Professores indígenas lutam por ensino superior

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Discutir o desenvolvimento do ensino superior para a formação dos professores indígenas e buscar soluções para efetiva instalação das escolas diferenciadas na Amazônia serão algumas das questões discutidas durante a III Assembléia Geral do Conselho dos Professores Indígenas da Amazônia (Copiam), que será realizada no auditório do Centro da Maromba, (localizada a Rua São Luiz, s/n, no bairro da Chapada) até esta quinta-feira, 27 em Manaus.

Reunindo representantes dos Estados do Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre e Mato Grosso, a assembléia geral servirá para os professores indígenas elaborarem um documento de reivindicações, a ser dirigido às autoridades federais, estaduais e municipais, com a intenção de desenvolver o ensino indígena de forma efetiva e diferenciada.

Participaram no primeiro dia da assembléia geral, 150 professores indígenas, representantes de 48 etnias estabelecidas na Amazônia, entre as quais destacam-se, os saterés-maués, tikunas, baniwas, barés e macuxis. A intenção desses representantes é discutir as ações que provoquem o desenvolvimento da educação indígena, principalmente a ministrada em nível superior. “Com o desenvolvimento do ensino superior para os índios, aumentam as chances de elaborarmos e realizarmos mais atividades que desenvolvam a educação diferenciada”, explicou o coordenador do Copiam, Fausto Macuxi.

Segundo ele, os índios ainda enfrentam muitas dificuldades para o desenvolvimento da educação diferenciada na Amazônia. “Temos a lei que prevê a aplicação da educação indígena diferenciada. Mas ainda enfrentamos muitos obstáculos por parte dos governos e das prefeituras. Não há um diálogo e eles não reconhecem a educação indígena de forma diferenciada”, garantiu.

Fausto justifica sua afirmação ao exemplificar a falta de escolas indígenas diferenciadas na Amazônia. “Nós podemos dar o exemplo do Vale do Javari, onde só há uma escola indígena, num espaço de oito mil hectares para atender as cinco etnias que habitam naquela área”, disse.

Devido as dificuldades, o coordenador da Copiam garante que ainda não há como confirmar o número de professores indígenas estabelecidos na Amazônia, atualmente. “No último Censo que realizamos, em 1999, tínhamos 1.135 professores. E desses só 65 deles tinham formação superior”, ressaltou.

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