Neeja – Alunos querem reunião com secretário da Educação de Porto Alegre Fortunati

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Uma comissão de estudantes do Núcleo Estadual de Educação de Jovens e Adultos (NEEJA) pretende viajar a Porto Alegre para entregar um manifesto ao secretário estadual da Educação, José Fortunati. Eles argumentam que a 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) não está tratando do caso como ele merece.

Na manhã da última quinta, os alunos fizeram mais um protesto em frente ao prédio da Coordenadoria em virtude da falta de professores, direção e coordenação pedagógica no Núcleo. A coordenadora Marivone Castelli garante que a situação já está resolvida e nomeou dois novos professores, um de matemática e outro de geografia.

Ela também acrescenta que a 7ª CRE continua esperando orientações da Secretaria Estadual sobre a realização da eleição de diretor, no dia 14 de abril. Marivone ressalta que não há possibilidades do NEEJA ser fechado em Passo Fundo. “

A escola do NEEJA jamais será fechada. Estão sendo feitos ajustes na administração, mas não podemos deixar 700 alunos, adultos que precisam de ensino supletivo, sem aula”, argumenta. A estudante Mary Terezinha de Mello, afirma que as condições estão insustentáveis, pois tem alunos que trabalham até às 3 horas e de manhã vão para a escola sem ter aula. Ela acrescenta que a Coordenadoria Regional não dá atenção aos problemas e os alunos pretendem organizar uma comitiva para tentar uma audiência com o secretário estadual de Educação, José Fortunatti. “Vamos levar nosso manifesto em mãos, porque já que as coisas não andam por aqui, vamos pressionar em Porto Alegre”, destaca Mary.

Durante essa semana, este foi o terceiro protesto dos alunos do NEEJA pedindo melhores condições de estudo. Desde o início do ano letivo, no dia 6 de março, eles já perderam mais de 225 períodos de aula, sendo que a formatura de algumas turmas acontece em maio. O Núcleo possui mais de 700 alunos, entre eles portadores de deficiência auditiva e visual, que dependem do ensino supletivo gratuito. A situação se agravou ainda mais na última segunda-feira, quando o diretor da escola foi exonerado do cargo.

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