Seminário reúne fiscais da merenda escolar

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Cerca de 180 professores, nutricionistas, vereadores, integrantes do Ministério Público e pais de alunos da rede pública estão reunidos em Brasília no Seminário Nacional de Alimentação Escolar. Eles integram conselhos formados em todos os estados e são responsáveis pela fiscalização, controle e avaliação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). O seminário, aberto na segunda-feira, dia 24, pelo ministro da Educação Cristovam Buarque, e pelo presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), se estenderá até quinta-feira, dia 27.

Na solenidade, o ministro chamou a atenção dos participantes para a importância da atuação da sociedade na fiscalização da qualidade da educação e das verbas a ela destinadas. “O Brasil dispõe de poucos recursos e tem de investi-los bem. Cada centavo a mais que se gasta na merenda escolar, por dia, gera uma despesa adicional de R$ 74 milhões ao ano”, afirmou Cristovam. “Então, precisamos garantir que essas verbas cheguem nos municípios com o mínimo de desvios. E são justamente vocês que exercem o controle social sobre o uso do dinheiro público no que diz respeito à merenda. Está nas suas mãos mobilizar a sociedade para quem ninguém tire a comida das crianças.”

Para Cristovam, é preciso combater a idéia de que educação é apenas a escola. E que, nela, existem somente o professor, o livro, o quadro-negro e o computador. “Nenhuma dessas colocações está correta. Escola não basta para educar uma criança. Na verdade, no mundo de hoje, a educação é feita também pela família e pela mídia, principalmente a televisão e a internet. Não adianta gastar muito com colégio se o estudante chega em casa e os pais não o estimulam a ler e a estudar”, disse. Ele apontou, ainda, a importância da alimentação para o ensino: “Quem não come, não consegue estudar”.

Os conselhos funcionam como colegiados deliberativos e autônomos, compostos por representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, da comunidade local, dos professores e dos pais de alunos, com mandato de dois anos. O principal objetivo dos grupos é zelar pela qualidade dos produtos utilizados na merenda, desde a compra até a distribuição nas escolas, e fiscalizar a aplicação dos recursos transferidos.

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