Indicado oficialmente ministro da Educação, Cristovam Buarque anunciou o desejo de mudar o vestibular: em vez de um único teste, a prova seria dividida nos três anos do ensino médio. É uma boa idéia.
Com essa divisão, os alunos seriam obrigados a reforçar permanentemente seus conhecimentos, livres da correria do vestibular tradicional, concentrado apenas em um ano, mais volta a medir memorização do que propriamente saber. Isso poderia estimular as escolas a ir melhorando sempre, cobradas pelos alunos.
O mais importante, porém, não é a forma do vestibular, mas o conteúdo. O ensino médio é visto apenas como uma passagem para a faculdade, o que significa mediocrizar o saber. O ideal é que se reforce tendência já verificada em vários testes para entrar nas faculdades, embora timidamente, de exigir do aluno a associação de idéias e informação, a atenção ao cotidiano, capacidade de articular e expor reflexões, além de valorizar a autonomia de pesquisa.O vestibular seria, então, em vez de teste de memorização, uma referência de padrão educacional.


