Sobram 200 mil vagas no Estado de Goiás

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Enquanto escolas estaduais dos Entornos de Goiânia e Brasília não conseguem absorver a demanda, em muitas outras unidades da capital e do interior estão sobrando vagas. Em todo o Estado, de 1,1 milhão de vagas oferecidas em 2003, 200 mil ficaram ociosas, conforme apontou o Estudo de Rede que está sendo realizado pela Coordenadoria de Desenvolvimento e Apoio à Escola, da Secretaria Estadual de Educação (SEE). O trabalho, iniciado na segunda quinzena de novembro, só deve ser concluído em maio, mas os dados já deram sustentação para o reordenamento de rede realizado pelo órgão no início deste ano letivo.

O estudo abrange as 1,3 mil escolas estaduais e é minucioso: as informações são fornecidas pela unidade e conferidas pelas 37 Subsecretarias de Educação, que remetem os dados à SEE, onde são checados novamente. Com relação ao número de alunos, por exemplo, foi realizado um levantamento prévio e, após o período de matrículas, houve uma nova contagem. Esse procedimento permitiu descobrir situações curiosas. A SEE constatou que, desde 2001, quando as matrículas foram informatizadas, cerca de 150 mil estudantes se matricularam em até quatro escolas, simultaneamente. Esse número corresponde a mais de 9% do alunado da rede, que gira em torno de 1,6 milhão de estudantes. O número total de vagas oferecidas nas escolas da rede estadual de ensino neste ano foi de 1,1 milhão.

Dois perfis de escola

Coordenadora de Desenvolvimento e Apoio à Escola e dos programas do Fundo de Fortalecimento da Escola (Fundescola), Ana Cristina Kratz explica que, antes de iniciar o Estudo de Rede, a Secretaria Estadual de Educação (SEE) procurou definir o perfil das suas unidades em dois tipos: infanto-juvenil e jovem. “Isso cria uma identidade no projeto pedagógico. Mas a partir daí, restava saber se as matrículas estavam adequadas ao perfil da escola e se a demanda também era pertinente a ele”, observou.

Para chegar aos números que estão subsidiando as ações da SEE, a equipe de Ana Cristina analisou a matrícula de anos anteriores, os números do Censo Escolar e as informações da modulação. O levantamento permitiu o mapeamento da rede, averiguando a realidade de cada escola. “Esse estudo é que vai determinar onde serão construídos novos colégios, que unidade precisamos ampliar e até mesmo organizar o transporte escolar”, adianta a coordenadora.

Em muitos distritos o levantamento já viabilizou a administração compartilhada da escola, que passou a ser gerida pelo Estado e pelo município. “Essa economia nos permite manter o colégio perto da comunidade. Caso contrário, teríamos de fechá-lo e transportar os alunos para a sede administrativa do município”, exemplifica.

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