Painel revela temas prioritários para a Educação brasileira

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Apesar de não haver uma receita única para garantir uma Educação de qualidade para todos os brasileiros, cada vez mais, pesquisadores e gestores concordam que sem algumas medidas dificilmente o Brasil superará a situação atual. Essa é uma das principais tendências reveladas no Painel da Educação Brasileira, um conjunto de entrevistas que tem como objetivo traçar um panorama da realidade educacional do País e mostrar caminhos e alternativas para o futuro. 

O Painel foi produzido pela Agência de Notícias Todos Pela Educação para comemorar o Dia da Educação, 28 de abril. Ele reúne quinze entrevistas, realizadas ao longo dos últimos dois meses, com especialista de diversas áreas, entre eles pesquisadores, técnicos e gestores de Educação, que trabalham por uma Educação de qualidade para o Brasil. O resultado é um amplo diagnóstico, com diferentes pontos de vista, opiniões e experiências.

O conjunto de entrevistas revela que existem visões diversas em relação à Educação, mas há um consenso entre os especialistas quanto a alguns grandes temas que devem ser levados em consideração.

Combate à repetência e à evasão; priorização da alfabetização; financiamento aliado à boa gestão; participação das famílias e da comunidade na vida escolar; formação de professores; autonomia das escolas; e aperfeiçoamento dos sistemas de avaliação, são temas destacados por boa parte dos entrevistados.

Os especialistas concordam, por exemplo, que é preciso colocar o foco no aluno e na aprendizagem. Dilvo Ristoff, do Inep, defende que “uma boa escola é a que consegue ajudar todos os estudantes a fazerem a caminhada rumo à aprendizagem e à boa formação, sejam eles fracos ou não, sejam eles ricos ou pobres”.

Para isso, deve-se melhorar o fluxo escolar e fazer com que o aluno aprenda o conteúdo correspondente à sua série. “É preciso baixar a repetência, procurando melhorar a qualidade de ensino, por meio de programas efetivos de recuperação e aceleração” afirma o matemático Ruben Klein, da Fundação Cesgranrio.

Cada vez mais fica claro o papel do professor e do diretor da escola para o bom desempenho do aluno. Para a secretária de Educação do Rio Grande do Sul, Mariza Abreu, “a autonomia da escola que tem impacto positivo no melhor desempenho do ensino é a que implica responsabilização da escola e dos professores pelos resultados de aprendizagem dos alunos”.

Financiamento é um tema polêmico, principalmente quando se trata de aumento de recursos. No entanto, percebe-se um consenso: é preciso ter recursos para investir e é fundamental que eles sejam bem geridos. Maria do Pilar Lacerda, presidente da Undime, enfatiza que “é preciso acabar com esta dicotomia quantidade x qualidade. No Brasil, é preciso fazer as duas coisas: aumentar os recursos e melhorar sua gestão”.

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