Metas que serão propostas na próxima quarta se estenderão até 2022
O Brasil transforma a educação na mais importante política pública ou comprometerá o futuro das novas gerações e do desenvolvimento social e econômico do país. Esse é o entendimento de educadores, líderes sociais, empresários, jornalistas e gestores públicos que fazem parte do projeto Compromisso Todos Pela Educação, que será lançado na próxima quarta-feira(6) no Museu do Ipiranga, em São Paulo.
Idealizado e desenvolvido para efetivar o direito à educação pública de qualidade, o compromisso se estenderá até 2022, ano em que se comemora o bicentenário da Independência do Brasil. Os organizadores garantem que o projeto traz diferenças em relação aos já propostos porque está baseado em cinco metas (ver quadro) bem estabelecidas para os próximos 16 anos. – As metas serão cobradas ano a ano para termos uma evolução da educação. Serão usadas como forma de cobrança aos governos e à sociedade. É preciso o engajamento de todos. Não adianta o governo querer que o jovem conclua o Ensino Fundamental se o pai tira a criança da escola – explicou a coordenadora executiva do projeto, Priscila Cruz.
Idéia é buscar um ensino de qualidade
Com propósito de ser um grande projeto de nação, independentemente de organizações ou partidos políticos, o Todos pela Educação é uma iniciativa considerada inédita porque não se trata de um evento isolado, mas uma ação permanente. Além de fixar metas, tem como diferencial a abrangência nacional e o longo prazo. Outra diferença é em relação à dinâmica. Em vez de intervir diretamente na escola, o projeto pretende qualificar a demanda por uma educação de qualidade.
Na prática, significa mobilizar, orientar e estimular pais, educadores, líderes comunitários, conselhos tutelares e empresários para que saibam o que é educação de qualidade a fim de pode cobrar. – É um processo de mobilização da sociedade brasileira para destacar o papel que cada um tem no sentido de melhorar o nível da qualidade de ensino. As metas vão servir de referência para este trabalho – destacou José Paulo Soares Martins, diretor do Instituto Gerdau, um dos envolvidos na organização. O gerente executivo da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, Alceu Terra Nascimento, lembra que o projeto é fundamental para um choque no ensino do Brasil. – Estamos aderindo porque tem a ver com os compromissos da fundação. Acreditamos que a melhor política pública para crianças e adolescentes é a educação – frisa Nascimento.


