Professores estaduais criticam pressão para mudar Estatuto no Maranhão

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Os diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) avaliam que o acordo que firmaram com o governo do Estado do Maranhão para pôr fim à greve dos professores da rede estadual de ensino foi o possível no momento.

Consideram positiva a definição do prazo de 18 meses para a recomposição da tabela funcional, mas condenam a posição do governo que forçou mudanças no Estatuto do Magistério sem discussão aprofundada com a categoria.

“O governo desde o começo do ano vem tentando retirar do Estatuto o direito à promoção automática. No primeiro momento conseguimos deter essa proposta, durante a reforma administrativa”, afirma o presidente do Sinproesemma, professor Odair José. Ele vai além.

Diz que o governo foi autoritário ao impor novas regras de promoção. “Não somos intransigentes ou contra mudanças como tentou mostrar o governo, mas contra a forma como ela foi feita”, mostra Odair José.

Um ponto que os sindicalistas consideram importante é a assinatura de um acordo com prazos a serem cumpridos. “Agora vai ser possível fazer uma cobrança sobre os compromissos firmados e não vamos abrir mão de nenhum ponto do acordo”, conclui Odair José. Os sindicalistas esperam que a categoria tenha acumulado força para os próximos passos da luta.

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