Mutirão leva livro didático às aldeias indígenas

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O Ministério da Educação deu início a um mutirão em 24 estados para que 545.915 livros didáticos e dicionários destinados aos estudantes indígenas cheguem a 1.724 escolas nas aldeias. Exceto Distrito Federal, Rio Grande do Norte e Piauí, que não têm escolas indígenas, os demais estados receberão o material, que deve ser encaminhado às escolas até 31 de janeiro. A tarefa é necessária e urgente. O MEC constatou que nem 10% dos livros enviados nos anos anteriores chegaram aos alunos da 1ª à 8ª série.

O mutirão, promovido pela Coordenação da Educação Escolar Indígena do MEC, compreende um conjunto de ações simultâneas e de parcerias. As secretarias de Educação dos municípios envolvidos receberão mensagens, por carta e por correio eletrônico, para que providenciem a entrega dos livros. As organizações não-governamentais que apóiam os povos indígenas e os professores que participam dos cursos de formação continuada devem ficar alertas em relação à chegada do material. Em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai), a coordenação quer fazer chegar a informação às aldeias para que professores e lideranças exijam a entrega das publicações.

Kleber Gesteira, coordenador de educação escolar indígena do MEC, afirma que serão usados todos os meios, entre os quais jornais, rádios e TV, para que o livro chegue ao destino. Além de ser um direito do aluno e objeto de uma política federal, o livro didático é importante material de apoio em sala de aula. O professor que leciona nas aldeias luta com dificuldades que vão desde sua formação até o trabalho em escolas carentes de biblioteca e de outros recursos.

O principal problema para que os livros cheguem ao aluno indígena é a localização das escolas em periferias, áreas rurais ou aldeias. Os Correios entregam os livros nas prefeituras, que muitas vezes deixam de levá-los até as escolas ou de comunicar sua chegada aos diretores.

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