagem de materiais. Ricardo Henriques afirmou que o objetivo do programa é despertar nas pessoas atitudes em busca de um desenvolvimento econômico sustentável, ou seja, que leve em conta a preservação ambiental e o desenvolvimento social.

Presente à audiência, a professora Leila Carvalho, da Escola de Meninos e Meninas do Parque da Cidade, em Brasília, gostou da proposta. Mas protestou por nunca ter ouvido falar sobre o programa. “Surpreendo-me que nós, educadores do Distrito Federal, no centro de Brasília, não tenhamos acesso a essas informações”, disse.

De acordo com Ricardo Henriques, o objetivo do governo é levar o programa ao maior número possível das quase 200 mil escolas de ensino fundamental e médio. Ele justificou o fato de algumas escolas não estarem participando desse processo: “No processo de preparação da conferência sobre o tema neste ano, distribuímos questionários para 150 mil escolas.

Foram dirigidos para as diretoras com uma carta solicitando que discutissem com seus professores e possibilitasse uma resposta a esse processo. Dessas 150 mil, pouco mais de 10% responderam”, destacou.

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