Presidente e ministro querem participação da sociedade no PDE

Picture of undime

undime

Lançado dia 24, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) abrange medidas para todas as etapas da educação. A prioridade é a educação básica, que vai do ensino infantil ao médio. Segundo o presidente e o ministro, a mobilização da sociedade é fundamental para o sucesso do plano.

 Para o ensino básico, foi criado o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que levará em conta o rendimento dos alunos, a taxa de repetência e a evasão escolar. Por meio da análise do Ideb, o Ministério da Educação vai dar apoio às prefeituras que têm os indicadores educacionais mais baixos. Serão investidos R$ 1 bilhão nos próximos 12 meses, com recursos adicionais ao Fundo da Educação Básica (Fundeb), para atender os mil municípios com os piores índices. Se fosse avaliada hoje, a educação básica brasileira teria uma média aproximada de quatro pontos numa escala que vai de zero a dez. Nos próximos 15 anos, o Brasil terá de alcançar nota seis no Ideb, a mesma média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Na educação infantil, será implantada a Provinha Brasil, destinada a avaliar a alfabetização de crianças de seis a oito anos. Para o transporte de alunos do ensino fundamental, foi criado um crédito de R$ 600 milhões, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para a compra de ônibus e até de barcos.

Ainda no ensino básico, o plano prevê a informatização das escolas. Serão instalados laboratórios de informática em todas as 130 mil instituições de ensino públicas até 2010, com um investimento de R$ 650 milhões. Por meio do Programa Luz para Todos, o MEC e o Ministério de Minas e Energia vão levar iluminação pública a 18 mil escolas que ainda não têm energia elétrica e que atendem 700 mil alunos (1,5% do total de estudantes do ensino básico).

Alfabetização — O PDE vai redesenhar o programa Brasil Alfabetizado. Pelo menos 75% dos alfabetizadores serão professores da rede pública municipal e estadual. Cerca de cem mil profissionais vão receber, além do salário, uma bolsa de R$ 200 por mês para alfabetizar adultos no turno em que não estejam lecionando para as crianças. O Brasil Alfabetizado terá dois focos — o Nordeste, que concentra 90% dos municípios com altos índices de analfabetismo, e os jovens de 15 a 29 anos.

Para a educação profissional, o PDE prevê a instalação de 150 escolas técnicas nas cidades-pólo. Também serão criados os institutos federais de educação tecnológica (Ifets), com a missão de ofertar educação pública para fortalecer a produção local.

Na educação superior, a principal medida é a ampliação do acesso. As universidades federais que abrirem ou ampliarem cursos noturnos e reduzirem o custo por aluno vão ganhar mais verbas. A meta é dobrar o número de vagas. Hoje, são 580 mil.

Também há mudanças no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), de forma a ampliar os prazos de quitação do empréstimo após a conclusão do curso. O mesmo projeto que prevê alterações no Fies trata do parcelamento da dívida fiscal e previdenciária das instituições de ensino superior privadas que aderirem ao Programa Universidade para Todos (ProUni). Um programa para valorizar os novos doutores brasileiros também faz parte das medidas do PDE.

Notícias recentes

Assine nossa newsletter