A educação em Mato Grosso pode enfrentar problemas graves nos próximos anos se não forem tomadas medidas imediatas para valorizar o magistério, melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores em educação e as condições de trabalho da categoria. Esta é a principal conclusão, no que diz respeito ao estado, da pesquisa “Retrato da Escola 3, Situação dos Trabalhadores da Educação Básica”.
O levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação foi divulgado pela presidente da CNTE, Juçara Dutra Vieira. Segundo ela, os números dos dez estados investigados indicam que a maioria dos educadores é composta por mulheres (que se aposentam aos 25 anos) está na faixa dos 40 aos 59 anos e já tem, em média, 15 anos de serviço.
“Em Mato Grosso, a situação é a mesma que se apresenta em âmbito nacional, o que nos permite concluir que se algo não for feito haverá problemas com a falta de professores nos próximos anos, uma vez que a faixa etária dos 18 aos 24 anos abrange menos de 2% da categoria. Isso mostra que a adesão à carreira de professor tem sido menor a cada ano”, disse Juçara Vieira.
A pesquisa ouviu 4.565 educadores (professores e funcionários) em dez estados cujas bases locais, em seu conjunto, representam 30% da categoria em todo o país (2,5 milhões): Tocantins, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Paraná, Alagoas, Mato Grosso, Piauí, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul. Foram pesquisados dados sobre qualificação profissional, nível de escolaridade, idade, sexo, tempo de serviço, salários, acesso à cultura, lazer, aos recursos da computação entre outros.


