SP – Criança precisa de roupa e material escolar, afirma secretaria

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Não adianta ter uma boa escola, se a criança não tem roupa nem material para usar. Esse é o resumo da defesa que a secretária interina da Educação, Maria Aparecida Perez, faz do modelo adotado na cidade. Ela discorda que não haja uma política educacional.

“A secretaria tem uma política, segue as três diretrizes estabelecidas no programa de governo do PT -garantia de acesso e permanência da criança; gestão democrática e qualidade social.”

Perez afirma que a administração priorizou o acesso da criança à escola e a sua manutenção lá. Para ela, as ações sociais evitam que a criança abandone a escola.

“Para chegar no objetivo da qualidade, é preciso tomar algumas outras medidas. A criança, para aprender, precisa alimentar-se. Ela não tem comida em casa? Nós temos de dar na escola. Não tem caderno? Não tem roupa? Temos de dar.”

Para ela, o investimento na qualidade passou a acontecer no segundo semestre de 2002. “Começamos a trabalhar na formação de professores. Oferecemos curso de formação superior e o Profa [para instrução de profissionais alfabetizadores].”

Perez diz que “tudo isso faz parte de uma política educacional”. Segundo ela, após esses passos, a administração poderá, neste ano, atuar mais na reorientação curricular, para tentar dar mais qualidade à educação, entrando na discussão do projeto pedagógico.

“Não adianta só discurso de que vai dar educação com qualidade. É preciso criar condições, inclusive materiais, para que isso aconteça na rede”, diz. Isso seria feito com observação das necessidades da escola e das dificuldades das crianças.

Quanto à suposta ingerência política na secretaria e esvaziamento de seu poder, a secretária interina diz que a administração é uma só.
“Estamos num governo comandado pela prefeita Marta Suplicy e ele tem uma política para todas as áreas. Não há ingerência, há um programa que tem de ser cumprido pelas secretarias.”

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